Girão é escolhido vice de Romeu Zema na disputa à Presidência

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi o escolhido para disputar a eleição presidencial como vice de Romeu Zema. O nome do senador cearense foi aprovado entre o candidato e ex-governador de Minas e o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.

A decisão ocorre após o nome do ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), ser ventilado para ocupar o cargo. Ele é filiado ao Democracia Cristã e chegou a apresentar pré-candidatura ao Palácio do Planalto, mas posteriormente desistiu da disputa.

Romeu Zema elogiou o parlamentar, afirmando que foi feita a melhor escolha possível para a legenda.

— Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília (…) Não poderia ser outra pessoa — afirmou.

Girão foi eleito ao Senado Federal em 2018 e desistiu de tentar a reeleição ao cargo no pleito de outubro. O congressista chegou a cogitar a disputa pelo governo do Ceará, mas não encontrou apoio do PL, que optou por se aliar a Ciro Gomes (PSDB).

O prazo final para as convenções partidárias, escolha de candidatos e elaboração de coligações, conforme o calendário eleitoral, termina nesta quarta-feira (5).

Múcio diz que “abriria o portão” caso os EUA invadissem o Brasil

Nesta terça-feira (4), o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Brasil não teria condições de enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao defender mais investimentos nas Forças Armadas.

O ministro respondeu a uma pergunta sobre um cenário hipotético envolvendo os Estados Unidos e disse que “abriria o portão”. Segundo ele, o país não possui equipamentos suficientes para enfrentar uma potência militar como os norte-americanos.

Eu vejo os jornalistas o tempo todo [questionando]: “Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que é que o senhor faz como ministro da Defesa?” Abro o portão – declarou ele.

E continuou:

– Porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão.

José Múcio explicou que a comparação teve o objetivo de defender o aumento dos recursos destinados à Defesa. De acordo com ele, o Brasil investe cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual que considera insuficiente para modernizar as Forças Armadas.

O ministro também afirmou que investir em Defesa não significa que o Brasil pretenda entrar em conflitos. Para explicar esse entendimento, comparou os gastos da área a um plano de saúde.

– A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar – completou o ministro.

AVC avança no Brasil e já mata mais que infarto, com uma morte a cada seis minutos

O Brasil enfrenta uma crise silenciosa de saúde pública. Entre janeiro e outubro de 2025, 64.471 brasileiros morreram em decorrência de acidente vascular cerebral, o AVC, o equivalente a uma morte a cada seis minutos. O ritmo elevado consolida a doença como a segunda principal causa de óbito no país, superando o infarto agudo do miocárdio e todas as formas de violência registradas no território nacional.

Dados do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que, em 2024, o AVC foi responsável por 85.427 mortes, número superior aos 77.886 óbitos por infarto no mesmo período. Após uma redução observada entre 2022 e 2023, os registros voltaram a crescer, indicando uma tendência preocupante de avanço da doença.

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro. O tipo isquêmico, responsável por cerca de 70% dos casos, é causado pela obstrução de artérias por coágulos. Já o hemorrágico, que representa aproximadamente 30% das ocorrências, resulta do rompimento de vasos sanguíneos e apresenta maior taxa de mortalidade. Em ambos os casos, o fator tempo é determinante: a cada minuto sem tratamento, cerca de 1,9 milhão de neurônios podem ser perdidos.

Especialistas apontam que a maioria dos casos está associada a fatores de risco conhecidos e, em grande parte, evitáveis. A hipertensão arterial lidera a lista, seguida por diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. Estudos epidemiológicos indicam que até 90% dos episódios poderiam ser prevenidos ou controlados com acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida.

O reconhecimento rápido dos sintomas é essencial para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas. Entre os sinais mais comuns estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda súbita de visão, tontura e dor de cabeça intensa. Profissionais de saúde recomendam atenção ao protocolo conhecido como SAMU, que orienta a identificar sorriso torto, braço fraco, mensagem confusa e a urgência de acionar o atendimento de emergência.

A resposta do sistema de saúde, no entanto, ainda enfrenta limitações. O diagnóstico preciso depende de exames como a tomografia computadorizada, disponíveis apenas em unidades hospitalares de média e alta complexidade. A falta de acesso rápido a esses recursos pode atrasar o início do tratamento, comprometendo o prognóstico dos pacientes.

