Suspeito de abusar as próprias filhas por mais de um ano é preso no Maranhão

Uma operação de inteligência da Polícia Civil resultou na prisão de um homem suspeito de estuprar as próprias filhas, na manhã da quinta-feira (21), no município de Buriticupu, no Maranhão. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva em aberto emitido pela Justiça do Pará, estado onde os crimes foram cometidos e registrados.

Os abusos começaram a ser investigados em 2023, logo após as autoridades tomarem conhecimento do caso. De acordo com o inquérito instaurado pela Polícia Civil do Pará, os crimes eram praticados de forma contínua e reiterada na residência da família, localizada na zona rural da cidade de Canaã dos Carajás. As vítimas tinham entre 12 e 13 anos na época em que os abusos começaram, em meados de 2022, e a situação de violência doméstica se estendeu por cerca de um ano e meio.

Investigação e captura no Maranhão

Após a descoberta dos crimes, o homem fugiu do território paraense. A equipe da Delegacia Regional de Buriticupu iniciou um monitoramento estratégico e uma investigação focada para localizar o paradeiro do suspeito, que tentava se esconder na região maranhense.

Depois de dias de diligências e acompanhamento tático por parte dos policiais civis, o foragido foi localizado e detido em via pública. De acordo com a polícia, ele não esboçou reação no momento da abordagem. O investigado foi conduzido à delegacia local para o cumprimento formal do mandado e, em seguida, transferido para uma unidade prisional da região, onde permanece recolhido e à disposição do Poder Judiciário.

Juiz que condenou pais disse que não gostar de funk é ‘preconceito’

A condenação de um casal de Jales, no interior de São Paulo, por manter as filhas em ensino domiciliar, teve diversos pontos bastante questionados nas redes sociais, mas o principal deles foi provavelmente o fato de o juiz do caso ter citado as preferências musicais das meninas como um dos elementos que justificou a sentença.

Segundo a advogada Isabelle Monteiro, que representa a família, o magistrado apontou na decisão que o fato de as filhas do casal não gostarem de estilos como funk e sertanejo demonstraria “suposta discriminação e preconceito na educação” domiciliar ministrada pelos pais.

A sentença, proferida pelo juiz Júnior da Luz Miranda, da 2ª Vara Criminal de Jales, condenou os pais por abandono intelectual e determinou pena de 50 dias de detenção em regime inicial semiaberto, posteriormente suspensa por dois anos mediante prestação de serviços comunitários e matrícula obrigatória das adolescentes em escola regular.

Ainda de acordo com a defesa, a decisão também apontou ausência de conteúdos relacionados a sexualidade, gênero, cultura afro-brasileira, religiões e cinema nacional. Em outro ponto, o magistrado teria entendido que as atividades artísticas oferecidas às meninas se restringiam à música e à arte sacra, sem abordar dança e teatro.

Os pais afirmam, porém, que as filhas recebem formação em casa que inclui disciplinas como português, matemática, história, geografia, ciências e educação física. Além disso, elas estudam inglês, latim, piano e participariam de aulas de canto coral na igreja frequentada pela família.

A mãe das adolescentes, formada inicialmente em ciências contábeis, cursou matemática e pedagogia para atuar diretamente na educação das meninas. Segundo a família, as adolescentes leem cerca de 30 livros por ano, utilizam enciclopédias e pesquisas na internet como complemento dos estudos e participam de atividades externas, como catequese e passeios culturais.

O caso ocorre em meio ao debate nacional sobre homeschooling. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a prática não é inconstitucional, mas afirmou que ela depende de regulamentação federal específica. Atualmente, o principal projeto sobre educação domiciliar segue parado no Senado Federal.

Traficantes invadem enterro e metralham caixão de adolescente na Bahia; veja vídeo

 

O enterro de um adolescente apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV) terminou em pânico e correria na manhã desta quinta-feira (21), em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caixão de Uanderson Nascimento Lima, conhecido como “Maquinista”, foi atingido por diversos disparos de arma de fogo durante o sepultamento.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que vários tiros são disparados dentro do cemitério. Nas imagens, é possível ouvir a sequência de estampidos enquanto familiares e pessoas que acompanhavam o enterro correm para tentar escapar.

Os tiros teriam sido efetuados por integrantes de uma facção rival do CV. Após o ataque, os suspeitos fugiram do local e o caixão ficou completamente perfurado. Polícia Militar da Bahia (PM) e Polícia Civil (PC) foram procurada para responder sobre o caso, mas não deram retorno até o fechamento desta matéria.

