Andropausa em alta

Mais da metade dos homens brasileiros desconhecem o fato de que, com o passar dos anos, ocorre uma que da na produção do hormônio masculino, a testosterona, levando a sintomas como sensação de cansaço, depressão, alterações no humor, perda de massa muscular e o aumento da gordura corporal – principalmente no abdômen – além de disfunções sexuais. A constatação foi feita por meio de estudo da Sociedade Brasileira de Urologia. Na pesquisa, foram ouvidos 3,2 mil homens em oito capitais. Entre os entrevistados, 51% disseram nunca ter ido ao médico, 30% atribuíram os sintomas da andropausa ao excesso de trabalho e ao estresse do dia a dia, e 68% disseram não saber a diferença entre terapia de reposição hormonal e o uso de estimulante sexual.

O consumo de hormônios para alterar o corpo é um comportamento que tem se tornado atrativo. É uma prática antiga e que somente agora veio à tona de forma clara, mas faltam informações básicas.

Não precisa ir muito distante para entender, sempre se ouviu falar em reposição hormonal, um tratamento comum entre as mulheres, já entre os homens um tabu, muitos não sabem nem o que significa andropausa, muito menos como trata-la, disfunção que também é tratada por meio de hormônios, com orientação médica. Mas se falarmos em testosterona para crescimento muscular e tratamento estético, certeza de que muitos conhecem e usam de forma totalmente indevida.

A testosterona é encontrada no corpo dos homens e mulheres, mas os homens têm cerca de 10 a 15 vezes mais testosterona. Assim como outros andrógenos, o hormônio é mais famoso pelos seus efeitos nas características sexuais. Simplificando, a testosterona é o hormônio que representa as características masculinas.

“Ela estimula o crescimento do órgão genital masculino e é fator decisivo na produção de esperma, fortalece cordas vocais, aumenta a taxa de crescimento de pelos faciais e corporais, causa impactos no corpo, controla a distribuição de gordura, e simplesmente faz os homens mais viris, porém somente deve ser administrado com prescrição medica”, conta o andrologista e cirurgião vascular e presidente do Instituto Paulista, Dr. Carlos Araujo Pinto.

A Testosterona age desde o nosso couro cabeludo, até as pontas dos dedos do pé. Ela é uma hormona esteroide de 19 carbonos produzidos principalmente pelas células de Leydig dos testículos (nos homens) e os ovários (em mulheres). E pequenas quantidades são produzidas nas glândulas supra-renais de ambos os sexos.

Segundo o especialista, a testosterona (hormônio mais utilizado) em excesso pode sobrecarregar as funções do fígado e até provocar o desenvolvimento de câncer. “Os medicamentos compostos por hormônios só podem ser consumidos com receita e acompanhamento médico, embora seja comum a automedicação, o que é, de fato, muito perigoso”, alerta. Ainda ressalta uma questão muito importante, as alterações no corpo são definitivas, mesmo após a suspensão das substâncias.

O uso da testosterona sem prescrição médica preocupa cada vez mais a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Para a entidade a estimativa é de o consumo indiscriminado nesse hormônio tenha aumento até 100 vezes nos últimos 30 anos e chama atenção para os problemas que o consumo sem acompanhamento médico pode causar.

Os hormônios, explica Dr. Araujo, são substancias fabricadas pelo sistema endócrino (conjunto de glândulas) e que ajudam a sinalizar funções especificas. São fundamentais para o correto funcionamento do corpo e, caso a produção seja acima ou abaixo do necessário do necessário, ocorre a disfunção hormonal. “A reposição é indicada para os homens e mulheres e para os transexuais, porém sempre com acompanhamento médico.

Testosterona baixa é algo mais comum do que se imagina

Vários fatores podem influenciar nos baixos níveis de testosterona. Eles vão desde a alimentação ao estilo de vida, consumo de produtos que usam embalagens com bisfenol, própria genética, entre outros.

Hoje em dia os homens, em geral, estão com níveis de testosterona mais baixos que as gerações anteriores.