As consequências do AVC vão além da mortalidade. Entre os sobreviventes, cerca de metade passa a depender de cuidadores para atividades básicas, enquanto aproximadamente 70% não conseguem retornar ao trabalho. O impacto atinge diretamente famílias e amplia a pressão sobre os sistemas de saúde e assistência social.

O perfil dos pacientes também vem mudando. Embora mais comum em idosos, mais de 60% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 70 anos, e 16% atingem indivíduos abaixo dos 50. Dados recentes apontam aumento significativo na incidência de AVC isquêmico entre adultos jovens, reforçando o alerta de que a doença não está restrita à terceira idade.

Os custos associados ao tratamento também são elevados. Entre 2019 e setembro de 2024, as internações por AVC consumiram mais de 680 mil diárias hospitalares no país, sendo um quarto delas em unidades de terapia intensiva. Os gastos ultrapassaram R$ 910 milhões e seguem em trajetória de crescimento.

Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento de estratégias de prevenção e resposta rápida. O controle de doenças crônicas na atenção primária, a ampliação da rede de diagnóstico, o acesso à reabilitação e a conscientização da população sobre os sinais de alerta são apontados como medidas essenciais para conter o avanço da doença.

O dia 29 de outubro marca o Dia Mundial de Combate ao AVC, mas os números indicam que o enfrentamento precisa ser permanente. Enquanto o acesso ao atendimento adequado não for ampliado e os fatores de risco continuarem sem controle, o país seguirá registrando perdas evitáveis para uma doença que já é amplamente conhecida e, em muitos casos, prevenível.

 

Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem, após pedido da Polícia Federal (PF), a abertura de um inquérito para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção. Lulinha, como é conhecido o primogênito do petista, já era alvo de uma investigação que busca esclarecer as fraudes nos descontos de aposentados do INSS. A PF, porém, abriu um novo caminho ao associar possíveis ilícitos na conduta de Lulinha na comercialização de cannabis medicinal a conexões com servidores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. Ele nega qualquer irregularidade, enquanto o presidente afirmou ontem que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.

A informação sobre o inquérito foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. Ele teria atuado com Roberta Luchsinger — dona de uma consultoria especializada em fazer a ponte entre empresários e órgãos públicos —, além do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para favorecer interessados na comercialização do canabidiol, substância natural extraída da planta da maconha com diversas aplicações clínicas. Antunes já tinha longa trajetória no ramo farmacêutico, mas vinha tentando se firmar no mercado por meio da sua empresa, a World Cannabis.

Autorizada a pouco mais de dois meses das eleições, a nova investigação mirando Lulinha amplia as dimensões políticas do caso. Instaurada em agosto do ano passado, a CPI do INSS já havia ocasionado uma série de desgastes ao governo ao aprovar uma sucessão de requerimentos de quebra de sigilo e convocação de pessoas ligadas ao escândalo, como Roberta e o próprio Lulinha.

Ao longo da investigação, medidas de quebra de sigilo envolvendo pessoas próximas ao filho do presidente também geraram disputas no Supremo. Em março, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal determinada pela CPI em relação a Roberta, por entender que a comissão não apresentou fundamentação individualizada para a medida. Em seguida, a defesa de Lulinha pleiteou a extensão da decisão ao cliente, em deliberação que acabou suspensa após o ministro Gilmar Mendes levar o processo ao plenário físico do STF.

Segundo fontes com interlocução no Supremo, movimentações da PF ao avançar nos trabalhos foram criticadas internamente. Ao seguir uma trilha diferente da apuração original relativa ao INSS, a corporação pediu a redistribuição do caso Lulinha, que até então estava sob a relatoria de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) anuiu, mas, após sorteio, o inquérito caiu novamente com o magistrado, que autorizou ontem a abertura da investigação.

As apurações tiveram como ponto de partida mensagens e movimentações financeiras identificadas pela PF. A corporação apura pagamentos feitos por firmas ligadas a Antunes a uma empresa de Roberta, além de uma mensagem em que o lobista afirma que uma transferência de R$ 300 mil seria destinada ao “filho do rapaz”. Os agentes tentam esclarecer se a referência dizia respeito a Lulinha.

Em depoimento à PF, no entanto, Roberta afirmou que os pagamentos recebidos remuneravam consultorias relacionadas ao mercado de cannabis medicinal e negou ter repassado qualquer valor a Lulinha. Ela também disse que apresentou o filho do presidente ao empresário antes de qualquer suspeita sobre o esquema e que rompeu relações com Antunes após a deflagração da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de desvios de recursos do INSS.

