💔 PAI TINHA TATUAGEM EM HOMENAGEM À FILHA ANTES DE CONFESSAR MORTE DAS DUAS CRIANÇAS EM SP

O caso das duas meninas, de 3 e 5 anos, encontradas mortas dentro de um carro neste domingo (9), em São Paulo, ganhou novos detalhes e chocou ainda mais a opinião pública.

O pai das crianças, Breno, tinha no peito uma tatuagem em homenagem a uma das filhas, Laís Heloísa. O desenho trazia o nome da menina, acompanhado da representação de duas mãos fazendo um “soquinho”, simbolizando a mão do pai e a da criança.

Na tatuagem também estava escrita a frase: “Estaremos sempre juntos.”

Segundo informações do registro policial, Breno teria se apresentado espontaneamente em uma delegacia e confessado ter matado as duas filhas. O caso está sendo investigado pelas autoridades, que deverão apurar as circunstâncias e a motivação do crime.

A tragédia causou comoção e revolta, especialmente pela idade das vítimas e pelos detalhes revelados durante a investigação.

🚨 O caso segue sob investigação.

Amiga de Lulinha fez mais de 40 visitas a órgãos do governo Lula

A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou ao menos 42 visitas a órgãos do governo federal entre janeiro de 2023 e abril de 2024. Deste total, 41 não aparecem nas agendas oficiais das autoridades, segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo feito com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

Pela legislação, reuniões de autoridades públicas devem ser registradas em suas agendas oficiais. Em pelo menos duas ocasiões, Roberta esteve no Palácio do Planalto e no gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, acompanhada de Fernando Bittar, então sócio de Lulinha. Os encontros não constaram das agendas públicas.

O gabinete de Wellington Dias foi o local mais frequentado pela lobista. Foram 17 visitas no período analisado. Em uma delas, em 9 de março de 2023, Luchsinger levou presentes ao ministro: uma caixa de chocolates da marca suíça Sprüngli e uma edição de colecionador do livro O Alquimista, de Paulo Coelho, com autógrafo do escritor. O encontro também não apareceu na agenda oficial, embora tenha sido fotografado.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, as visitas não produziram qualquer ato administrativo. A pasta afirmou ainda que Dias mantém com Luchsinger uma “relação de amizade de longa data” e que parte dos encontros ocorreu durante passagens da empresária por Brasília para outros compromissos.

O Ministério da Saúde também aparece entre os principais destinos de Luchsinger. Foram 16 visitas fora da agenda oficial. Entre os locais frequentados estavam os gabinetes de Nésio Fernandes, então responsável pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, e de Swedenberger Barbosa, o Berger, que ocupava a Secretaria-Executiva da pasta.

Em março de 2024, Luchsinger esteve com Berger acompanhada de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O empresário tratou de negócios relacionados à World Cannabis, empresa pela qual pretendia comercializar medicamentos à base de canabidiol. Também participaram do encontro a advogada Vitória Bragança Senergio e a ex-diretora da Anvisa Alessandra Soares.

A PF investiga justamente possíveis relações entre Lulinha, Luchsinger e empresários interessados em negócios com o governo. Uma das linhas da apuração é verificar se o filho do presidente atuou para facilitar interesses empresariais junto à administração federal.

Das 42 visitas identificadas pelo levantamento, apenas uma constou oficialmente em agenda. Em outubro de 2023, Luchsinger acompanhou executivos da Duosystem em uma apresentação de um sistema de gestão digital de leitos hospitalares a autoridades da área de saúde. A intenção era avaliar a incorporação da tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Em posicionamento sobre o caso, a defesa de Lulinha afirmou que ele não recebeu pagamentos relacionados a negócios de empresários com o governo. A defesa de Roberta Luchsinger, por sua vez, disse que ela atua regularmente na representação de clientes perante órgãos públicos. A Duosystem afirmou não manter vínculo trabalhista com a lobista.

O Ministério da Saúde informou que recebe representantes de diferentes setores para apresentar tecnologias e soluções e negou que as reuniões com Luchsinger tenham produzido desdobramentos contratuais. A Secretaria de Comunicação da Presidência também afirmou que as agendas realizadas no Palácio do Planalto não resultaram em desdobramentos administrativos.

