Nikolas é recebido por centenas de pessoas em Cristalina

O grupo liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi recebido por centenas de pessoas ao entrar no perímetro urbano de Cristalina, em Goiás, nesta quarta-feira (21), durante a Caminhada pela Liberdade.

A mobilização começou em Paracatu, no interior de Minas Gerais, e segue rumo a Brasília. De Cristalina até a capital federal, restam cerca de 131 quilômetros, o que indica que o grupo está cada vez mais próximo do destino final.

Vídeos da recepção foram compartilhados nas redes sociais por parlamentares como Carlos Jordy e Magno Malta, entre outros. Empresários também participaram do apoio e levaram caminhões para as ruas da cidade.

Nem mesmo a chuva que caiu em Cristalina impediu a manifestação, que reuniu apoiadores com pedidos de anistia aos presos do 8 de janeiro e pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cunhada de Toffoli nega elo do marido com resort no Paraná

Daniel Vorcaro, empresário do Banco Master e Dias Toffoli, ministro do STF F

O Estadão enviou um repórter até a cidade de Marília, no interior de São Paulo, onde supostamente funcionava a sede de empresa ligada ao caso Tayayá. No mesmo endereço mora José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do STF Dias Toffoli, e quem atendeu ao jornalista foi a cunhada do ministro, Cássia Pires Toffoli.

Ela afirmou que desconhece qualquer relação do marido com o resort Tayayá, no Paraná, e disse que nunca autorizou o uso da residência como sede da empresa Maridt Participações.

Essa casa é minha, financiei com o meu dinheiro. Não sei de nada disso – declarou ela. Leia na íntegra.

O imóvel, de cerca de 130 metros quadrados, aparece como endereço da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Segundo a reportagem, a residência apresenta sinais de desgaste e não condiz com a estrutura de uma empresa.

Cássia disse que o marido é engenheiro eletricista e que trabalha com projetos.

– As pessoas ficam inventando coisas. Eu não sei e não quero nem saber desse resort.

Documentos oficiais mostram que José Eugênio assinou como presidente da Maridt em operações de venda de cotas ligadas ao empreendimento. Ele não respondeu aos contatos do jornal.

A empresa já teve participação no Tayayá Resort e vendeu cotas em 2021 e em 2025. Parte das negociações envolveu fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Dias Toffoli é relator no STF de inquérito que apura questões relacionadas ao Banco Master. O ministro não comentou o caso até a publicação da reportagem.

Lula libera R$12 milhões a escolas de samba do Rio mais diz não ter recursos pra vacina contra herpes

Enquanto o governo federal anuncia a liberação de R$ 12 milhões para escolas de samba do Rio de Janeiro, cresce o questionamento sobre as prioridades da gestão Lula diante de demandas urgentes da população brasileira.

O repasse, confirmado por meio de órgãos ligados ao Ministério da Cultura e à Embratur, prevê R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial do Carnaval de 2026. A justificativa oficial é a promoção da cultura nacional e o estímulo ao turismo internacional. No entanto, o anúncio ocorre em um cenário marcado por hospitais superlotados, filas no SUS e carência de investimentos em áreas essenciais.

Ao mesmo tempo, o próprio governo reconheceu que não irá incorporar a vacina contra o herpes-zóster ao SUS, alegando que o custo é elevado. A vacina, recomendada especialmente para idosos e pessoas com baixa imunidade, pode evitar complicações graves e dores crônicas, mas continuará restrita a quem pode pagar na rede privada.
Há recursos para financiar o espetáculo do Carnaval, mas não há verba para ampliar a prevenção em saúde, mesmo diante do envelhecimento da população brasileira. A decisão reforça críticas de que o governo prefere investir em ações de visibilidade política e cultural, enquanto necessidades básicas seguem em segundo plano.

Além da saúde, áreas como segurança pública e educação também enfrentam desafios estruturais, com falta de investimentos consistentes e resultados abaixo do esperado. Para muitos brasileiros, o debate não é sobre ser contra a cultura popular, mas sobre ordem de prioridades.

Em um país onde milhões dependem exclusivamente do SUS, a pergunta permanece: o que deveria vir primeiro — o desfile na avenida ou a prevenção de doenças nos hospitais?

Frente Evangélica apoia professor cristão perseguido na UFRN

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional divulgou nota nesta terça-feira (20) em apoio ao professor Tassos Lycurgo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), alvo de denúncia e pedido de expulsão após críticas de estudantes e grupos internos.