Na mesma oitiva, a empresária relatou que Lulinha tinha uma “curiosidade” sobre o assunto em razão de alguns dos seus familiares fazerem tratamento com medicamentos à base de cannabis. Isso teria levado o Careca do INSS a convidar o filho do presidente para uma viagem à Europa, em novembro de 2024, ainda de acordo com a versão dela.

Roberta prestou serviços de consultoria a Antunes, recebendo R$ 1,5 milhão em cinco parcelas de R$ 300 mil. Os dados constam da quebra do sigilo fiscal do lobista. O trabalho previa tentar viabilizar um contrato no Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos feitos de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS) — o plano, entretanto, não foi adiante. Um áudio de WhatsApp, obtido pelo GLOBO, mostra Roberta tratando com Antunes sobre maneiras de conseguir um acordo mais vantajoso:

— Devido ao cenário de emergência, podemos criar um documento bem robusto pedindo dispensa de licitação.

No pedido apresentado a Mendonça, a Polícia Federal solicitou autorização para compartilhar as provas produzidas na Operação Sem Desconto. Uma testemunha relatou, por exemplo, que Roberta seria o elo entre o lobista e o filho de Lula. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial.

Procurada, a defesa de Lulinha alegou que não teve acesso ao pedido da PF e que, sem conhecer os autos, não pode comentar concretamente a investigação. O advogado Guilherme Suguimori Santos afirmou, no entanto, que será preciso esclarecer qual seria a justificativa para a competência do STF e sustentou que a abertura de um novo inquérito, caso confirmada, demonstraria que a Operação Sem Desconto não encontrou qualquer elemento que ligasse Lulinha às fraudes no INSS. Segundo ele, o empresário “nunca teve relação nenhuma com esse escândalo” e uma nova apuração poderia configurar uma “pescaria probatória”.

A defesa de Roberta, por sua vez, disse não ter sido informada da instauração do novo inquérito e afirmou que os fatos relacionados aos repasses do INSS e ao eventual desvio de verbas públicas já são objeto de investigações em andamento. Em nota enviada pelo advogado Bruno Salles Ribeiro, a defesa sustentou que “não haveria razão para a instauração de um novo inquérito” e comparou a hipótese a uma “investigação em melhor de três”, afirmando que a reabertura de apurações encerradas às vésperas do processo eleitoral não faria sentido, a não ser para exploração política. Já a defesa de Antunes informou não ter conhecimento sobre o tema, nem sobre tal pedido.

Horas após a abertura do inquérito vir à tona, Lula comentou as acusações contra o filho ao participar de um podcast. O petista contou que o filho “jura todo dia” não ter cometido irregularidades, mas frisou que o herdeiro “não tem o direito de errar”.

— Se for culpado, ele vai ter que pagar como todo mundo — disse o petista ao Inteligência Ltda.

(Colaborou Sérgio Roxo)

 

STF libera inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF).

Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula.

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo Careca do INSS para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao Careca do INSS. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

A PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”.

– Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. “Não achei nada aqui e vou procurar ali”. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos – afirmou.

*AE

Lula mantém sigilo de 100 anos sobre visitas a Vorcaro na PF

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, manteve o sigilo de 100 anos imposto pela Polícia Federal aos registros de visita de Daniel Vorcaro durante os três meses em que o banqueiro esteve detido em uma sala na Superintendência da PF, em Brasília. A informação foi confirmada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A justificativa foi a de preservar as informações “pessoais relacionadas à intimidade e à vida privada” do ex-dono do Banco Master. A decisão ocorreu após a análise de um recurso movido pela coluna da jornalista com base na Lei de Acesso à Informação sobre o tema.

Vorcaro permaneceu na Superintendência da PF em Brasília enquanto tentava negociar um acordo de colaboração premiada em março deste ano. Após duas tentativas frustradas, ele foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como Papudinha, onde Jair Bolsonaro cumpria pena em regime fechado.

O pedido para ter acesso à lista de visitantes durante o período ocorreu após circular o boato de que a constante visita de advogados ligados a políticos a Vorcaro teria irritado os investigadores da PF.

Na negativa apresentada pelo Ministério da Justiça, a pasta justificou que a solicitação de “tais informações ultrapassam a simples identificação de atos administrativos e permitem conhecer aspectos da vida privada dos envolvidos, revelando vínculos familiares, afetivos, sociais ou profissionais mantidos com a pessoa custodiada”.