Ex-auxiliar de Lula confirma que recebeu dinheiro de lobista

 

O ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, reconheceu ter recebido recursos financeiros da empresária Roberta Luchsinger, – amiga de Lulinha – mas argumentou que a operação consistiu apenas em um empréstimo pessoal que já foi totalmente quitado.

Em nota divulgada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o auxiliar, que é próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negou qualquer irregularidade durante o período em que esteve no governo federal.

Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função – declarou.

A revelação dos repasses coincide com o seu desligamento do cargo no Palácio do Planalto, ocorrido no dia 21 de julho. Embora a versão oficial indique que a saída teve como objetivo sua incorporação à equipe da campanha de reeleição, bastidores políticos apontam que o afastamento foi uma medida para mitigar impactos e proteger o núcleo do Executivo diante da descoberta das transações.

O caso ganhou repercussão por inserir Marcola no radar de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), que apuram suspeitas de tráfico de influência e facilitação de acesso a contratos públicos.

A apuração foca nas atuações de Roberta Luchsinger, apontada como investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, também conhecido como Lulinha. A investigação também enquadra o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS.

A PF apura se os pagamentos feitos ao ex-assessor teriam relação com a abertura de portas no governo, citando mais de 40 visitas não registradas em agendas oficiais a ministérios, além de desdobramentos na Dataprev sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Girão é escolhido vice de Romeu Zema na disputa à Presidência

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi o escolhido para disputar a eleição presidencial como vice de Romeu Zema. O nome do senador cearense foi aprovado entre o candidato e ex-governador de Minas e o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.

A decisão ocorre após o nome do ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), ser ventilado para ocupar o cargo. Ele é filiado ao Democracia Cristã e chegou a apresentar pré-candidatura ao Palácio do Planalto, mas posteriormente desistiu da disputa.

Romeu Zema elogiou o parlamentar, afirmando que foi feita a melhor escolha possível para a legenda.

— Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília (…) Não poderia ser outra pessoa — afirmou.

Girão foi eleito ao Senado Federal em 2018 e desistiu de tentar a reeleição ao cargo no pleito de outubro. O congressista chegou a cogitar a disputa pelo governo do Ceará, mas não encontrou apoio do PL, que optou por se aliar a Ciro Gomes (PSDB).

O prazo final para as convenções partidárias, escolha de candidatos e elaboração de coligações, conforme o calendário eleitoral, termina nesta quarta-feira (5).

Múcio diz que “abriria o portão” caso os EUA invadissem o Brasil

Nesta terça-feira (4), o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Brasil não teria condições de enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao defender mais investimentos nas Forças Armadas.

O ministro respondeu a uma pergunta sobre um cenário hipotético envolvendo os Estados Unidos e disse que “abriria o portão”. Segundo ele, o país não possui equipamentos suficientes para enfrentar uma potência militar como os norte-americanos.

Eu vejo os jornalistas o tempo todo [questionando]: “Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que é que o senhor faz como ministro da Defesa?” Abro o portão – declarou ele.

E continuou:

– Porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão.

José Múcio explicou que a comparação teve o objetivo de defender o aumento dos recursos destinados à Defesa. De acordo com ele, o Brasil investe cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual que considera insuficiente para modernizar as Forças Armadas.

O ministro também afirmou que investir em Defesa não significa que o Brasil pretenda entrar em conflitos. Para explicar esse entendimento, comparou os gastos da área a um plano de saúde.

– A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar – completou o ministro.

AVC avança no Brasil e já mata mais que infarto, com uma morte a cada seis minutos

O Brasil enfrenta uma crise silenciosa de saúde pública. Entre janeiro e outubro de 2025, 64.471 brasileiros morreram em decorrência de acidente vascular cerebral, o AVC, o equivalente a uma morte a cada seis minutos. O ritmo elevado consolida a doença como a segunda principal causa de óbito no país, superando o infarto agudo do miocárdio e todas as formas de violência registradas no território nacional.

