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Água da Transposição do Rio São Francisco chega em Missão Velha

As águas do rio São Francisco já chegaram no Km 53 do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), no Riacho Seco, em Missão Velha. O fluxo de água é proveniente da barragem do Jati e deve seguir para os rios Salgado e Jaguaribe e em seguida fluir para o destino final, o açude Castanhão.

A comporta que liberou o fluxo de águas em Jati foi aberta em 21 de agosto deste ano. As águas do São Francisco haviam chegado em junho último ao Ceará e desde então estavam enchendo a barragem de Jati.

De Jati até o início dos leitos dos rios Salgado e Jaguaribe as águas devem percorrer cerca de 53 quilômetros, e até alcançarem o Castanhão, mais 256 km. A previsão da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) é que o açude Castanhão comece a receber as águas da Transposição do Rio São Francisco ainda no primeiro semestre de 2021. Atualmente, a pasta trabalha em teste nas barragens do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), com o objetivo de avaliar as estruturas e evitar acidentes como o de Jati.

Um vez chegada ao Castanhão, a transferência das águas para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) será efetuada pelo Eixão das Águas. A previsão da SRH também é de que as águas cheguem ao açude Pacoti, onde se integra ao sistema hídrico da RMF, no primeiro semestre de 2021.

Monitor de Secas registra maior área com seca no Maranhão desde janeiro de 2018

A última atualização do Monitor de Secas aponta que, no Maranhão, em decorrência das altas temperaturas observadas no último mês e da piora nos indicadores de curto prazo, houve uma expansão da área de seca fraca para o noroeste e norte do estado. Além disso, o Monitor identificou a intensificação da seca no oeste, leste e extremo sul maranhense, que passou de fraca a moderada. Os impactos são de curto e longo prazo no centro do Maranhão e de curto prazo nas demais áreas.

O Mapa do Monitor de Secas de setembro indica o aumento das áreas com seca em 14 das 19 unidades da Federação acompanhadas: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Rio Grande do Sul. Três estados que passam por forte seca permaneceram com 100% de seus territórios com o fenômeno em setembro: Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A Bahia se manteve no patamar de 68% de sua área com seca.

Em termos de severidade do fenômeno, o Distrito Federal e 11 estados tiveram o agravamento da seca entre agosto e setembro: Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins. Em outros seis estados, o grau de severidade da seca se manteve: Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul foi o único estado do Mapa do Monitor a ter melhora na severidade do fenômeno.

A situação de seca mais severa registrada em setembro – seca extrema – aconteceu em Mato Grosso do Sul (24,08% de seu território), Paraná (8,6%) e Minas Gerais (2,92%). Já o estado que registrou as melhores condições foi o Rio Grande o Norte, que teve a menor área com seca (33,54%) e somente na intensidade fraca.

Setembro é climatologicamente seco em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Tocantins. As chuvas são inferiores a 30mm na maior parte dos estados nordestinos, norte de Minas Gerais, nordeste de Goiás, leste de Tocantins, Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul. Já no Sul e em alguns pontos do litoral de Pernambuco, Alagoas e Bahia; os volumes médios mensais de chuvas oscilam entre 120mm e 250mm.

Os maiores volumes de precipitação registrados em setembro de 2020, com valores acima de 150 mm, ocorreram em parte do Rio Grande do Sul, no sul e planalto catarinense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e em alguns pontos no leste da Bahia. Por outro lado, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 30 mm em grande parte dos estados onde setembro é considerado um dos meses mais secos do ano.

As maiores anomalias de chuvas abaixo da média aconteceram em grande parte do Paraná e de Santa Catarina, além do noroeste e norte do Rio Grande do Sul. Em contrapartida, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o extremo sul catarinense e boa parte do Rio Grande do Sul (leste e região central) tiveram os maiores registros de precipitações acima da média. Nas demais áreas, as chuvas ficaram próximas da média de setembro.

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Em Alagoas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 18 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. O Monitor vem sendo utilizado para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca.

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, historicamente a região mais afetada por esse tipo de fenômeno climático. No fim de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por secas, foi iniciada a expansão da ferramenta para incluir outras regiões.