Com informações do Infomoney

Flávio: “A democracia em nosso país está esculhambada”

O senador Flávio Bolsonaro foi escolhido na convenção do PL e é oficialmente candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal. Durante o discurso, o presidenciável fez críticas à atual gestão e projetou um futuro difícil em caso de reeleição do atual presidente.

Para Flávio, um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode privar a liberdade de expressão. Flávio também demonstrou preocupação com relação à escolha dos ministros do STF.

 Se eu não for o Presidente da República, vocês nunca mais poderão escrever com liberdade o que pensam nas redes sociais. Porque é isso que o Lula vai fazer a partir do ano que vem. Ainda mais com a possibilidade de indicar quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Imagina ele indicando mais quatro Alexandres de Moraes. Pra onde esse país vai? — afirmou.

Flávio também convidou os presentes a se colocarem no lugar do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usarem a figura dele como inspiração.

— Pensem como está agora Jair Messias Bolsonaro nesse momento. E se inspirem na resiliência e na força dele, na coragem dele, pra gente junto resgatar o nosso Brasil. Porque o nosso Brasil tem futuro, sim. E ele começa agora, com cada um de vocês aqui presentes — convocou.

O candidato finalizou o evento repetindo um dos lemas das campanhas de Jair e do Partido Liberal.

— Deus, Pátria, Família, Liberdade e futuro pro nosso Brasil! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Vamos resgatar o Brasil, é agora! — finalizou.

O encontro que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ocorreu na Arena Pacaembu, em São Paulo, e contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de parlamentares e dirigentes do PL. Flávio ainda não decidiu quem será seu ou sua vice.

As convenções partidárias seguem até o dia 5 de agosto. Após esse período, os partidos deverão registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral, e a propaganda eleitoral terá início em 16 de agosto.

Grupo mata professora na Bahia e corta dedos para sacar dinheiro

A Polícia Civil da Bahia concluiu a investigação sobre o assassinato da professora aposentada Vivaldina Jesus Bonfim, de 64 anos, morta com golpes de picareta dentro de casa, em Santa Rita de Cássia, no oeste do estado, em 7 de junho. O caso foi enquadrado como latrocínio (roubo seguido de morte), e os quatro suspeitos, presos entre os dias 20 de junho e 3 de julho, também foram indiciados por associação criminosa, na quinta-feira (23).

De acordo com a investigação, além de roubarem dinheiro e objetos da vítima, os criminosos arrancaram quatro dedos da mão direita de Vivaldina para desbloquear a biometria bancária e realizar três saques que somaram R$ 18 mil. As imagens das operações em caixas eletrônicos foram fundamentais para a identificação do grupo.

Segundo a polícia, o crime foi planejado após uma afilhada da vítima acreditar que ela escondia dinheiro e joias em um cômodo da residência.

Dois homens invadiram a casa sob o pretexto de realizar um serviço, agrediram e mataram a professora. Em seguida, as duas mulheres envolvidas ajudaram a ocultar o corpo, retirar cartões bancários e levar os dedos da vítima para facilitar os saques, realizados em Barreiras nos dias seguintes.

Os investigados ainda não apresentaram defesa e deverão ser representados pela Defensoria Pública da Bahia durante o processo.

Flávio reforça segurança após aumento nas ameaças de morte

Um levantamento feito pela equipe de inteligência da Polícia do Senado Federal apontou um crescimento no número de ameaças e incitações de ódio ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desde o início de junho. O levantamento registrou mais de 2 mil conteúdos entre ameaças explícitas, incitações à violência, referências codificadas e manifestações associadas a tentativas de ataques contra o senador.

Diante desse alerta, novas medidas de segurança passam a ser adotadas pela equipe de segurança do senador, como a ampliação do efetivo, com o triplo de policiais destacados, e o uso permanente do colete balístico por Flávio Bolsonaro.

Os registros que atentam contra a vida de Flávio estão distribuídos da seguinte forma: 868 ameaças explícitas; 647 manifestações de incitação à violência; 640 referências codificadas; e 133 conteúdos relacionados a planejamento ou oportunidade de ataques.

— Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão de resgatar o Brasil — afirmou Flávio, que rotineiramente precisa sair às ruas com colete à prova de balas.

A segurança do pré-candidato é feita exclusivamente pela Polícia do Senado Federal. A instituição realiza este trabalho há oito anos e, assim, permanecerá ao longo de 2026. É importante destacar que a essência da Polícia do Senado é justamente a proteção a autoridades, função na qual a instituição é reconhecida como uma das forças mais bem preparadas e especializadas do país.