No texto, os parlamentares repudiam a ação dos estudantes e afirmam que o caso apresenta indícios de perseguição religiosa e ideológica e que a situação é incompatível com o ambiente acadêmico e com o Estado Democrático de Direito.

O episódio apresenta indícios graves de perseguição religiosa e ideológica, incompatíveis com o ambiente acadêmico e com o Estado Democrático de Direito – diz a nota.

A bancada também afirma que punir um docente por suas convicções fere garantias constitucionais, como liberdade religiosa, liberdade de expressão, pluralismo de ideias e liberdade de cátedra.

A Frente Parlamentar Evangélica expressa sua plena solidariedade ao professor Tassos Lycurgo, reafirmando que fé não é crime, pensar diferente não é crime e que a democracia exige respeito a todos – destaca o comunicado.

Nikolas Ferreira se emociona e ora por bebê que luta pela vida

O deputado federal Nikolas Ferreira foi procurado por uma mãe nesta terça-feira (20), durante um almoço em uma fazenda onde estava acompanhado de dezenas de pessoas. Ela pediu apoio para conseguir o medicamento que pode salvar a vida do filho, um bebê com Atrofia Muscular Espinhal (AME).

A mulher foi até o local onde o grupo estava reunido e fez um apelo em favor da criança, que está prestes a completar 1 ano. Após ouvir o relato, Nikolas se emocionou e orou pelo bebê.

A Justiça já autorizou o governo a comprar o remédio para o tratamento, mas a União negou a aquisição.

O medicamento citado é o Zolgensma (onasemnogeno abeparvoveque), indicado para casos de AME e conhecido pelo alto custo, que varia entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões por dose.

O tratamento precisa ser aplicado até, no máximo, os 2 anos de idade para ter melhores resultados.

‘Nunca vi isso antes’: as críticas à atuação de Toffoli no caso Master nos bastidores da PF e da PGR

A atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli na investigação do Banco Master — liquidado pelo Banco Central devido a fraudes bilionárias — é alvo de crescentes questionamentos nos bastidores dos órgãos de investigação.

No mais recente capítulo dessa história, o ministro entrou em embate direto com a Polícia Federal (PF), após a realização de nova operação policial contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros empresários, na quarta-feira (14/1).

Na ocasião, ele determinou que todo o material apreendido ficasse retido e lacrado no STF, ao invés de ser enviado diretamente para análise dos investigadores da Polícia Federal, como é o comum nessas operações, segundo fontes ouvidas na PF e na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Após recuar e atender ao pedido da PGR para que o material ficasse com o Ministério Público Federal, o ministro surpreendeu novamente ao escolher quais serão os quatro peritos da PF com acesso para analisar o conteúdo apreendido.

“Nunca tinha visto isso antes”, disse à reportagem um delegado da cúpula da Polícia Federal.

Segundo outro delegado experiente ouvido pela reportagem, há boas referências sobre o trabalho dos profissionais selecionados, mas a forma como foram escolhidos causa estranhamento.

Ele lembra que o ministro relator, sendo um dos membros do STF que posteriormente vai julgar os investigados, deveria manter um distanciamento da condução prática do inquérito.

“Não deveria ser ele a escolher quem pericia vestígios numa investigação”, avalia.

“Para você ter uma ideia, nem os delegados escolhem quem vai fazer a perícia na PF nos casos normais. Os delegados encaminham as requisições para a chefia dos setores de perícia em cada unidade e o chefe distribui [os casos para os peritos]”, reforçou.

Um integrante da PGR ouvido pela BBC News Brasil manifestou o mesmo estranhamento.

Segundo esse subprocurador-Geral da República, a escolha de peritos por juízes ocorre em ações civis. Já em investigações criminais, como o caso do Master, atuam peritos oficiais da PF, designados pela instituição.

“Normalmente, não há indicação de peritos. As perícias em IPLs [inquéritos policias] da PF são feitas pelo Instituto de Criminalística, com a distribuição entre os peritos de cada especialidade”, explicou.

Segundo essa fonte, também foi incomum a decisão inicial do ministro de mandar lacrar no STF o material apreendido na operação. O material, ressalta, precisa ser analisado pela PF e pelo Ministério Público Federal para o andamento da investigação, preparação de laudos e, eventualmente, o oferecimento de uma denúncia criminal.

“Em busca e apreensões, o material é arrecadado, apreendido pela PF, que lavra os autos de apreensão, descrevendo o que foi apreendido. Depois, o material é enviado para perícias, quando necessário, para laudos sobre conteúdos de celulares , computadores”, explicou.