Dados do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que, em 2024, o AVC foi responsável por 85.427 mortes, número superior aos 77.886 óbitos por infarto no mesmo período. Após uma redução observada entre 2022 e 2023, os registros voltaram a crescer, indicando uma tendência preocupante de avanço da doença.

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro. O tipo isquêmico, responsável por cerca de 70% dos casos, é causado pela obstrução de artérias por coágulos. Já o hemorrágico, que representa aproximadamente 30% das ocorrências, resulta do rompimento de vasos sanguíneos e apresenta maior taxa de mortalidade. Em ambos os casos, o fator tempo é determinante: a cada minuto sem tratamento, cerca de 1,9 milhão de neurônios podem ser perdidos.

Especialistas apontam que a maioria dos casos está associada a fatores de risco conhecidos e, em grande parte, evitáveis. A hipertensão arterial lidera a lista, seguida por diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. Estudos epidemiológicos indicam que até 90% dos episódios poderiam ser prevenidos ou controlados com acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida.

O reconhecimento rápido dos sintomas é essencial para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas. Entre os sinais mais comuns estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda súbita de visão, tontura e dor de cabeça intensa. Profissionais de saúde recomendam atenção ao protocolo conhecido como SAMU, que orienta a identificar sorriso torto, braço fraco, mensagem confusa e a urgência de acionar o atendimento de emergência.

A resposta do sistema de saúde, no entanto, ainda enfrenta limitações. O diagnóstico preciso depende de exames como a tomografia computadorizada, disponíveis apenas em unidades hospitalares de média e alta complexidade. A falta de acesso rápido a esses recursos pode atrasar o início do tratamento, comprometendo o prognóstico dos pacientes.

As consequências do AVC vão além da mortalidade. Entre os sobreviventes, cerca de metade passa a depender de cuidadores para atividades básicas, enquanto aproximadamente 70% não conseguem retornar ao trabalho. O impacto atinge diretamente famílias e amplia a pressão sobre os sistemas de saúde e assistência social.

O perfil dos pacientes também vem mudando. Embora mais comum em idosos, mais de 60% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 70 anos, e 16% atingem indivíduos abaixo dos 50. Dados recentes apontam aumento significativo na incidência de AVC isquêmico entre adultos jovens, reforçando o alerta de que a doença não está restrita à terceira idade.

Os custos associados ao tratamento também são elevados. Entre 2019 e setembro de 2024, as internações por AVC consumiram mais de 680 mil diárias hospitalares no país, sendo um quarto delas em unidades de terapia intensiva. Os gastos ultrapassaram R$ 910 milhões e seguem em trajetória de crescimento.

Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento de estratégias de prevenção e resposta rápida. O controle de doenças crônicas na atenção primária, a ampliação da rede de diagnóstico, o acesso à reabilitação e a conscientização da população sobre os sinais de alerta são apontados como medidas essenciais para conter o avanço da doença.

O dia 29 de outubro marca o Dia Mundial de Combate ao AVC, mas os números indicam que o enfrentamento precisa ser permanente. Enquanto o acesso ao atendimento adequado não for ampliado e os fatores de risco continuarem sem controle, o país seguirá registrando perdas evitáveis para uma doença que já é amplamente conhecida e, em muitos casos, prevenível.

 

Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem, após pedido da Polícia Federal (PF), a abertura de um inquérito para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção. Lulinha, como é conhecido o primogênito do petista, já era alvo de uma investigação que busca esclarecer as fraudes nos descontos de aposentados do INSS. A PF, porém, abriu um novo caminho ao associar possíveis ilícitos na conduta de Lulinha na comercialização de cannabis medicinal a conexões com servidores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. Ele nega qualquer irregularidade, enquanto o presidente afirmou ontem que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.

A informação sobre o inquérito foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. Ele teria atuado com Roberta Luchsinger — dona de uma consultoria especializada em fazer a ponte entre empresários e órgãos públicos —, além do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para favorecer interessados na comercialização do canabidiol, substância natural extraída da planta da maconha com diversas aplicações clínicas. Antunes já tinha longa trajetória no ramo farmacêutico, mas vinha tentando se firmar no mercado por meio da sua empresa, a World Cannabis.

Autorizada a pouco mais de dois meses das eleições, a nova investigação mirando Lulinha amplia as dimensões políticas do caso. Instaurada em agosto do ano passado, a CPI do INSS já havia ocasionado uma série de desgastes ao governo ao aprovar uma sucessão de requerimentos de quebra de sigilo e convocação de pessoas ligadas ao escândalo, como Roberta e o próprio Lulinha.

Ao longo da investigação, medidas de quebra de sigilo envolvendo pessoas próximas ao filho do presidente também geraram disputas no Supremo. Em março, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal determinada pela CPI em relação a Roberta, por entender que a comissão não apresentou fundamentação individualizada para a medida. Em seguida, a defesa de Lulinha pleiteou a extensão da decisão ao cliente, em deliberação que acabou suspensa após o ministro Gilmar Mendes levar o processo ao plenário físico do STF.

Segundo fontes com interlocução no Supremo, movimentações da PF ao avançar nos trabalhos foram criticadas internamente. Ao seguir uma trilha diferente da apuração original relativa ao INSS, a corporação pediu a redistribuição do caso Lulinha, que até então estava sob a relatoria de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) anuiu, mas, após sorteio, o inquérito caiu novamente com o magistrado, que autorizou ontem a abertura da investigação.

As apurações tiveram como ponto de partida mensagens e movimentações financeiras identificadas pela PF. A corporação apura pagamentos feitos por firmas ligadas a Antunes a uma empresa de Roberta, além de uma mensagem em que o lobista afirma que uma transferência de R$ 300 mil seria destinada ao “filho do rapaz”. Os agentes tentam esclarecer se a referência dizia respeito a Lulinha.

Em depoimento à PF, no entanto, Roberta afirmou que os pagamentos recebidos remuneravam consultorias relacionadas ao mercado de cannabis medicinal e negou ter repassado qualquer valor a Lulinha. Ela também disse que apresentou o filho do presidente ao empresário antes de qualquer suspeita sobre o esquema e que rompeu relações com Antunes após a deflagração da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de desvios de recursos do INSS.

Na mesma oitiva, a empresária relatou que Lulinha tinha uma “curiosidade” sobre o assunto em razão de alguns dos seus familiares fazerem tratamento com medicamentos à base de cannabis. Isso teria levado o Careca do INSS a convidar o filho do presidente para uma viagem à Europa, em novembro de 2024, ainda de acordo com a versão dela.

Roberta prestou serviços de consultoria a Antunes, recebendo R$ 1,5 milhão em cinco parcelas de R$ 300 mil. Os dados constam da quebra do sigilo fiscal do lobista. O trabalho previa tentar viabilizar um contrato no Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos feitos de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS) — o plano, entretanto, não foi adiante. Um áudio de WhatsApp, obtido pelo GLOBO, mostra Roberta tratando com Antunes sobre maneiras de conseguir um acordo mais vantajoso:

— Devido ao cenário de emergência, podemos criar um documento bem robusto pedindo dispensa de licitação.

No pedido apresentado a Mendonça, a Polícia Federal solicitou autorização para compartilhar as provas produzidas na Operação Sem Desconto. Uma testemunha relatou, por exemplo, que Roberta seria o elo entre o lobista e o filho de Lula. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial.

Procurada, a defesa de Lulinha alegou que não teve acesso ao pedido da PF e que, sem conhecer os autos, não pode comentar concretamente a investigação. O advogado Guilherme Suguimori Santos afirmou, no entanto, que será preciso esclarecer qual seria a justificativa para a competência do STF e sustentou que a abertura de um novo inquérito, caso confirmada, demonstraria que a Operação Sem Desconto não encontrou qualquer elemento que ligasse Lulinha às fraudes no INSS. Segundo ele, o empresário “nunca teve relação nenhuma com esse escândalo” e uma nova apuração poderia configurar uma “pescaria probatória”.