O Monitor de Secas foi concebido com base o no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica uma seca relativa – as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região – ou a ausência do fenômeno.

 

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

Para conter alta de preços, governo decide zerar imposto de importação de soja e milho

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para soja e milho, informou neste sábado (17) o Ministério da Economia.

Ambas as medidas visam conter a alta de preços no setor de alimentos, informou o governo. Em setembro, a inflação oficial do país foi de 0,64%, a maior para o mês desde 2003, resultado que foi impulsionado por alimentação e bebidas.

No começo de setembro, o governo já havia zerado, até o fim deste ano, a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado.

No caso da soja, informou o governo, a redução da alíquota de importação para zero será válida até 15 de janeiro de 2021 e abrangerá grãos, farelo e óleo de soja. Até então, a alíquota de importação era de:

  • 8% para grãos.
  • 6% para farelo.
  • 10% para óleo de soja;

 

Já o milho foi incluído na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum, com redução de 8% para zero, válida até 31 de março de 2021.

Dólar mais alto e estímulo às exportações

 

Nos supermercados, o óleo de soja subiu mais de 30% em setembro, quase o dobro do aumento do arroz, segundo a Associação Paulista de Supermercados.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo e a desvalorização do real nos últimos meses, que torna os produtos brasileiros mais baratos, tem estimulado ainda mais as vendas externas.

Países como China compram muito dos produtores nacionais e sobra menos para o nosso consumo interno.

Além disso, o dólar mais alto – a moeda norte-americana já subiu mais de 30% neste ano – também aumenta a rentabilidade dos exportadores.

No começo do mês passado, o presidente Jair Bolsonaro chegou a fazer um “apelo” a donos de supermercados para conter a alta do preço do arroz.

Você sabe o que é o Certificado de Operações Estruturadas


Muitas são as chances de investimentos e diversas são as siglas no mundo financeiro. Se você está explorando possibilidades que se encaixem em seu perfil é natural que encontre sobre coe o que é e como funciona esse tipo de ação.
Para te ajudar a entender mais sobre esse tipo de operação, reunimos alguns detalhes importantes. Confira!
O que é COE?
O COE é o Certificado de Operações Estruturadas e ele é um investimento que combina a segurança das aplicações em renda fixa com a rentabilidade de investimentos na Bolsa de Valores, como ações, moedas, índices, commodities e outros.
Comparado a outros investimentos o COE ainda é um investimento novo no Brasil, iniciou suas operações em 2015, e por isso, ainda gera diversas dúvidas nos novos investidores.
O título é uma espécie de versão brasileiras das Notas Estruturadas que são muito comuns nos Estados Unidos e Europa e é uma forma interessante de diversificar uma carteira de investimentos sem grandes riscos.
Esse certificado pode ser emitido por bancos múltiplos, comerciais, bancos de investimento, caixas econômicas e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O COE busca prever o comportamento do mercado nacional e internacional e, ao “acertar” a previsão, o COE paga ao investidor a parcela da renda fixa e variável. Por outro lado, se houver erro, o investidor recebe apenas a parcela da renda fixa.