“Hoje, esses [celulares e computadores] têm conteúdos espelhos e os objetos são devolvidos. Outros bens apreendidos podem ter destinos diversos: dinheiro é depositado, criptoativos liquidados, documentos são digitalizados, então depende”, acrescentou.

Procurado por meio da assessoria do STF, Toffoli não quis se manifestar sobre as críticas à sua atuação. Na sexta-feira (16/01), ele determinou a prorrogação da investigação por mais 60 dias, atendendo ao pedido da Polícia Federal.

Dois dias antes, o ministro fez reclamações diretas à PF na decisão que autorizou a nova operação relacionada ao Master. Embora a investigação esteja em sigilo, Toffoli liberou parte dos despachos dessa operação a partir de quarta-feira (14/1).

A decisão que autorizou a ação da PF dizia que o ministro havia determinado diligências no dia 7 de janeiro, um dia após pedido da PGR, mas que a polícia demorou a realizar a operação.

Toffoli, então, deu nova decisão no dia 12 de janeiro, estabelecendo 24 horas para cumprimento das medidas, o que não ocorreu.

Segundo o ministro, apenas no dia seguinte, 13 de janeiro, a PF protocolou novos pedidos urgentes, diante do risco de fuga de alvos da investigação, o que levou Toffoli a autorizar novas ações, levando à operação realizada dia 14.

Toffoli deu, então, 24 horas para o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, explicar o atraso no cumprimento das medidas.

A BBC News Brasil não teve acesso ao documento encaminhado pela PF com a explicação, pois o inquérito está em sigilo. Segundo o jornal O Globo, Rodrigues argumentou que o descumprimento de prazo ocorreu por circunstâncias operacionais.

O motivo seria a necessidade de atualizar os endereços de alguns dos alvos da operação, o que exigiu diligências prévias. Ainda segundo o jornal, o diretor-geral da PF também argumentou que o alto poder aquisitivo dos investigados facilita o deslocamento deles no Brasil e no exterior.

Nessa segunda operação, Toffoli autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas e determinou o bloqueio e sequestro de bens no valor total de R$ 5,7 bilhões, pertencentes a 38 investigados.

A decisão diz que a Polícia Federal apontou indícios consistentes da atuação de uma organização criminosa voltada à prática de gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento ou manutenção em erro de investidor, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

“Há elementos suficientes que apontam, como indicado pela autoridade policial, para o ‘aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização’, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais”, escreveu Toffoli na decisão.

Polêmicas de Toffoli começaram com carona em jatinho

As polêmicas envolvendo Toffoli começaram assim que assumiu o caso no STF, que inicialmente tramitava na primeira instância da Justiça Federal do Distrito Federal.

O caso foi parar no seu gabinete após ter sido sorteado para relatar um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, fundador e CEO do Master, na Corte.

No dia seguinte ao sorteio, o ministro embarcou em um jatinho particular em que estava o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de um dos diretores do Master.

Ambos pegaram carona com um empresário para assistir à final da Copa Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, no Peru.

O ministro confirmou que viajou no avião e afirmou a interlocutores, segundo o jornal O Globo, que não discutiu o processo durante o trajeto.

Pouco depois, em 3 de dezembro, Toffoli colocou o caso sob sigilo e decidiu transferir o inquérito para o STF, sob sua própria relatoria, atendendo ao pedido de um diretor do Master — o mesmo pleito feito anteriormente pelos advogados de Vorcaro.

Ele acolheu a solicitação com base na citação de um deputado federal nas investigações, autoridade com prerrogativa de foro privilegiado.

O ministro justificou o sigilo afirmando que o inquérito envolve informações econômicas sensíveis, com potencial impacto no mercado financeiro. Na prática, todas as decisões sobre a investigação passaram a ser tomadas por ele, e não mais pela Justiça Federal em Brasília.

Depois, causou estranhamento entre investigadores e juristas a decisão de Toffoli de marcar, no final de dezembro, uma acareação entre dois investigados no inquérito — Daniel Vorcaro e o ex-presidente do banco BRB Paulo Henrique Costa — e um dos diretores do Banco Central envolvido na operação de liquidação, Ailton de Aquino.

A decisão causou polêmica porque acareações servem para esclarecer controvérsias em versões dadas em uma investigação ou processo, mas ainda não haviam ocorrido depoimentos dos envolvidos. Além disso, acareações costumam ocorrer entre testemunhas e/ou investigados, o que não era o caso do diretor do BC.