Alguns sintomas podem indicar a falta de testosterona

  • Perda de massa óssea e aumento do risco de fraturas
  • Perda de força
  • Dificuldade em Ganhar massa muscular magra
  • Ganho de Gordura corporal com facilidade
  • Diminuição do apetite sexual (libido)
  • Redução da fertilidade
  • Sensação de fadiga
  • Aumento da resistência à insulina e do risco de diabetes
  • Depressão
  • Irritabilidade
  • Comprometimento das funções cognitivas
  • Dificuldade de ereção
  • Diminuição do volume de sêmen
  • Alteração de humor
  • Diminuição da Produção de glóbulos vermelhos

A reposição hormonal masculina é indicada para tratamento da andropausa – o distúrbio hormonal causado pela baixa produção de testosterona no organismo durante a fase de envelhecimento.

É necessária para saúde física e sexual do homem, além de trazer diversos benefícios, pois combate diretamente sintomas como perda do desejo sexual, dificuldade de ereção, depressão, irritabilidade, cansaço, alteração de humor e perda da massa muscular.

É fundamental procurar um médico antes de começar qualquer tipo de tratamento com hormônios, pois o uso da testosterona sintética no momento e da forma errada pode ser extremamente prejudicial à saúde. A reposição só é indicada após os 40 anos, mediante exames de sangue e caso os sintomas estejam muito intensos e trazendo desconforto ao paciente, afirma Dr. Carlos Augusto Cruz de Araújo Pinto, cirurgião geral e vascular especializado em Andrologia.

Muitos homens não entendem a importância de cuidar da saúde sexual após os 40 anos. Apesar de sofrerem com distúrbios hormonais e sintomas característicos da queda dos níveis de testosterona, eles ainda resistem em buscar tratamentos adequados com o andrologista, médico que estuda a saúde do homem, mais especificamente as funções reprodutoras e sexuais masculinas.

Que o pensamento machista ainda é o grande vilão da história, nós já sabemos. O que falta é mais informação e disseminação do assunto na mídia, para que ele atinja o maior número de pessoas e possa ser visto como algo normal, natural e de extrema importância para a saúde como um todo dos homens.

Assim como as mulheres costumam fazer acompanhamento anual durante toda a vida com ginecologista, os homens interessados em ter mais qualidade de vida e cuidar de sua saúde sexual devem procurar um andrologista.

O andrologista realiza diagnósticos e prognósticos relacionados aos o a aspectos anatômicos, urológicos, biológicos e psíquicos do fator sexual masculino. Algumas doenças mais específicas podem receber um tratamento nas mãos desse especialista.

Confira outras áreas de atuação do andrologista: problemas de fertilidade, disfunção erétil, andropausa, vasectomia, esterilidade e distúrbio da ejaculação.

Sobre o cliente

Dr. Carlos Augusto Cruz de Araújo Pinto é cirurgião Geral e Vascular especializado na área de Andrologia. Diretor Presidente do Instituto Paulista para Tratamento da Disfunção Erétil Masculina, participa constantemente de congressos mundiais buscando sempre aperfeiçoamento na área de Andrologia.

Dia Mundial do Rim: saúde da mulher é o tema de 2018

A doença renal crônica se caracteriza pela perda lenta e irreversível do funcionamento dos rins, órgãos cuja função é vital: remover as substâncias tóxicas e o excesso de água do organismo. Silenciosa, os primeiros sintomas da doença só aparecem em estágios avançados, quando já não há cura. Pensando nisso, os nefrologistas da Fresenius Medical Care decidiram chamar atenção para a necessidade da prevenção e aproveitam o Dia Mundial do Rim para isso.

O número de pacientes com doença renal crônica que precisaram de diálise cresceu de 42 mil para 122 mil nos últimos 16 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Mas esse dado poderia ser diferente se uma simples medida fosse tomada: a inclusão do exame de creatinina na lista de obrigatórios nos check-ups anuais. Tal exame detecta o problema antes de ele ser uma insuficiência permanente, permitindo que o nefrologista atue para manter os rins funcionando.

“Como se trata de uma doença silenciosa é difícil estabelecer um protocolo de sintomas que identifiquem o início de uma doença renal. A principal medida de prevenção é manter hábitos saudáveis que evitam as doenças que estão frequentemente associadas como a obesidade, a hipertensão e o diabetes. E no caso destas duas últimas doenças já existirem, cuidar para sempre manter um ótimo controle dos níveis de pressão e da glicose”, destaca a nefrologista Ana Beatriz Barra, gerente médica da Fresenius Medical Care.