Dessa forma, quando se investe em um COE, o indivíduo compra um título emitido por bancos, que aplica grande parte do seu capital em um título de renda fixa e uma pequena parcela em investimento de renda variável, com maior risco, mas retorno mais agressivo.
Para investir no COE não há um valor mínimo definido, isso depende do banco emissor e das opções que o distribuidor do título oferece. Assim como o valor, o prazo de vencimento depende da estrutura e, normalmente, são ofertados títulos com prazo entre 6 meses a 3 anos.
Essa forma de investimento promete garantia contra perdas, afinal, se o resultado for positivo, o investidor recebe o capital e os lucros e o se for negativo, recebe o capital investido de volta, livre de prejuízos. Existem duas modalidades de COE, o Capital Protegido e o Capital de Risco.
Valor Nominal Protegido
O COE da espécie Valor Nominal Protegido (VNP), assim como seu nome sugere, garante que o investidor receba, pelo menos, 100% do valor principal que investiu. Nessa modalidade, em qualquer que seja o cenário, no fim do prazo do investimento, o indivíduo resgata pelo menos o seu capital aplicado.
Valor Nominal em Risco
Já o COE de Valor Nominal em Risco (VNR) é aquele em que não há garantias do total aplicado pelo investidor, sendo possível que ele perca parte do capital investido no prazo de investimento. Mesmo que seja possível perder todo o capital investido, não corre risco de perder mais do que tem, então não há chances de contrair dívidas.
A grande maioria dos Certificados de Operações Estruturadas emitidos são do tipo protegido, porém, ao investir nessa modalidade é preciso ter atenção ao DIE, o Documento de Informações Essenciais.
Nele, o distribuidor do COE, seja corretora ou banco, fornece informações principais do seu investimento, como modalidade e garantia, emissor, rentabilidade, prazo, regras de ganhos e perdas, entre outros.
Tributos do COE
O COE, assim como os investimentos de renda fixa, sofrem tributação do Imposto de Renda de forma regressiva, de acordo com o tempo de aplicação. Dessa forma, quanto mais tempo durar o investimento, menor será a alíquota paga do IR.
Para investimentos de até 180 dias, a alíquota deduzida é de 22,5%. De 181 a 360 dias, a tributação é de 20%. De 361 a 720 dias, a porcentagem se dá em 17,5% e, acima desse prazo, a alíquota cobrada é de 15%.
Caso o resgate aconteça em um período menor do que 30 dias, é cobrado também o IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, que varia de 96% a 3% a depender do dia. Lembrando que só haverá imposto a pagar se a rentabilidade final do COE for positiva.
O COE é uma opção de baixo risco, mas que oferece formas rentáveis para a carteira de investimento. Ele é uma grande oportunidade de diversificar seu portfólio de investimentos, permite o investimento no mercado estrangeiro, câmbios, não tem taxas e tributação é simplificada.
Por outro lado, ele possui baixa liquidez e não é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que significa que o dinheiro não é devolvido em caso de falência do banco em que você realizou seu investimento.
Assim como qualquer investimento, é importante entender sobre ele para buscar opções que se encaixem em seu perfil e em seu bolso. Agora que você sabe mais sobre o COE, o que você acha sobre essa possibilidade? Aproveite suas novas informações e amplie sua cartela de investimentos!