Multa, pontos e carro retido:Projeto de lei quer vistoria obrigatória para carros com mais de 5 anos

O Projeto de Lei 3507/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe mudanças relevantes na forma como a vistoria veicular é feita no Brasil. O texto altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e cria a possibilidade de vistorias periódicas obrigatórias, além de endurecer as consequências para quem circular com irregularidades.

Na prática, a proposta aumenta os casos em que o veículo poderá ser submetido à vistoria de identificação veicular, indo além das situações já conhecidas, como transferência de propriedade. 

Quando a vistoria passaria a ser exigida? 

Pelo texto do projeto, os veículos deverão passar pela inspeção nos seguintes casos: transferência de propriedade ou mudança de domicílio do proprietário para outro município ou estado; recuperação de veículo furtado, roubado ou apropriado indevidamente; vistorias periódicas, em intervalos que ainda serão definidos pelo Contran; e em suspeita de clonagem; além de regulamentações específicas. 

É justamente o item da vistoria periódica que chama mais atenção. Embora o projeto não fale em prazos, a justificativa do autor (deputado Fausto Pinato, do PP-SP) aponta a possibilidade de aplicação a veículos com mais de cinco anos de uso, aumentando a fiscalização eletrônica e a identificação dos veículos em circulação.

O que será avaliado?

O serviço vai além da checagem de chassi e motor. O texto lista uma série de itens que deverão ser analisados, entre eles a autenticidade da identificação do veículo e da documentação, a legitimidade da propriedade, a presença e funcionamento dos equipamentos obrigatórios, o estado, legibilidade e conformidade da placa com as normas do Contran, a regularidade de acessórios instalados, ou eventuais modificações nas características originais.  

Reprovação, prazo para regularizar e apreensão 

Caso o veículo seja reprovado na vistoria, o projeto prevê dois caminhos. Se houver suspeita de adulteração ou irregularidade grave nos sinais de identificação, o órgão responsável deverá comunicar imediatamente o Detran e a polícia judiciária. 

Nos demais casos, o proprietário terá um prazo para regularizar o veículo. Se, após esse prazo, o carro for novamente reprovado e flagrado circulando em via pública, a proposta autoriza a retenção do veículo, além das demais sanções administrativas. entra em cena o artigo 230 do CTB, que trata de conduzir veículo em desacordo com as normas. Hoje, essa infração é considerada grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e apreensão do veículo. 

Vistoria prévia antes da compra 

O PL também cria uma novidade para quem pretende comprar um veículo usado. O texto autoriza o interessado a solicitar, por conta própria, uma vistoria prévia junto ao vendedor. Se o veículo for reprovado, o custo da vistoria deverá ser ressarcido pelo vendedor. A medida tenta reduzir prejuízos e disputas judiciais após a compra, especialmente em casos de clonagem ou adulterações descobertas apenas na transferência. 

Quem pode fazer a vistoria?

As vistorias poderão ser realizadas pelos órgãos de trânsito ou por empresas públicas e privadas credenciadas, as chamadas ECVs. Todas as informações deverão ser enviadas eletronicamente ao sistema nacional, integrando o histórico do veículo no Renavam. O projeto também determina que essas empresas atuem de forma alinhada ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. 

Quando começa a valer?

O PL 3507/2025 ainda está em tramitação e precisa passar pelas comissões da Câmara, além de votação no plenário, Senado e sanção presidencial. Só após a aprovação é que o Contran definirá prazos, periodicidade e possíveis dispensas da vistoria. Até lá, nada muda para o motorista.

O estranho posicionamento de Dias Toffoli no caso do Banco Master

A cada dia fica mais estranho o posicionamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no escândalo de fraudes envolvendo ao Banco Master.

Toffoli, nesta quinta-feira (15), autorizou que peritos da Polícia Federal (PF) acompanhem na Procuradoria-Geral da República (PGR) a extração de dados após a uma nova etapa da operação Compliance Zero, realizada na quarta-feira (14).

O detalhe, e que causa muita estranheza, é que foi Toffoli quem indicou os quatro peritos que terão “livre acesso ao material apreendido”. Na decisão, não fica claro como se deu a escolha dos nomes e se a PF participou do processo.

Toffoli já havia determinado que os materiais colhidos durante a operação que mirou o suposto esquema de fraude no banco fossem encaminhados para a análise da PGR, em vez de ficarem com a PF, como costumeiramente ocorre. Anteriormente, Toffoli chegou a decidir que os materiais apreendidos fossem lacrados e armazenados no seu gabinete no STF.