Uanderson morreu na última terça-feira (19), após uma troca de tiros com policiais militares no bairro Concórdia, em Dias d’Ávila. Conforme informações da Polícia Militar, equipes da 36ª CIPM realizavam patrulhamento tático quando encontraram homens armados na região. Os suspeitos abriram fogo contra as guarnições ao perceberem a aproximação policial, dando início ao confronto. Depois da troca de tiros, Uanderson foi encontrado ferido e levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu.

Com ele, os policiais afirmam ter apreendido um revólver da marca Rossi, 84 embalagens com substância semelhante a crack, 57 porções e três embalagens contendo material análogo à cocaína, além de dois celulares. Todo o material recolhido foi encaminhado para a 25ª Delegacia Territorial de Dias d’Ávila, onde a ocorrência foi registrada.

Quaest: Para 46%, economia teve piora nos últimos 12 meses

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) apontou que a avaliação dos brasileiros sobre a economia segue majoritariamente negativa Quase metade dos entrevistados (46%) avalia que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, percentual superior aos 22% que dizem que o cenário melhorou. Outros 29% afirmam que a situação permaneceu igual.

A inflação dos alimentos continua como um dos principais pontos de incômodo para a população. Para 69%, os preços nos mercados subiram no último mês, enquanto apenas 8% disseram ter percebido queda. Outros 21% afirmaram que os preços ficaram estáveis.

A deterioração da percepção econômica também aparece no bolso. Para 69% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor do que há um ano. Apenas 11% dizem conseguir comprar mais com a renda atual, enquanto 19% afirmam que a capacidade de consumo permaneceu igual.

A percepção sobre renda acompanha esse diagnóstico. Um terço dos brasileiros (33%) afirma que a renda não aumentou no último ano, enquanto 25% dizem que os ganhos cresceram, mas em ritmo inferior ao custo de vida. Outros 31% avaliam que a renda subiu na mesma proporção das despesas, e apenas 9% relatam aumento acima da inflação percebida.

No mercado de trabalho, o sentimento também segue mais pessimista. Para 51%, está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, ante 38% que enxergam melhora.

IMPOSTO DE RENDA
O levantamento também mediu a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), pauta importante para o governo federal. Dois terços dos entrevistados (67%) disseram não ter sido beneficiados diretamente pela medida, enquanto 30% afirmaram ter sentido algum impacto positivo.

Entre aqueles que relatam ter sido alcançados pela mudança, 45% disseram não perceber diferença relevante na renda. Já 33% afirmaram que a renda aumentou, mas sem grande impacto, e 21% disseram ter notado aumento significativo.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

EUA monitora ação de Moraes contra jornalista maranhense

O governo dos Estados Unidos acompanha a investigação aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida. O caso passou a ser observado pela gestão do presidente Donald Trump enquanto autoridades americanas avaliam a possibilidade de retomar sanções da Lei Magnitsky contra o magistrado.

As informações foram coletadas pelo jornalista Paulo Cappelli, do Correio da Manhã, junto a integrantes do governo norte-americano, há análise sobre possível violação à liberdade de expressão e intimidação da imprensa no caso envolvendo o comunicador maranhense.

A investigação teve início após uma reportagem publicada por Luís Pablo sobre o suposto uso de carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. Em março deste ano, Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal na residência do jornalista, apontando indícios do crime de perseguição.

Ao Pleno.News, Luís Pablo relatou como soube que o caso havia chegado ao conhecimento do governo americano.

– O Capelli me ligou um dia antes pra perguntar como estava meu caso. Eu falei pra ele. No dia seguinte ele publicou a reportagem. Eu tomei um susto, não imaginei essa proporção. Liguei pra ele pra perguntar como surgiu essa pauta. Ele me disse que entrou em contato com eles (do governo do EUA) pra perguntar sobre a Lei Magnitsky contra Moraes. Aí o pessoal do governo informou que o Trump está analisando enquadrar o ministro novamente na lei e que tocaram no meu caso de forma espontânea. Disseram que o governo está acompanhado o caso do jornalista que foi algo de Moraes. Foi assim que surgiu essa pauta.

Segundo fontes ligadas ao governo americano, nos Estados Unidos existe entendimento de que jornalistas podem responder judicialmente por conteúdos publicados. No entanto, a abertura de inquérito por perseguição e a realização de busca e apreensão despertaram atenção em Washington.