A corporação utiliza tecnologia, monitoramento, equipamentos de ponta, veículos blindados e armamentos de grosso calibre para suas atividades. A equipe conta com formação específica de inteligência, além de inúmeros cursos e treinamentos no Brasil e no exterior, que a capacitam para a função de forma destacada.

A escalada do discurso de ódio acontece simultaneamente às declarações recentes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que por mais de uma vez se utilizou da expressão que “antigamente traidor era enforcado” ao criticar integrantes da oposição e fazer referências à família Bolsonaro.

A primeira declaração ocorreu no início de junho, durante evento público em Catalão, em Goiás. A fala em tom de ameaça foi reprisada na última segunda-feira (20), em Brasília, durante a convenção nacional do PDT. A equipe jurídica da pré-campanha, diante do risco iminente à vida do senador, já acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula por crime de incitação à violência.

O crescimento das ocorrências observado pelo monitoramento após esses pronunciamentos reforça o alerta sobre o impacto concreto da retórica política no ambiente de segurança. Na avaliação da equipe de segurança do pré-candidato, a repetição dessa linguagem em discursos públicos pode produzir o chamado “efeito apito de cachorro”. A expressão é utilizada na comunicação política para caracterizar mensagens que, embora possam ter uma interpretação geral, transmitem um sinal específico a determinados grupos.

Entre as novas medidas para segurança de Flávio também está o incremento no número de armamentos e equipamentos usados para garantir a segurança do pré-candidato, assim como na quantidade de viaturas; e, em Brasília, um centro de comando, 24 horas por dia, passa a cuidar do monitoramento e acompanhamento do candidato junto às equipes de campo, auxiliando na logística de forma online e imediata.

Convenções partidárias para as eleições de 2026 começam nesta segunda-feira (20)

As convenções partidárias de 2026 começam na próxima segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto. Nesse período, partidos políticos e federações definirão os candidatos que disputarão as eleições de outubro, além de deliberarem sobre coligações e outros aspectos da organização da campanha eleitoral.

A escolha nas convenções é uma etapa obrigatória para quem pretende concorrer nas eleições. Somente os nomes aprovados pelos partidos poderão solicitar registro de candidatura à Justiça Eleitoral.

O que será definido nas convenções

Durante os encontros, os partidos escolherão os candidatos aos seguintes cargos:

  • presidente da República;
  • governador;
  • senador (duas vagas por estado);
  • deputado federal;
  • deputado estadual e deputado distrital, no caso do Distrito Federal.

Também será definida a numeração dos candidatos na urna eletrônica e, quando houver, a composição de coligações e a organização das federações partidárias.

Calendário eleitoral

Após o encerramento das convenções, os partidos deverão registrar os candidatos na Justiça Eleitoral até 16 de agosto.

A campanha eleitoral terá início oficialmente em 17 de agosto, quando passam a ser permitidas propagandas eleitorais e a realização de atos de campanha nas ruas e na internet.

Principais convenções da disputa presidencial

Os principais pré-candidatos à Presidência da República já definiram as datas de suas convenções nacionais:

  • 25 de julho: Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo;
  • 26 de julho: Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo;
  • 27 de julho: Romeu Zema (Novo), em Brasília;
  • 1º de agosto: Renan Santos (Missão), em São Paulo;
  • 2 de agosto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo.

Cada partido tem autonomia para definir o formato da convenção, que pode ser presencial, virtual ou híbrido.

Regras das convenções partidárias

As convenções seguem normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Entre as principais exigências estão:

  • elaboração de uma ata com os nomes dos candidatos escolhidos e os cargos que disputarão;
  • envio da ata à Justiça Eleitoral até o dia seguinte à convenção, com posterior publicação no sistema DivulgaCandContas;
  • publicação da lista de presença dos participantes;
  • manutenção da regularidade jurídica do partido ou da federação perante a Justiça Eleitoral;
  • possibilidade de utilização gratuita de prédios públicos, desde que haja comunicação prévia ao responsável pelo espaço e ressarcimento de eventuais danos.

Além disso, os partidos devem respeitar a regra que determina o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo nas disputas proporcionais, como as de deputado federal e deputado estadual.

Propaganda interna é permitida antes das convenções

Nos 15 dias que antecedem as convenções, os filiados que pretendem disputar uma vaga podem realizar propaganda intrapartidária destinada exclusivamente aos integrantes do partido. O objetivo é buscar apoio interno para serem escolhidos como candidatos oficiais da legenda.