Sintomas – Falta de apetite, náuseas, anemia e perda de massa muscular são alguns dos sinais da doença. O funcionamento da glândula endócrina também é afetado e pode causar problemas de fertilidade e desempenho sexual.

“É importante lembrar os pacientes de verificar sempre a saúde dos rins. Não dá para só esperar os sintomas aparecerem, porque eles só surgem em fase tardia. Os cuidados para evitar a doença renal são os mesmos para se evitar diabetes e hipertensão como fazer exercícios periódicos, manter o peso adequado, ter alimentação saudável, não fumar e fazer check-up. A atenção tem que ser dada à prevenção. Exames muito simples como o de urina e o que mede a creatinina no sangue, que pode ser feito em postos de saúde, ajudam a identificar se o rim está funcionando bem”, destaca a dra. Ana Beatriz Barra.

Causas – Diabetes e hipertensão, doenças em geral provocadas pela obesidade, estão entre as principais causas. Outros fatores de risco incluem distúrbios no sistema autoimune, histórico familiar de doença renal e baixo peso ao nascimento.

Nos casos crônicos, diálise e transplante – De acordo com o Ministério da Saúde, 20 mil pessoas estão em lista de espera para receber transplante de rim, com tempo médio de 18 meses até conseguir um órgão. A diálise é a opção até o transplante ou para pacientes que não querem ou não podem transplantar por outros motivos de saúde. A diálise cumpre o papel que os rins doentes não podem fazer. No caso da hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, liberando o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos, e controlando a pressão arterial e mantendo o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 111 mil pacientes fazem diálise e a estimativa é que mais de 30 mil novas pessoas passem a precisar do tratamento todos os anos.

Fresenius Medical Care – Com sede em Bad Homburg, na Alemanha, é a maior companhia provedora de produtos e serviços de diálise para indivíduos com doenças renais, dos quais cerca de 2,8 milhões estão em tratamento dialítico. Por meio de uma rede de 3.714 clínicas de diálise, a Fresenius Medical Care fornece tratamento a mais de 300 mil pacientes ao redor do planeta. A multinacional é também líder na fabricação de produtos como máquinas e dialisadores. Com time formado por mais de 110 mil colaboradores, distribuídos pelos cinco continentes, a empresa está presente no Brasil há mais de 20 anos. No final de 2017, abriu duas novas clínicas em São Paulo (Perdizes e Jardins), ofertando a mais moderna tecnologia disponível para o tratamento da doença renal. O compromisso da Fresenius Medical Care é criar um futuro que vale a pena viver. Para pacientes. Ao redor do mundo. Todos os dias.

Ministério da Saúde confirma 98 mortes por febre amarela no país

O número de casos confirmados de febre amarela no Brasil subiu para 353, com 98 mortes, entre 1º de julho de 2017 e esta terça-feira (6). O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira 7 as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país.

Ao todo, segundo a pasta, foram notificados 1.286 casos de febre amarela suspeitos, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação, neste período. No mesmo período do ano anterior, foram 509 casos e 159 mortos. Desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece em sua maioria no verão, passou a nortear os boletins e o período de análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

O Estado de São Paulo lidera o número de casos, segundo o boletim do Ministério da Saúde, com 161 confirmados, 41 mortes e 204 em investigação. Em seguida está Minas Gerais, com 157 casos confirmados , 44 mortes e 85 em investigação. O Rio de Janeiro confirmou 34 casos, doze mortes e está investigando mais três casos. Além destes estados, apenas o Distrito Federal confirmou uma morte por febre amarela.

Segundo o ministério, não há registro confirmado de febre amarela urbana no país. O caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o que inclui o histórico do paciente e captura de mosquitos para identificar a forma de transmissão na região.

O Ministério da Saúde esclarece que todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais. Isso quer dizer que a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

Surto

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, afirma que o país enfrenta um dos piores surtos de febre amarela das últimas décadas. Os números apresentados atualmente só perdem para 2017, ano em que a doença foi confirmada em 777 pacientes. “Trata-se do mesmo surto. Uma onda que teve início em 2016”, explicou.