Ainda de acordo com interlocutores, a investigação conduzida por Moraes pode ser anexada a outras denúncias envolvendo supostos abusos atribuídos ao ministro. Apesar disso, não há prazo definido para eventual retomada das sanções previstas na Lei Magnitsky.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu dois celulares, um MacBook e um HD externo do jornalista. Moraes autorizou a devolução dos equipamentos após a extração dos dados.

Sobre a devolução, Luís Pablo afirmou que ainda aguarda parte dos aparelhos.

– Ainda não pegou os equipamentos. O MacBook e HD externo estão aqui, em São Luís (MA). Os dois celulares estão em Belém (PA). Encaminharam os celulares via os Correios pra cá. Eu estou aguardando. Sobre meu processo estou esperando o relatório final da PF para saber se seria denunciado ou não. Aí depois veio o parecer da PGR e a decisão do ministro Moraes – disse o jornalista ao Pleno.News.

Na decisão, Moraes afirmou que o comunicador atentou “contra a liberdade individual e pessoal de ministro do Supremo Tribunal Federal”, mencionando suposto acesso a informações sensíveis, além de indícios de monitoramento e acompanhamento de veículo utilizado por Flávio Dino.

Brasil tem 1° trimestre mais letal da série histórica de feminicídios

O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, um total de 399 mulheres vítimas de feminicídio em território nacional. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa alta de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025 e marca o primeiro trimestre mais letal desde o início da série histórica, em 2015.

Há dez anos, o país havia registrado 125 vítimas nos três primeiros meses do ano. Desde então, os números vêm crescendo de forma consistente e superaram, em 2026, os recordes anteriores observados em 2022, com 372 casos, e em 2024, com 384.

Os dados são compilados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), a partir de informações enviadas por estados, Distrito Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Janeiro foi o mês mais violento do período, com 142 casos registrados. Em fevereiro, houve 123 vítimas, seguido de nova alta em março, que fechou com 134 ocorrências. O avanço acompanha a tendência observada no ano passado. Em 2025, o Brasil já havia registrado recorde anual de feminicídios, com 1.470 casos contabilizados entre janeiro e dezembro, superando a marca anterior de 1.464 registros em 2024.

No recorte por estados, São Paulo lidera em número absoluto de feminicídios no primeiro trimestre, com 86 vítimas. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 42 casos; Paraná, com 33; Bahia, com 25; e Rio Grande do Sul, com 24 ocorrências. Apenas dois estados não registraram feminicídios no período: Acre e Roraima.

Embora não concentre o maior número total de casos, o Amapá apresentou o maior crescimento proporcional no país. O estado registrou sete feminicídios entre janeiro e março de 2026, contra dois casos no mesmo período do ano anterior, alta de 250%.

PT cometeu erro ao não assinar CPI do Master, diz Edinho Silva

Após uma sequência de derrotas relevantes para o governo, o presidente do PT, Edinho Silva, avaliou como um equívoco a decisão de parlamentares da sigla de não apoiarem o pedido de criação da CPI do Banco Master. Ele afirmou que, diante da gravidade das denúncias, o partido deveria ter participado ativamente da articulação para instalar a comissão de investigação.

O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu – disse Edinho em entrevista ao Estadão.

Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teve papel central em movimentos que resultaram em reveses ao Palácio do Planalto. Entre eles, costurou um acordo com a oposição que acabou barrando o avanço da CPI voltada a apurar irregularidades envolvendo o Banco Master.

Ainda nesse contexto, decisões lideradas por Alcolumbre ampliaram a pressão sobre o governo. Na última quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia seguinte, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um projeto que reduz penas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Um tempo de fôlego para quem nunca para de lutar

Há pessoas que vivem em constante estado de batalha. Lutam pela família, pelo trabalho, pela saúde, pelas contas, pela paz interior, pelo ministério… São homens e mulheres que acordam cansados e dormem preocupados.

Por fora seguem firmes, mas por dentro carregam um peso silencioso. Para quem vive assim, a Palavra de Deus traz uma mensagem necessária: existe um tempo de fôlego preparado pelo Senhor. A vida não foi criada para ser uma corrida sem pausas. Até a alma precisa respirar.

Muitas vezes, quem nunca para de lutar acredita que descansar é sinal de fraqueza. Mas isso não é verdade. O descanso saudável é parte da cura emocional e espiritual.

Jesus nos fez um convite incrível que precisamos usufruir: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mateus 11:28).

Nosso Deus não repreende os cansados; Ele os acolhe. O cansaço não é fracasso. O próprio Cristo precisou parar para descansar. Em muitos casos, aliás, é apenas o sinal de que você carregou peso demais por tempo demais.

Como psicóloga, vejo ainda outro ponto de vista: o corpo e a mente também pedem socorro quando os limites são ignorados. Ansiedade constante, irritação, insônia, desânimo e sensação de esgotamento podem surgir quando alguém vive em modo de sobrevivência por tempo prolongado.

Deus nos criou com limites emocionais. Reconhecer isso não diminui a fé de ninguém. Pelo contrário, mostra sabedoria. A Bíblia declara: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23).

Há momentos em que Deus não nos chama para correr mais rápido, mas para parar e recuperar as forças. Foi assim com o profeta Elias, lembra? Depois de grandes batalhas emocionais precisou descansar, alimentar-se e ouvir a voz suave do Senhor (1 Reis 19). Antes de dar novas missões, Deus cuidou do homem ferido. Isso revela algo precioso: o Senhor não vê apenas o que você produz, Ele vê o que você sente. Deus também trata exaustos.

Talvez esse seja o seu tempo de fôlego. Tempo de reorganizar prioridades, pedir ajuda, silenciar ruídos, diminuir culpas e entender que você não precisa resolver tudo sozinho. O Salmo 46:10 aconselha: “Aquietem-se e saibam que eu sou Deus.” Há vitórias que nascem não do excesso de esforço, mas da confiança renovada. Respirar fundo também é ato de fé.

Existe um novo fôlego para você. Não desista, mas também não se abandone.

O Pai ama você!

 

Darci Lourenção (@pra_darci_lourencao) é psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor”, “Viva sem compulsão” e “Devocional Minha Família no Altar”.

Jovem completa 22 anos e celebra aniversário com tema Bolsonaro

 

A jovem Vitória Rezende de Sena completou 22 anos neste sábado (2) e decidiu celebrar a data especial em tom verde e amarelo, tendo como tema o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Vitória, que é estudante de nutrição, é carioca, do bairro do Flamengo, na Zona Sul da cidade, mas vive com a família em Laranjal, na Zona da Mata mineira, há nove anos.

Além das cores da bandeira do Brasil, o bolo da festa continha diversas referências a Bolsonaro, como o número do partido — que também é a idade de Vitória — e a frase “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Segundo a mãe da jovem, Luciana Santiago, a família é admiradora de Jair desde que ele assumiu a presidência em 2018.

— Desde quando Bolsonaro foi presidente, nós o admiramos demais! Somos patriotas em busca de um Brasil melhor e temos fé que logo estará solto e Flávio será nosso próximo presidente — disse.

Luciana disse ainda que foi a própria filha quem escolheu o tema do aniversário.

— Ela me pediu o tema em homenagem a ele nos 22 anos e ficou feliz da vida com o resultado — destacou.

Jair Bolsonaro se recupera de uma cirurgia no ombro, em sua residência, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar, inicialmente, até o fim de junho.

Lula desperdiça R$ 260 milhões com demora na compra de vacina

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a demora do Ministério da Saúde na contratação de vacinas contra a Covid-19 contribuiu para o desperdício de pelo menos R$ 260 milhões em doses da Coronavac. Comprados em 2023, no governo Lula (PT), após um processo que levou mais de sete meses, os imunizantes chegaram com validade curta.

Além disso, o momento era de baixa utilização no SUS. Do total de 10 milhões de doses adquiridas, cerca de 8 milhões nem chegaram a ser distribuídas e acabaram descartadas após o vencimento.

O relatório técnico do TCU atribui a principal responsabilidade à lentidão na formalização do contrato, embora ressalte que o cenário exigia cautela, já que havia risco de formação de estoques elevados e sem possibilidade de troca.

O ministério afirma que herdou problemas na gestão de estoques e que seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, além de destacar incertezas sobre a demanda e variantes do vírus. Auditorias, porém, indicam que a própria pasta já previa baixa adesão à vacinação.

O caso segue em análise, com o TCU cobrando explicações de ex-gestores da área de compras. A Corte avalia possíveis falhas na condução do processo, mas, por ora, entende que a perda das vacinas resultou de múltiplos fatores e ainda não determinou ressarcimento.