Saiba quais são os tipos de cultura organizacional mais comuns dentro de uma empresa


A cultura organizacional é um ponto de extrema importância nas empresas e deve ser olhada com grande atenção pelos gestores e empresários. Construir sólidas culturas faz toda diferença para resultados e pela forma como a empresa é vista no mercado.
Muito se fala sobre esse tema, mas você sabia que existem diferentes tipos de cultura organizacional? Reunimos informações sobre algumas delas para você ficar ainda mais por dentro desse importante assunto empresarial, confira!
O que é cultura organizacional?
Antes de entender quais os tipos, é importante se situar sobre o que é cultura organizacional. Essa importante questão do mundo empresarial refere-se ao conjunto de hábitos, crenças e valores compartilhados dentro da empresa e que mostram ao público interno e externo o que é pregado naquele ambiente.
A cultura organizacional tem grande influência do comportamento e desempenho e molda atitudes dos componentes de tal espaço.
Essa cultura envolve as atitudes no ambiente de trabalho, as regras formais e informais, missão, visão e valores, costumes, crenças, hábitos, linguagens, estrutura e outros elementos que fazem a empresa o que ela é.
Ter uma definição e uma estratégia de cultura organizacional é essencial para auxiliar processos, direcionar relações e criar laços e caminhos para os objetivos comuns de um negócio.
Quais são os tipos de cultura organizacional?
A cultura organizacional não é um objeto fechado e sem mutações e, de acordo com estudiosos, existem quatro principais tipos de cultura organizacional que se diferenciam em seus objetivos e aspectos.
Cultura de poder
Essa cultura é sobre aqueles locais que concentram a liderança em uma única pessoa, geralmente, o dono ou gerente da organização. Nesse espaço, os colaboradores são orientados a resultados, o que pode levar a climas de competição, o que nem sempre é saudável para as equipes.
Nessa cultura, há forte centralização das estratégias e definições e é comum encontrar esse tipo de gestão em empresas pequenas.
Cultura de papéis
Na cultura de papéis o foco se dá nas funções desempenhadas por cada um dos colaboradores. Nesse caso, os níveis hierárquicos são bem estabelecidos e há menor flexibilidade na execução das tarefas, já que cada um só realiza o que é determinado para si.
Os procedimentos aqui são bem definidos, mas podem ser muito engessados, dando pouco espaço para novas ideias e melhorias.
Cultura de tarefas
A cultura de tarefas são aquelas organizações em que existem profissionais específicos para realizar os diferentes tipos de tarefas, agregando diferentes conhecimentos à organização e fomentando o crescimento.
Nessa cultura, o foco está na resolução dos problemas, admitindo pessoas preparadas para os mais diferentes tipos de situação. A flexibilidade e o ritmo de trabalho ditado pelos acontecimentos é o grande motivador desse ambiente.
Por aqui, há maior liberdade para inovação e soluções, aumentando motivação e comprometimento para realização das tarefas e de problemas.
Cultura de pessoas
Como o nome sugere, essa cultura é focada nas pessoas que fazem parte do cenário organizacional. Ou seja, empresas que adotam esse posicionamento valorizam o trabalho dos funcionários, a integração das equipes e o crescimento individual de cada um de seus componentes.
Nesse espaço, o colaborador é colocado em primeiro plano e são incentivados a criar e darem ideias e soluções para seu cenário.
Aqui também há maiores cuidados com planos de carreira, retenção de talentos, formação de lideranças e desenvolvimento das pessoas para garantir o crescimento do público interno e da companhia.
Independentemente de qual seja a cultura utilizada e pregada em sua empresa, é importante compartilhar missão, visão e valores, objetivos e ter regras expressas para que todos os colaboradores saibam como se portar dentro desse ambiente.
Mais do que isso, é essencial buscar por pessoas que tenham o famoso “fit cultural” e compartilhem dos mesmos valores pregados pela organização. Recrutar as pessoas certas é preciso para que os indivíduos vistam de fato a camisa da empresa.
Seja qual for a cultura seguida em seu negócio, é importante que ele tenha uma cultura definida com regras e conjuntos de ações para guiar os componentes de seu negócio.
Agora que você sabe mais sobre os tipos de cultura organizacional, você conseguiu identificar em qual delas a sua empresa se encaixa? Aproveite que você sabe mais sobre elas e reveja os seus conceitos organizacionais!

 

Justiça anula título honoris causa de Lula em universidade de Alagoas

O juiz Carlos Bruno de Oliveira Ramos, da 4ª Vara Cível de Arapiraca, determinou a suspensão — e consequente nulidade — do ato da Universidade Estadual de Alagoas que concedeu a Lula o título doutor honoris causa em 2017.

A cerimônia ocorreu em 23 de agosto, durante a caravana do petista pelo Nordeste em que fazia campanha para não ser preso pela Lava-Jato por causa da condenação por corrupção no caso do tríplex do Guarujá. Apesar de ser uma cerimônia acadêmica, a festa para Lula parecia um comício petista, como direito a declarações de voto e cantos de palavras de ordem como: “Lula, guerreiro do povo brasileiro”.

“Para eles, pobre é um problema, pobre dá muito trabalho. Para nós, pobre é a solução desse país”, discursou Lula, para delírio da militância presente.

Lula recebeu o título das mãos do reitor da universidade, Jairo Campos. A atual candidata do PSDB à Câmara de Maceió Maria Tavares Ferro questionou a premiação lembrando que a honraria reservada a Lula atingia “a moralidade administrativa, por ser o título concedido a pessoa condenada criminalmente e que responde a outras ações penais”.

A Justiça então indeferiu o pedido liminar da tucana para suspender o ato. Lula e a universidade rebateram as alegações da Maria Tavares, que não apresentou réplica. O Ministério Público, ouvido no processo, se posicionou pelo arquivamento da matéria sem julgamento de mérito.