Para ela, o avanço de casos de febre amarela no país, mesmo depois do início da campanha de vacinação nas cidades de São Paulo e Rio consideradas de maior risco para a doença, não surpreende. “Temos de considerar que os casos agora incluídos nos boletins não ocorreram nesta semana. Há sempre um atraso entre a infecção, a confirmação da febre amarela e notificação para os registros oficiais”, observou.

Esse descompasso, avalia Isabella, acentua-se ainda mais em situações de surto. “Os sistemas estão sobrecarregados. Médicos, diante da suspeita da doença, também notificam muito mais e é bom que seja assim”. A expectativa de especialistas é de que, dentro dos próximos dias e com a melhoria da cobertura vacinal, a velocidade do avanço da doença comece a diminuir.

Isabella, contudo, alerta que dois problemas graves ainda estão ocorrendo. “Pessoas com indicação da vacina não estão se vacinando e aqueles com contraindicações insistem em se imunizar. Seja integral ou fracionada, a vacina é eficaz e segura. Mas tem contraindicações, que devem ser observadas”, disse. É o caso de idosos. Eles somente devem ser vacinados em áreas onde há circulação de vírus. Mulheres que estão amamentando bebês menores de 6 meses e vivem em área de risco, por sua vez, devem consultar o pediatra.

Campanha

A campanha de vacinação contra a febre amarela, com a dose fracionada, começou no dia 25 de janeiro nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A campanha de vacinação na Bahia começa no dia 19 de fevereiro.

O fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela  Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias – morte de primatas em decorrência da doença – e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional.

Segundo o ministério, a dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Entretanto, há divergência quanto ao tempo de validade da vacina: enquanto o Ministério da Saúde garante que a dose vale por oito anos, a OMS diz que a imunização fracionada funciona por apenas um ano.

(com Estadão Conteúdo)

Homem morre após ficar preso em máquina de ressonância magnética

Rajesh Maru, de 32 anos, morreu no sábado após ficar preso em uma máquina de ressonância magnética. O indiano estava no Hospital Nair, em Mumbai, visitando um parente, quando entrou em uma sala de ressonância magnética segurando um cilindro de oxigênio.

De acordo com a família, um funcionário teria dito que o equipamento estava desligado. Entretanto, a máquina estava ligada e a força magnética teria puxado o cilindro e Rajesh para dentro do equipamento. Em poucos minutos os funcionários perceberam o que tinha ocorrido, desligaram o equipamento e socorreram Rajesh, mas ele foi declarado morto assim que deu entrada na emergência.

Uma investigação preliminar sugere que o homem teria morrido após inalar uma grande quantidade de oxigênio líquido que vazou quando o cilindro bateu na máquina de ressonância. De acordo com o jornal local Indian Express, a autópsia teria encontrado uma grande quantidade de oxigênio nos pulmões da vítima. No entanto, a investigação da causa da morte permanece.

Super imã

As máquinas de ressonância magnética funcionam por meio de imãs e ondas de rádio extremamente potentes que digitalizam o corpo e dão uma imagem de tecido interno. Quando uma máquina está ligada, todos os objetos metálicos devem ser mantidos afastados.

Segundo a polícia de Mumbai, um médico e um funcionário do hospital foram presos e a família receberá uma indenização de 500.000 rúpias (cerca de 25.000 reais). Segundo o jornal americano The Washington Post, o acidente gerou preocupações sobre as condições caóticas e às vezes perigosas nos hospitais administrados pelo governo da Índia.

Inserir a caminhada na rotina merece cuidados e atenção com a saúde

Deixar o carro na garagem e optar pela caminhada é uma boa opção tanto para a saúde quanto ao meio ambiente. A mudança de hábito, porém, deve ser feita sempre com cuidado e atenção para alguns sinais do corpo. De acordo com o ortopedista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Agnaldo de Oliveira Jr., a primeira atitude é passar por uma consulta médica a fim de conferir o estado de saúde.