A defesa de Roberta, por sua vez, disse não ter sido informada da instauração do novo inquérito e afirmou que os fatos relacionados aos repasses do INSS e ao eventual desvio de verbas públicas já são objeto de investigações em andamento. Em nota enviada pelo advogado Bruno Salles Ribeiro, a defesa sustentou que “não haveria razão para a instauração de um novo inquérito” e comparou a hipótese a uma “investigação em melhor de três”, afirmando que a reabertura de apurações encerradas às vésperas do processo eleitoral não faria sentido, a não ser para exploração política. Já a defesa de Antunes informou não ter conhecimento sobre o tema, nem sobre tal pedido.

Horas após a abertura do inquérito vir à tona, Lula comentou as acusações contra o filho ao participar de um podcast. O petista contou que o filho “jura todo dia” não ter cometido irregularidades, mas frisou que o herdeiro “não tem o direito de errar”.

— Se for culpado, ele vai ter que pagar como todo mundo — disse o petista ao Inteligência Ltda.

(Colaborou Sérgio Roxo)

 

STF libera inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF).

Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula.

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo Careca do INSS para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao Careca do INSS. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

A PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”.

– Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. “Não achei nada aqui e vou procurar ali”. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos – afirmou.

*AE

Lula mantém sigilo de 100 anos sobre visitas a Vorcaro na PF

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, manteve o sigilo de 100 anos imposto pela Polícia Federal aos registros de visita de Daniel Vorcaro durante os três meses em que o banqueiro esteve detido em uma sala na Superintendência da PF, em Brasília. A informação foi confirmada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A justificativa foi a de preservar as informações “pessoais relacionadas à intimidade e à vida privada” do ex-dono do Banco Master. A decisão ocorreu após a análise de um recurso movido pela coluna da jornalista com base na Lei de Acesso à Informação sobre o tema.

Vorcaro permaneceu na Superintendência da PF em Brasília enquanto tentava negociar um acordo de colaboração premiada em março deste ano. Após duas tentativas frustradas, ele foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como Papudinha, onde Jair Bolsonaro cumpria pena em regime fechado.

O pedido para ter acesso à lista de visitantes durante o período ocorreu após circular o boato de que a constante visita de advogados ligados a políticos a Vorcaro teria irritado os investigadores da PF.

Na negativa apresentada pelo Ministério da Justiça, a pasta justificou que a solicitação de “tais informações ultrapassam a simples identificação de atos administrativos e permitem conhecer aspectos da vida privada dos envolvidos, revelando vínculos familiares, afetivos, sociais ou profissionais mantidos com a pessoa custodiada”.

Com informações do Infomoney

Flávio: “A democracia em nosso país está esculhambada”

O senador Flávio Bolsonaro foi escolhido na convenção do PL e é oficialmente candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal. Durante o discurso, o presidenciável fez críticas à atual gestão e projetou um futuro difícil em caso de reeleição do atual presidente.

Para Flávio, um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode privar a liberdade de expressão. Flávio também demonstrou preocupação com relação à escolha dos ministros do STF.

 Se eu não for o Presidente da República, vocês nunca mais poderão escrever com liberdade o que pensam nas redes sociais. Porque é isso que o Lula vai fazer a partir do ano que vem. Ainda mais com a possibilidade de indicar quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Imagina ele indicando mais quatro Alexandres de Moraes. Pra onde esse país vai? — afirmou.

Flávio também convidou os presentes a se colocarem no lugar do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usarem a figura dele como inspiração.

— Pensem como está agora Jair Messias Bolsonaro nesse momento. E se inspirem na resiliência e na força dele, na coragem dele, pra gente junto resgatar o nosso Brasil. Porque o nosso Brasil tem futuro, sim. E ele começa agora, com cada um de vocês aqui presentes — convocou.

O candidato finalizou o evento repetindo um dos lemas das campanhas de Jair e do Partido Liberal.

— Deus, Pátria, Família, Liberdade e futuro pro nosso Brasil! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Vamos resgatar o Brasil, é agora! — finalizou.

O encontro que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ocorreu na Arena Pacaembu, em São Paulo, e contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de parlamentares e dirigentes do PL. Flávio ainda não decidiu quem será seu ou sua vice.

As convenções partidárias seguem até o dia 5 de agosto. Após esse período, os partidos deverão registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral, e a propaganda eleitoral terá início em 16 de agosto.