O juiz Carlos Bruno, no entanto, decidiu que a matéria deveria, sim, ser julgada e derrubou a titulação de Lula lembrando um argumento básico ignorado pelos admiradores do ex-presidente na universidade: “Não é razoável nem atende à moralidade administrativa conceder honraria a alguém condenado judicialmente e que ainda responde a outras ações penais”.

Na decisão assinada em 23 de julho desse ano, mas só levada ao processo no último dia 9, o juiz argumenta que o título concedido a Lula, um condenado por corrupção, representa “hostil violação da regra administrativa na aprovação do título por desvio de finalidade revelador de ofensa à moralidade administrativa, além de propiciar manifestação de fim político-eleitoral na concessão do título”.

“Julgo procedente a pretensão deduzida em juízo, para declarar a nulidade do ato administrativo que condecorou o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva em 23 de agosto de 2017, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil”, decide o juiz.

Fonte Veja

Exército apreende 384 armas e 3,5 toneladas de explosivos em operação

A Operação Héracles, deflagrada pelo do Exército Brasileiro, apreendeu 384 armas de fogo e 3,5 toneladas de explosivos em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no município de Aragarças (GO). O trabalho foi realizado pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 9ª Região Militar (SisFPC/9), entre 28 de setembro e esta sexta-feira (09).

A atividade teve como finalidade fiscalizar pessoas e empresas que tratam com Produtos Controlados pelo Exército. Ao todo, foram 283 inspeções que contou com 60 fiscais num total de 22 mil quilômetros percorridos.

Foram apreendidas 384 armas de fogo, 28.317 munições de diversos calibres, 8.200 mil espoletas, 3.550 quilos de explosivos encartuchados, mais de 4.700 metros de cordel detonante, 126 unidades de acessórios explosivos, resultando num total 21 autuações realizadas junto aos administrados por não estarem atendendo às legislações vigentes.

“As atividades de fiscalização, realizadas ao longo do ano, visam a promover a adequação e a correção das empresas e pessoas físicas registradas junto ao Exército, quanto ao trato dos Produtos Controlados pelo Exército, coibindo os possíveis desvios para utilização em atividades ilícitas e colaborando, decisivamente, com o incremento da percepção da segurança pública”, disse o CMO (Comando Militar do Oeste) em nota.

Entenda por que os bancos querem tanto o seu Pix

Bancos e fintechs estão lançando uma ofensiva para se tornar a primeira instituição onde o cliente terá uma chave no Pix, novo serviço de transferência financeira do Banco Central.

O novo modelo de pagamento, que será instantâneo e vai funcionar 24 horas por dia, deve ser gratuito na maioria das vezes e deve aposentar as operações de TED e DOC.

A questão é que muitos consumidores podem ter estranhado o por quê de os bancos estarem criando diversos incentivos para os clientes cadastrarem a chave Pix, mesmo sabendo que isso vai minguar as receitas bancárias com as transferências atuais, que são bem mais lucrativas que o sistema instantâneo. A agência americana de classificação de risco Moody’s estima que os bancos brasileiros percam até 8% do faturamento com a mudança.

Como a maioria dos brasileiros bancararizados tem conta em mais de uma instituição financeira, a corrida dessas empresas é para que seus clientes cadastrem primeiro suas chaves Pix com elas. O próprio Banco do Brasil admite tática: “O objetivo é fazer com que os clientes cadastrem no BB as três chaves principais – CPF, telefone e e-mail”, informou.

O professor de Finanças da Fucape e doutor em Ciências Contábeis Fernando Galdi avalia que o movimento se dá pela restrição de uma chave estar atrelada a uma única conta.

“É uma tentativa de sair na frente e ter um maior volume de transações, uma vez que a tendência é que o cliente use mais o Pix onde ele cadastrou chaves mais simples, como celular e e-mail. Já a chave alfanumérica, que o banco gera números e letras aleatoriamente, é muito mais difícil de decorar e deve ser menos usada”, analisa.