Com a liberação do médico, o próximo passo deve ser quanto ao calçado escolhido para as caminhadas diárias. Até mesmo os trajetos mais comuns, como ir ao trabalho, nunca devem ser feitos com um sapato de salto ou social, como alerta o médico. A melhor opção é o tênis.

“Quando se usa salto, a musculatura atrás da perna fica retraída, encurtando o músculo. Ao tirar o calçado, a pessoa vai sentir dor também na coxa e na coluna”, afirma o médico. Assim como os sapatos de salto, Oliveira explica que os sociais também machucam por não serem confortáveis.

Mesmo com a escolha certa do sapato, o novo hábito pode desencadear ainda dores em função da retração muscular provocada pela falta de alongamento. A partir do momento em que o incômodo chega aos pés, é hora de procurar um especialista.

“Se isso ocorrer, é mais provável que seja causado por um problema de deformidade ou muscular. Neste caso uma palmilha tende a resolver”, diz o especialista. Outro sinal importante para detectar algumas complicações é observar o desgaste do sapato.

“Ao constatar qualquer modificação no formato do sapato, procure um médico para verificar se há uma deformidade no pé ou se é preciso somente colocar uma palmilha”, pontua o ortopedista.

Apesar destes sintomas nada agradáveis, a caminhada não deve ser excluída da rotina. “Não pare com as caminhadas. As dores são provisórias e podem ser amenizadas com o uso de sapato adequado, palmilha ou fisioterapia”, salienta.

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar Saúde – Hospitais, conquistado em 2017.

Conheça os benefícios de comer 3 ovos por dia

Os ovos estão entre os ingredientes mais polêmicos quando o assunto é nutrição. Muitas dietas já o condenaram e tantas outras defendem o seu consumo. Polêmicas à parte, os ovos são extremamente nutritivos e trazem inúmeros benefícios para a nossa saúde.

Ricos em proteína e vitaminas, os ovos podem e devem fazer parte da sua dieta diária. Não existem motivos para restringir o seu consumo a poucas vezes por semana. Três ovos por dia podem melhorar a sua saúde e aumentar a sua qualidade de vida.

Quais os motivos para comer três ovos por dia?

A lista de benefícios é enorme, mas, vamos destacar alguns dos pontos que fazem toda a diferença.

1. Nutrientes para o dia todo

Engana-se quem acha que os ovos têm apenas proteínas e são extremamente calóricos. Eles são ricos em ácidos fólicos, vitamina A, D, B, cálcio, Selênio, Fósforo e Zinco. Tudo isso, com apenas 77 calorias por unidade.

2. Benefícios para o cérebro

Para que possa produzir novas membranas celulares, o cérebro precisa de colina, uma das vitaminas do complexo B, presente em abundância nos ovos.

3. Visão

Como qualquer outro órgão, os olhos também envelhecem e perdem a sua capacidade total. Para evitar o envelhecimento precoce, é possível contar com alguns nutrientes específicos e presente nos ovos. A luteína e zeaxantina são excelentes antioxidantes que beneficiam a saúde ocular.

4. Ingestão proteica

As proteínas são essenciais para a manutenção e fortalecimento dos músculos. Um ovo de tamanho médio tem aproximadamente 6 gramas de proteína, ou seja, com apenas três unidades você consegue consumir a quantidade diária recomendada.

5. Vida longa

A vitamina E é fundamental na prevenção de doenças do coração e até mesmo câncer. Com três ovos por dia, você consegue ingerir uma grande quantidade dessa vitamina promovendo uma vida mais longa e saudável.

Dica de saúde: Comprimidos podem ser partidos?

Você Sabia?

Comprimidos não podem ser partidos e devem ser tomados com um copo de água. “Quando são partidos podem perder o revestimento protetor, comprometendo sua ação terapêutica, principalmente, se os princípios ativos forem sensíveis ao ácido do estômago”, explica a farmacêutica da Rede Compre Certo, Mirna Alves Silva Pires. As cápsulas não devem ser abertas, com exceção daquelas que contém indicação para isso. Quanto ao armazenamento, o ideal é manter os remédios em ambiente seco, longe do calor, umidade, sem exposição solar, e guardados na própria embalagem. “Remédio é coisa séria e, embora seja um item comum na prateleira de quase todo mundo, é importante conhecer as formas de administração para usar corretamente, e sempre consultar um médico antes”, finaliza.

Brasil testa novo tratamento contra refluxo

Um tratamento inédito no Brasil pode tornar-se um aliado para quem quer tratar o refluxo sem cirurgia ou utilizando medicamentos. Presente em mais de 40 países, o Sistema Stretta foi utilizado pela primeira vez em setembro na Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e tem como objetivo fortalecer a musculatura do esôfago, que, quando apresenta frouxidão, permite que o suco gástrico suba do estômago e atinja o órgão, causando incômodo, ardência, dificuldade de deglutição e azia.

Coordenador do serviço de endoscopia da faculdade, o gastrocirurgião Eduardo Grecco explica que os resultados no exterior foram positivos e há um protocolo de estudo para verificar os efeitos do procedimento em pacientes brasileiros. “É um tratamento rápido, feito em uma sessão única de 30 minutos. O paciente acorda bem, recebe orientações para a dieta e vai para casa. Ele vai ser acompanhado por quatro a seis semanas, utilizando a medicação que está habituado e, depois, vai suspender a medicação.”

O método é uma terapia pouco invasiva que consiste em emitir energia de radiofrequência para o músculo entre o estômago e o esôfago, fortalecendo a estrutura. Isso faz com que as paredes funcionem como uma espécie de “barreira” que impede que os fluidos subam e causem o refluxo.

A cirurgia, segundo ele, resolve 70% dos casos e tem eficácia que varia de cinco a sete anos para 30% dos pacientes que enfrentam o procedimento. Mas há os desconfortos ligados ao processo cirúrgico. “Tem corte, anestesia geral e o paciente fica de uma semana a dez dias com dificuldade para se alimentar. Com o Stretta, ele tem dor e desconforto leves, mas já volta à dieta geral a partir do terceiro dia. Quanto menos invasivo, mais rápida a recuperação, menos riscos de infecção e menos efeitos colaterais.”

Pioneiro

O escriturário Renan Rodrigues Cayres, de 25 anos, foi o primeiro paciente a ser submetido ao Stretta. Ele começou a perceber os sintomas do refluxo aos 15 anos. “Não era todos os dias, mas isso foi me acompanhando durante os últimos dez anos.” Ele se interessou pelo procedimento assim que o conheceu. “Além de não ser um processo cirúrgico, tem o efeito de poder suspender a medicação, que tem efeitos agressivos e é muito cara.”

Eduardo Grecco afirma que o tratamento precisa da colaboração dos pacientes. “Não adianta continuar com os erros alimentares. O método vai melhorar a capacidade do esôfago para o refluxo, mas o paciente não vai ficar livre para sempre. A pessoa pode ter quadros agudos, principalmente se extrapolar em uma festa.”

Dica de Saúde: Medicamentos genéricos e similares tem a mesma eficácia?

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o medicamento genérico e similar: eles têm realmente a mesma eficácia do remédio de marca? “É importante salientar que não existe diferença entre um e outro. O medicamento genérico tem a mesma eficácia terapêutica do medicamento de referência. Ele é submetido a testes de bioequivalência e biodisponibilidade justamente para verificar essa questão”, explica a farmacêutica da Rede Compre Certo, Mirna Alves Silva Pires. A profissional completa que, o que acontece é que os genéricos geralmente são produzidos após a quebra da patente ou de outros direitos de exclusividade. Após aprovação da comercialização – que é feita pela ANVISA – o medicamento fica à disposição do consumidor, geralmente a um custo menor.

Já o remédio similar, como o nome indica, tem algumas diferenças. Entre as diferenças entre um e outro estão as características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo (substâncias que completam a massa ou volume do medicamento). “Desde 2003, os similares precisam apresentar testes de biodisponibilidade e equivalência farmacêutica para comprovar que o medicamento possui o mesmo comportamento no organismo e as mesmas características de qualidade do de referência”, explica Pires.

Sobre a Rede Compre Certo

A Compre Certo é uma rede de farmácias que tem mais de 150 unidades em cinco estados brasileiros. Sua principal atuação é em Minas Gerais. Criada em 2010, possui um amplo e personalizado mix de produtos, além de marca própria e serviços para a população, como a Blitz de Saúde e o Saúde Certa – Consultório Farmacêutico, com 25 serviços de saúde a preços acessíveis, como avaliação de problemas de sono e depressão, risco cardiovascular, entre outros. Mais informações: www.redecomprecerto.com.br

POr Dayne Silva

‘Metade dos diabéticos não sabe que tem a doença’

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estima que 14,3 milhões de brasileiros tenham diabetes mas, de acordo com o endocrinologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas (FMC) da Unicamp, Marcos Tambascia, “metade não sabe que tem a doença”. Em Campinas (SP), a Secretaria de Saúde estima que a cidade tenha 100 mil diabéticos. “Temos praticamente uma epidemia”, alerta.

Tambascia destaca neste Dia Mundial de Combate ao Diabetes, celebrado nesta terça-feira (14), a importância de alertar a população sobre os riscos da doença.

“Apesar de estar associada a complicações terríveis, como cegueira e amputações, é importante ressaltar que desde que a doença seja detectada precocemente e tratada adequadamente, o diabético pode ter uma vida normal.”

Em Campinas, a Secretaria de Saúde destaca que em todas as unidades de saúde do município é possível fazer o acompanhamento e tratamento da doença. De acordo com o professor da Unicamp, testes e exames simples fazem o diagnóstico do diabetes.

“É só furar a ponta do dedo, pegar uma gotinha do sangue e ver a taxa de glicemia no sangue. Em caso de positivo, fazemos uma repetição em laboratório para confirmar”, explica Tambascia.

O endocrinologista destaca que a falta de diagnóstico e o desconhecimento de medidas simples para controle da doença têm causado problemas alarmantes.

“A principal causa de cegueira adquirida no mundo, hoje, é o diabetes. Mais de metade dos pacientes que sofrem de insufiência renal e passam por diálise, são diabéticos, e uma grande proporção dos pacientes sofre amputação de membros por causa da doença”, alerta.

Tipos de diabetes

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, são três os tipos mais comuns de diabetes:

  • Diabetes tipo 1
    Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.
  • Diabetes tipo 2
    O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.
  • Diabetes Gestacional
    O diabetes gestacional é um problema que surge durante a gravidez. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue e o corpo não consegue fabricar a insulina em quantidade suficiente. É uma condição que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce.

Vida saudável

De acordo com Marcos Tambascia, manter hábitos saudáveis é a melhor maneira de prevenir e também, na maioria dos casos, tratar a doença.

“O tipo 2, que atinge grande parte da população, está mais relacionado com hábitos de vida, entre eles o envelhecimento, que não podemos fazer nada para evitar, mas principalmente o excesso de peso e sedentarismo. Com isso, manter uma prática regular de exercícios e manter o peso são essenciais para evitar o diabetes.”

Pesquisas

Coordenador do Laboratório de Investigação em Diabetes e Metabolismo (Limed), da Unicamp, o professor Bruno Geloneze destaca que o aumento da obesidade nas populações mais jovens tem provocado mais casos de diabetes no Brasil. “O aumento da obesidade precoce está fazendo com que o diagnóstico da doença, que antes ocorria entre os 40 e 50 anos, apareça antes mesmo dos 30”, conta.

Professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Geloneze explica que o Limed realiza diversos estudos para identificar causas do diabetes. Segundo o profissional, há uma peculiaridade que chama a atenção na população jovem brasileira.

“Nós temos observado que no Brasil, diferentemente de outros países, e apesar de registrar muita obesidade na infância e na adolescência, nós temos muito menos casos de diabetes tipo 2 em jovens do que nos Estados Unidos, por exemplo. É um detalhe da nossa genética que nos protege um pouquinho. Mas isso não quer dizer que essas pessoas não tenham o risco de desenvolver a doença”, explica.

Para Geloneze, desvendar as causas do diabetes pode favorecer novos tratamentos. “A tendência é de uma medicina de precisão. Não tratar mais um grupo de um jeito, e um grupo de outro. O futuro vai ser tratar subgrupos, cada qual com suas características, com o remédio certo para cada um.”