Vale lembrar que um fundo de investimento gerido por empresa citada no caso Master realizou um aporte de R$ 4,3 milhões para comprar ações do Tayayá Resort, empreendimento imobiliário no Paraná ligado a parentes do ministro Dias Toffoli. Dados da Receita Federal apontam que o resort já teve no quadro de sócios a Maridt Participações S.A, que pertence a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos de Toffoli.

Outro ministro do STF que tem o nome citado no caso do Banco Master é Alexandre de Moraes. O escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o Banco Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais, durante três anos a partir de janeiro de 2024. Moraes também teria se reunido algumas vezes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para fazer pressão em favor do Banco Master.

É aguardar e conferir, mas que existem muitas coincidências, isso ninguém duvida.

Por Jorge Aragão

Governo Lula gasta R$ 85 mil em Smart TVs para presídios federais

O Sistema Penitenciário Federal vai passar a contar com 40 Smart TVs destinadas pelo governo Lula (PT) à exibição de sessões de cinema para presos custodiados em presídios federais de segurança máxima. A iniciativa integra o projeto ReintegraCINE, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A discussão sobre Smart TVs em ambientes de custódia ganhou destaque após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado à prisão na ação penal de tentativa de golpe de Estado, solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a instalação de uma Smart TV na sala onde ele cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A PGR, porém, se posicionou contra a medida.

Em relação à instalação desses modelos de TVs em presídios federais, a Senappen disse que a proposta não cria uma atividade inédita, mas atualiza um programa já existente. Até então, as exibições estariam sendo feitas por meio de mídias físicas, como DVDs e VHS, consideradas defasadas pelo órgão. A substituição por televisores modernos, segundo a pasta, busca adequar a iniciativa às atuais condições técnicas.

Em nota, a Senappen afirmou que o ReintegraCINE está em conformidade com a Lei de Execução Penal e com o Manual de Assistências do Sistema Penitenciário Federal, aprovado em março de 2022, que estabelece diretrizes para atividades de caráter material, educacional, social, cultural e recreativo no sistema prisional.

A secretaria justificou ainda que os detentos não terão acesso direto aos aparelhos, tampouco a qualquer recurso com conexão à internet. As Smart TVs serão previamente configuradas com restrições técnicas rigorosas, seguindo os protocolos de segurança do sistema federal.

A escolha dos filmes e conteúdos exibidos, por sua vez, ficará sob responsabilidade da Divisão de Reabilitação das Penitenciárias Federais, que deverá observar critérios éticos, pedagógicos e institucionais. A programação também passará pela Divisão de Segurança e Disciplina, que fará a análise sob o ponto de vista da segurança prisional.

O projeto deve começar a ser ofertado após a entrega completa e a configuração final dos equipamentos, com prazo máximo previsto para o próximo mês. Os 40 aparelhos tiveram custo total de R$ 85,4 mil, conforme informado pelo órgão.

Assista ao vídeo:

Médica e mãe morrem após colisão com carreta na BR-226, em Barra do Corda

A médica Nicolle Resende de Araújo França, e a mãe dela, Tânia Alves de Araújo, morreram após uma colisão entre carro e carreta na manhã dessa quinta-feira (15), na BR-226, no município de Barra do Corda, no Maranhão.

Médica, mãe e criança estavam no carro de passeio

Nicole conduzia um carro de passeio que se envolveu em uma colisão frontal com a carreta. A médica chegou a ser socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe dela morreu ainda no local do acidente.

No veículo também estava uma criança. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde dela.

Teste de alcoolemia do condutor da carreta deu negativo

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local do acidente. O teste do tacógrafo da carreta indicou que o motorista cumpria regularmente os períodos de descanso. Já o teste de alcoolemia apresentou resultado negativo.

De acordo com a PRF, o condutor da carreta permaneceu no local, prestou socorro às vítimas e aguardou a chegada da equipe policial. Após os procedimentos iniciais, ele se dirigiu à Delegacia de Tuntum para registro da ocorrência.

As causas da colisão seguem sob investigação da Polícia Rodoviária Federal.

Em nota divulgada nas redes sociais da médica, a equipe informou que o sepultamento de Nicolle Resende será realizado na tarde desta sexta-feira (16). A Prefeitura de Barra do Corda decretou luto oficial de três dias pelas mortes.