“Como o Pix vai aos poucos reduzir as movimentações via TED e DOC, os bancos estão tentando fidelizar os clientes para usar o Pix dentro da própria instituição. Mesmo que seja menos rentável, assim esses clientes continuam usando outros produtos e serviços que a instituição oferece e que ela pode rentabilizar

Além de uma tentativa de fidelização dos atuais clientes, a tática também mira atrair novos consumidores, de acordo com o especialista em automação fiscal Bruno Aguilar Soares. “É importante trazer essas pessoas para experimentar. Captar esse cliente agora é uma forma de ampliar seus negócios, diante da redução de custos que fará as pessoas optarem pelo Pix. De certa maneira, é uma forma de proteção dessas empresas”, explica.

Seis em cada 10 brasileiros se consideram pessoas felizes, mostra pesquisa Ipsos

Mesmo com a pandemia de Covid-19, no Brasil, mais da metade da população está feliz. É o que aponta o levantamento “Global Happiness 2020”, realizado pela Ipsos com 20 mil adultos de 27 países. Os entrevistados deviam responder uma pergunta simples: “Considerando todos os aspectos, você diria que está muito feliz, razoavelmente feliz, não muito feliz ou nada feliz?”. Dentre os mil respondentes brasileiros, 63% se autodeclararam felizes, sendo que, destes, 14% estão “muito felizes” e 49% “razoavelmente felizes”.

O grau de felicidade dos ouvidos no Brasil reflete exatamente a média global. Considerando os 20 mil ouvidos pelo estudo, 63% se consideram felizes – sendo 11% “muito felizes” e 52% “razoavelmente felizes”. Os países cujos entrevistados possuem níveis mais altos de felicidade são China (93%), Holanda (87%), Arábia Saudita (80%), França (78%) e Canadá (78%).

Em contrapartida, entre os países que menos declaram estar felizes, os latino-americanos aparecem em peso: Peru (32%), Chile (35%), Espanha (38%), Argentina (43%), Hungria (45%) e México (46%). Na classificação das 27 nações, o Brasil é a 14ª com maior grau de felicidade entre seus respondentes.

Histórico da pesquisa

Entre os anos de 2011 e 2020, a Ipsos já realizou seis edições do levantamento “Global Happiness”. O histórico dos resultados anteriores mostra que o Brasil, de 10 anos para cá, diminuiu em 14 pontos percentuais a sua taxa de felicidade. Em 2011, eram 77% que se declaravam felizes; hoje, são 63%. Em relação ao ano passado, no entanto, quando 61% dos entrevistados brasileiros declararam estar felizes, houve um leve aumento de 2%, dentro da margem de erro.

Globalmente, a movimentação foi a mesma. O índice de adultos felizes, em 2011, era de 77%. Hoje está em 63%, uma queda de 14 pontos percentuais. Considerando o ano anterior (64%), o declínio foi de apenas 1%.

O que faz você feliz?

Após uma análise quantitativa da felicidade, a pesquisa da Ipsos trouxe 29 possíveis motivações para esse sentimento e pediu que os participantes classificassem se cada uma trazia ou poderia trazer “mais felicidade”, “alguma felicidade” ou “não poderia trazer felicidade” para suas vidas.

As cinco maiores fontes de felicidade dos brasileiros identificadas pelo levantamento foram as seguintes, em ordem de importância: minha saúde/bem-estar físico (68%), sentir que minha vida tem significado (62%), ter um bom emprego (61%), ter controle sobre minha vida (60%) e minha proteção e segurança pessoais (59%).

Em nível global, algumas prioridades diferem, mas o primeiro e o quarto lugar se mantêm os mesmos: minha saúde/bem-estar físico (55%), meu relacionamento com meu parceiro/cônjuge (49%), meus filhos (49%), sentir que minha vida tem significado (48%) e minhas condições de vida – água, comida, abrigo (45%).

A pesquisa “Global Happiness 2020” foi conduzida na plataforma on-line Global Advisor da Ipsos, entre 24 de julho e 7 de agosto de 2020. Foram realizadas 19.516 entrevistas em 27 países, sendo 1.000 no Brasil. A margem de erro para o Brasil é de 3.5 p.p..

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse: www.ipsos.com/pt-br

Tudo que você precisa saber sobre propaganda eleitoral

Em 2019, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que muda as regras para a campanha eleitoral em 2020 – entre as mudanças está o tópico da propaganda eleitoral.

O período das campanhas eleitorais são de longe os momentos em que a Justiça Eleitoral mais tem trabalho por conta de abusos e irregularidades cometidos pelos candidatos. E essa fiscalização também pode ser feita por você que pode, inclusive, levar os excessos cometidos em consideração na hora de escolher um candidato.

Para que você fique sabendo tudo o que pode, o que não pode e como funciona a propaganda eleitoral, nós preparamos esse compilado de dois artigos já publicados no Politize! para informar você sobre os seus direitos.

Campanhas eleitorais

“Quando pode começar a campanha eleitoral?” Bem, em 2018 a fase de campanha eleitoral foi reduzida e aconteceu há apenas 35 dias das eleições – o primeiro turno foi realizado no dia 7 de outubro e o segundo em 28 de outubro.

Como você bem sabe, nessa época  aparecem dezenas de candidatos na televisão quase todos os dias, você recebe panfletos e santinhos nas ruas, vê gente com camiseta deste ou daquele partido, chegam correntes de e-mails sobre política e é até possível que você receba ligações de telemarketing de algum candidato.

É um vale-tudo tão grande na disputa pelo seu voto que talvez você até esqueça que a propaganda eleitoral tem muitas regras e que todas elas precisam ser observadas. Aliás, algumas delas mudaram em relação às últimas eleições. Como veremos a seguir:

O que pode

Colocar adesivo de carro: porém, com limitações. Os adesivos não podem ser maiores do que meio metro quadrado. Entretanto, são permitidos aqueles adesivos microperfurados, que cobrem o para-brisa traseiro todo.

Fazer propaganda em via pública: desde que não impeça o trânsito. É permitido colocar mesas para distribuir materiais de campanha, como santinhos e panfletos.

Fazer anúncios em jornais: as propagandas eleitorais na imprensa escrita são liberadas, mas com limites. Só podem ser feitos dez anúncios por jornal e até dois dias antes da votação. O valor pago para fazer o anúncio também deve ser informado.

Contratar panfleteiros: a princípio, os panfletos são permitidos e contratar pessoas para distribuí-los também. Entretanto, não vale entregar panfletos apócrifos, que difamam outros candidatos.

Contratar cabos eleitorais: cabos eleitorais são pessoas contratadas para dois objetivos principais: conseguir mais filiados ao partido antes das campanhas e mais votos. Porém, a contratação excessiva de cabo eleitoral é crime.

A lei diz que nos municípios com até 30 mil eleitores, cada candidato pode ter até 1% da população em número de cabos eleitorais. Ou seja, em um município com 30 mil eleitores, o candidato pode contratar até 300 cabos eleitorais. Nos municípios maiores, é permitido ao candidato, além do 1% da população adicionar um cabo a mais para cada mil habitantes que excederem os 30 mil. Por exemplo: se um município possui 40 mil habitantes, o candidato pode contratar dez cabos eleitorais a mais para as eleições (ou seja, seu limite será de 410 cabos).

Arrecadar dinheiro por “vaquinhas virtuais”: os candidatos podem pedir doações através das campanhas de crowdfunding. Leia mais sobre neste conteúdo do Politize!.

Propaganda paga na internet: Agora a propaganda paga na internet, também chamada de impulsionamento, é liberada. Contudo, a medida não pode ser feita por pessoa física.

O que não pode

Bater recorde em gastos de campanha: em uma resolução das eleições 2018, é tratado sobre o teto de gastos para cada cargo, que são:

  • Presidente da República — R$ 70 milhões. Em caso de segundo turno, o limite será de R$ 35 milhões.
  • Governador — de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, conforme o número de eleitores de cada estado.
  • Senador —  de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, também conforme eleitorado.
  • Deputado federal — teto de R$ 2,5 milhões.
  • Deputado estadual ou distrital — R$ 1 milhão.
  • Prefeitos e vereadores: de acordo com a lei sancionada em 2019, o teto de gastos para 2020 deve seguir o pleito de 2016. Em que cada município recebeu seu próprio teto para cada cargo, com exceção de municípios com menos de 10 mil eleitores tiveram valores fixados pelo TSE entre: R$ 108 mil para prefeitos e R$ 10,8 mil para vereadores.

Filiar-se em cima da hora e querer ser candidato: o candidato deve ter se filiado ao seu atual partido há pelo menos seis meses antes das eleições.

Receber dinheiro de empresas: a mudança mais significativa nas regras das eleições feita em 2015 foi a proibição de doações empresariais para campanhas políticas.

Colocar placas, cavaletes, bonecos, e afins em espaços públicos: em quase qualquer lugar que seja de uso comum da população.

Outdoors (inclusive eletrônicos): em 2013 passou a ser proibido o uso de outdoors para fazer propaganda eleitoral.

Fazer “showmícios” (comício com show de artistas): os comícios são permitidos, mas não é mais permitido chamar artistas para fazer show de abertura, como forma de atrair mais público para o evento.

Imprimir material não identificado: todo material gráfico deve conter o nome da gráfica, seu CNPJ e também o CNPJ de quem a contratou, bem como a tiragem.

Leia mais: Compra de votos: vale a pena vender o seu?

Horário eleitoral: como foi em 2018

Mas, e na televisão? Apesar do grande impacto que a internet vem tendo nas últimas eleições, a maior plataforma de conquista de votos dos candidatos, acredite ou não, ainda continua sendo a televisão. Durante essa exposição, em teoria, os candidatos podem se comunicar mais efetivamente com seus eleitores.

Novas regras na propaganda eleitoral

Em 2017, as propagandas eleitorais gratuitas haviam sido extintas por lei. Entretanto, em 2019, elas foram retomadas pela nova reforma eleitoral. É importante lembrar que a distribuição do tempo do horário eleitoral entre partidos/coligações segue algumas regras.  Vamos entender elas?

Para começar, como você já sabe, o período de horário eleitoral encurtou. Além disso, em 2012 havia dois blocos diários de propaganda eleitoral, com duração de 30 minutos. Os candidatos a prefeito apareciam nas segundas, quartas e sextas, enquanto os candidatos a vereador se apresentavam nas terças, quintas e sábados.

O texto aprovado coloca dois formatos de propagandas a serem utilizados. Durante o primeiro semestre, o acesso à propaganda no rádio e na televisão será proporcional à bancada eleita em cada eleição geral. Assim, partidos com 20 ou mais deputados federais terão um total de 20 minutos por semestre para inserções em rede nacional e 20 minutos para emissoras estaduais; aqueles com 10 a 19 membros terão 15 minutos para rede nacional e 15 para a estadual; e o partido com até 9 eleitos terá 10 minutos em cada rede.

Já durante o segundo semestre só serão permitidas inserções de 15 ou 30 segundos e de 1 minuto, em três faixas de horários, em todos os dias da semana. Assim, serão três minutos totais das 12h às 14h, três minutos das 18h às 20h e seis minutos para o período das 20h às 23h. Assim, em cada emissora, terá o limite diário de 12 minutos de inserções.

Isenção de impostos para as emissoras

O horário eleitoral é considerado uma forma indireta de financiamento das campanhas políticas, pois é gratuito para partidos e candidatos. Além disso, as emissoras de TV e rádio são compensadas com isenções de impostos. Segundo a ONG Contas Abertas, nas eleições de 2016, essa isenção por conta da propaganda eleitoral chegou a R$ 576 milhões.

Quais são as regras para o dia da eleição?

Por último, relembre algumas das regras que foram colocadas ao longo dos anos para tornar o dia de votação mais organizado.

  • É proibido fazer boca de urna, ou seja, propaganda eleitoral nas redondezas das seções eleitorais. É considerado manipulação dos eleitores. Quem for pego pode ser preso de seis meses a um ano. Além de poder pagar multa de até R$ 15 mil.
  • Também não pode distribuir santinhos, fazer comícios, usar alto-falantes e usar carros de som.
  • Por outro lado, o eleitor pode fazer manifestações individuais e silenciosas: usar camisetas de um candidato ou partido, bandeiras, broches e adesivos.

Nota: este texto foi publicado no portal Papo de Homem. O Politize! manteve uma publicação quinzenal no PdH no período eleitoral de 2016.

Conseguiu entender como funciona a propaganda eleitoral? Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários!