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Preços de diesel, gasolina e etanol têm 4ª semana de queda nos postos, diz ANP

Os preços do óleo diesel, gasolina e etanol nos postos de combustíveis do Brasil tiveram leve retração nesta semana, a quarta consecutiva de baixa, de acordo com dados publicados nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo levantamento da reguladora, o valor médio do diesel ao longo da última semana foi de R$ 4,184 por litro, queda de 0,66% em relação à semana anterior. Com o movimento, a cotação do combustível mais consumido do país atingiu o menor nível desde a semana encerrada em 27 de fevereiro.

Na máxima atingida neste ano, após seguidos aumentos que desencadearam ameaças de greves de caminhoneiros e levaram o presidente Jair Bolsonaro a alterar o comando da Petrobras, o diesel atingiu preço médio nos postos de R$ 4,274/litro, em meados de março.

A gasolina, por sua vez, registrou nesta semana preço médio de R$ 5,427 por litro nas bombas, menor patamar desde o início de março, com queda de quase 0,4% na comparação semanal.
Em meados do mês passado, no pico de 2021 até o momento, o litro do combustível havia se aproximado de R$ 5,60, segundo a ANP.

A tendência de queda também continuou sendo vista no etanol hidratado, concorrente direto da gasolina nos postos. Conforme o levantamento, o biocombustível fechou a semana com preço médio de R$ 3,758, baixa de 1,2% em relação à pesquisa anterior.

O movimento recente de queda nos combustíveis ocorre após a Petrobras ter reduzido por duas vezes seguidas os preços do diesel e da gasolina em suas refinarias — no final de março e no início deste mês. Na quinta-feira, porém, a estatal comunicou um novo aumento, aplicado a partir desta sexta-feira.

Com o novo reajuste, o diesel da Petrobras passou a custar R$ 2,76 por litro, enquanto a gasolina foi para R$ 2,64/litro. Os combustíveis acumulam altas na refinaria de 36% e 43,5% no ano, respectivamente.

A Petrobras defende que seus reajustes buscam seguir os valores de paridade internacional, influenciados por fatores como a cotação do petróleo no mercado externo e a taxa de câmbio.

Os preços nos postos, por outro lado, não acompanham necessariamente e de imediato os valores nas refinarias, e dependem de uma série de fatores, incluindo impostos, mistura de biocombustíveis e margens de distribuição.

Quem é formalizado no MEI tem direito de receber PIS e FGTS?

O MEI-Microempreendedor Individual foi criado no Brasil para que os trabalhadores informais pudessem legalizar suas atividades e, principalmente, promover esta formalização com uma carga tributária reduzida.

No entanto, diante disso surgiram muitas dúvidas em relação ao direito de receber alguns benefícios como o PIS e o FGTS. Nesse artigo vamos te explicar sobre esse assunto, confira.

Quais os direitos do MEI?

Através da contribuição mensal ao INSS feita por meio de pagamento da guia do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) o microempreendedor pode acessar os seguintes benefícios do INSS, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, auxílio-doença, além de poder receber auxílio-reclusão e pensão por morte.

No entanto, apenas sendo MEI o cidadão não terá direitos a benefícios como o PIS-Programa de Integração Social e ao FGTS-Fundo Nacional do Seguro Social. Esses benefícios são pagos apenas aos trabalhadores regidos pela CLT, ou seja, que trabalham de carteira assinada.

É possível ser MEI e ter carteira assinada ao mesmo tempo?

A resposta é sim, quem trabalha de carteira assinada também pode se formalizar como um Microempreendedor Individual. Optando por essa opção o trabalhador manterá seus direitos da CLT, como receber FGTS, férias e 13º salário, no entanto é importante mencionar que nesse caso o trabalhador poderá deixar de receber o seguro-desemprego.

A perda do direito de receber o seguro em caso de demissão sem justa causa é pelo fato do MEI ser considerado uma fonte de renda extra para aquele trabalhador, sendo suficiente para se manter até encontrar um outro trabalho.

Caso esse trabalhador não tenha obtido faturamento com o MEI, é possível comprovar a situação financeira para solicitar o seguro-desemprego devido.

Em quais situações posso usar o saldo do FGTS?

Caso cumpra os requisitos relacionados a forma de demissão do trabalhador, o MEI que trabalha ou trabalhou de carteira assinada pode ter acesso ao saldo da sua conta do FGTS em algumas situações, confira as principais:

Demissão sem justa causa, rescisão por culpa recíproca ou força maior, rescisão antecipada ou término de contrato, extinção da empresa, falecimento do empregador individual, aposentadoria, conta inativa, falecimento do titular, HIV, câncer, suspensão do trabalho avulso, maiores de 70 anos, compra da casa própria,saque aniversário entre outras.

E sobre o PIS?

O microempreendedor que possuir vínculo trabalhista em alguma empresa e ser formalizado como MEI apenas para alguma atividade extra, poderá receber o PIS que é o Programa de Integração Social, caso se enquadre nos seguintes requisitos:

ter cinco anos ou mais de cadastro no PIS/PASEP, ter uma remuneração média que deve ser de pelo menos dois salários mínimos recebidos durante o ano-base e ter trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base da apuração. Além disso, o empregador precisa ainda ter informado os dados do empregado na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Como solicitar o PIS?

Caso o trabalhador cumpra todos esses critérios, poderá verificar a data que irá receber o PIS através do aplicativo Caixa Trabalhador, site da Caixa na opção consultar pagamento, no telefone de atendimento da Caixa através do número 0800 726 0207 ou nos postos da Superintendência Regional do Trabalho.

Fonte:jornal contábil

Vacina contra Covid-19 x vacina contra a gripe: o que você precisa saber

Ambas as campanhas pretendem imunizar quase 80 milhões de pessoas, o que leva a um duplo desafio para as autoridades de saúde pública brasileiras. O Ministério da Saúde pretende vacinar contra a gripe 90% dos públicos-alvo até 9 de julho (veja quadro abaixo)

Além da grande escala, surgem dúvidas se há necessidade de se tomar os dois imunizantes, qual deles priorizar neste momento, e se o Brasil terá capacidade de manter a vacinação contra Covid-19 e gripe ao mesmo tempo sem causar aglomerações.

“É importante salientar que a campanha de vacinação contra a gripe vai começar com grupos que não são prioritários para Covid-19. Isso foi feito exatamente para desvincular uma campanha da outra”, afirma Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

A vacinação contra Covid-19, que começou em janeiro na cidade de São Paulo e depois se espalhou pelo país, desde então tem idosos de diferentes faixas etárias como público prioritário, já que, segundo estudos, são eles que correm o maior risco de desenvolver casos graves e morrer pela doença.

Algumas cidades já começaram a também imunizar policiais e começarão a vacinar professores ainda em abril. Mas o ritmo da vacinação é diferente em estados e municípios em decorrência de falta ou atraso na entrega de doses vindo do Ministério da Saúde e das fabricantes, que dependem de insumos importados.

Neste contexto, entenda qual vacina se deve priorizar neste momento, se é possível tomar as vacinas em conjunto, e quem poderá tomar ambas as doses.

Qual vacina tomar primeiro?

Diante da gravidade da Covid-19 e da ausência de estudos sobre a coadministração das vacinas da gripe e da Covid-19, o Ministério da Saúde recomenda que se dê prioridade à vacinação contra a Covid-19, e somente depois tomar a vacina da gripe.

“Para pessoas que fazem parte do grupo prioritário da vacinação contra influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19 devem ser priorizadas as doses contra a Covid-19 e agendada a vacina contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas”, segundo nota do Ministério da Saúde.

Posso tomar as duas vacinas ao mesmo tempo?

Não é recomendado pelo Ministério da Saúde e por entidades de classe como a Sociedade Brasileira de Imunizações. Isso porque faltam estudos que comprovem a segurança e a eficácia das vacinas contra Covid-19 nessas situações, bem como para facilitar o monitoramento de eventos adversos pós-vacinação.

Em nota enviada à SBIM, entretanto, o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, ressalta que a contraindicação não é absoluta. Em situações emergenciais, a exemplo da administração de soros antiofídicos ou vacina antirrábica para profilaxia pós-exposição, o intervalo mínimo preconizado (14 dias antes e depois) pode ser desconsiderado.

De acordo com o presidente da SBIM, a vacina que protege contra a gripe pode ser tomada a qualquer momento, desde que seja respeitado o intervalo de 14 dias em relação às doses da vacina contra a Covid-19.

Ele afirma que se o imunizante for aplicado depois da primeira dose da vacina de Covid-19, observando esse prazo, é preciso esperar mais 14 dias para receber a segunda dose da vacina contra o coronavírus.

“Se a vacina usada for a Coronavac, para a qual o intervalo costuma ser de três semanas entre as doses, não haverá tempo para receber a vacina da gripe entre a primeira e a segunda dose. Neste caso é preciso esperar a conclusão do esquema de dose da vacina Coronavac”, explicou Cunha à CNN.

Por que é importante tomar as duas vacinas?

Tanto a Covid-19 quanto a gripe são doenças respiratórias causadas, respectivamente, pelos vírus Sars-Cov-2 e Influenza, transmitidas por contato respiratório e que inicialmente podem ter quadros muitos parecidos.

“Sendo assim, todas as medidas que puderem ser tomadas para diminuir a incidência dessas doenças contribuirão para desafogar a rede de saúde, que já está bem comprometida pela situação da pandemia”, afirma Cunha.

Para o presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, tomar a vacina da gripe pode evitar complicações da doença e evitar as idas e vindas a hospitais por causa disso. As clínicas particulares já estão comercializando a vacina desde o mês de março.

“Imagina que já começamos a estação com hospitais lotados. Se eles ainda tiverem que lidar com mais casos de internação vai ser ainda mais complicado”, afirmou Barbosa em nota divulgada pela ABCVAC.

O Brasil tem capacidade para fazer as duas campanhas?

Segundo Cunha, não é novidade para o Programa Nacional de Imunizações fazer campanhas de vacinação simultâneas. O diferencial agora é que ambas são de grande escala e, por isso, serão necessárias várias parcerias para ganhar a capilaridade necessária. “Precisamos utilizar locais alternativos, voluntários de universidades, escolas técnicas, conselho de classe, drive thru. Temos que intensificar tudo isso para poder levar a frente essas duas campanhas de vacinação”, conclui.

Bolsonaro sanciona a nova Lei do Gás

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (8) o Projeto de Lei 4.476 de 2020, que trata do novo marco regulatório do setor de gás. A matéria teve votação concluída no Congresso Nacional no dia 17 de março. A informação foi dada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que esclareceu que não houve vetos presidenciais à nova lei.

O texto aprovado prevê, entre outras medidas, a desconcentração do mercado, não permitindo que uma mesma empresa possa atuar em todas as fases, da produção e extração até a distribuição; e o uso de autorização em vez da concessão para a exploração do transporte de gás natural pela iniciativa privada.

O novo marco regulatório do gás diz ainda que as autorizações não terão tempo definido de vigência e podem ser revogadas somente a pedido da empresa nas seguintes situações: se ela falir ou descumprir obrigações de forma grave; se o gasoduto for desativado ou se a empresa interferir ou sofrer interferência de outros agentes da indústria do gás.

De acordo com as novas regras, caso haja mais de um interessado para a construção de um gasoduto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá realizar processo seletivo público.

Segundo o texto da lei, a ANP deverá acompanhar o mercado de gás natural para estimular a competitividade e reduzir a concentração, usando mecanismos como a cessão compulsória de capacidade de transporte, escoamento da produção e processamento; obrigação de venda, em leilão, de parte dos volumes de comercialização detidos por empresas com elevada participação no mercado; e restrição à venda de gás natural entre produtores nas áreas de produção.

O governo federal informou que as estimativas projetadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) são de que este novo marco regulatório gere investimentos entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões, com a produção de gás natural triplicando até 2030. A nova Lei do Gás poderá gerar quatro milhões de empregos em cinco anos e acrescentar 0,5% de crescimento ao PIB nos próximos dez anos.

*Matéria atualizada às 20h44 para acrescentar informação de que não houve vetos por parte do presidente Jair Bolsonaro.

Saiba mais

Brasil chega a 20 milhões de pessoas vacinadas contra a Covid-19

Brasil chegou a marca de 20 milhões de pessoas vacinadas com ao menos uma dose do imunizante contra a Covid-19.Os dados foram divulgados pelo Consórcio de Veículos de Imprensa nesta segunda-feira, 5, e apontam que, no momento, o país tem 20.023.132 pessoas imunizadas, o que representa 9,46% da população. Apenas nas últimas 24 horas, 755.024 pessoas receberam a vacina, seja 548.406 delas a primeira dose e 206.178 a dose de reforço. Ao todo, 5.595.929 pessoas já receberam as duas doses da vacina, o que representa 2,64% dos brasileiros. O total de doses aplicadas até o momento é de 25.619.061. Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) divulgados às 18h desta segunda, o Brasil ultrapassou a marca de 13 milhões de casos de Covid-19 e soma, no momento, 332 mil mortos pela doença.

Veja quantas doses cada Estado aplicou até o momento:

  1. Mato Grosso: 350.647 (12,48% da população);
  2. Bahia: 1.735.679 (11,62%);
  3. Rio Grande do Sul: 1.263.468 (11,06%);
  4. Paraíba: 432.168 (10,7%);
  5. São Paulo: 4.938.851 (10,67%);
  6. Amazonas: 445.184 (10,58%);
  7. Paraná: 1.197.691 (10,4%);
  8. Ceará: 955.437 (10,4%);
  9. Distrito Federal: 310.734 (10,17%);
  10. Santa Catarina: 705.716 (9,73%);
  11. Pernambuco: 910.871 (9,47%);
  12. Espírito Santo: 383.547 (9,44%);
  13. Rio Grande do Norte: 330.076 (9,34%);
  14. Piauí: 290.609 (8,86%);
  15. Sergipe: 202.045 (8,71%);
  16. Alagoas: 280.657 (8,37%);
  17. Minas Gerais: 1.737.750 (8,16%);
  18. Pará: 686.131 (7,89%);
  19. Rio de Janeiro: 1.316.104 (7,58%);
  20. Goiás: 536.502 (7,54%);
  21. Roraima: 46.409 (7,35%);
  22. Tocantins: 104.111 (6,55%);
  23. Amapá: 55.032 (6,39%);
  24. Rondônia: 112.546 (6,26%);
  25. Maranhão: 440.986 (6,2%);
  26. Mato Grosso: 204.452 (5,8%);
  27. Acre: 49.729 (5,56%)

Bolsonaro bate Lula em audiência da live semanal no Facebook

A transmissão no Facebook a live de Bolsonaro teve 875.000 visualizações, 69.000 comentários e 28.000 compartilhamentos. A entrevista de Lula, transmitida na página da, Rádio BandNews FM, rendeu 261.000 visualizações, 32.000 comentários e 9.400 compartilhamentos.

As reações às lives no Facebook também dão vantagem ao atual presidente. O post de Bolsonaro teve 108.000 reações positivas (curtir e amei). A entrevista de Lula chegou a pouco mais de 12.000.

Fonte : O Poder

Avião Solidário da LATAM decola com mais de 220 mil doses de vacinas para o Maranhão

O Avião Solidário da LATAM decola novamente para levar esperança à população maranhense. Por meio da LATAM Cargo, o programa transporta hoje (dia 2º), para o estado do Maranhão, mais de 220 mil doses do imunizante a partir de São Paulo/Guarulhos. Confira aqui a programação dos novos voos.

Considerando esses novos embarques, a companhia já movimentou gratuitamente para os 27 estados brasileiros 18,5 milhões de doses a bordo de 185 voos desde 18 de janeiro. O volume corresponde a 50% de todas as vacinas transportadas pelo setor aéreo dentro do País até agora.

O Avião Solidário beneficia há 9 anos a América Latina e, por meio da LATAM Cargo, transportou nesta pandemia mais de 1 mil toneladas de cargas, como testes rápidos para Covid-19, medicamentos, máscaras, entre outros produtos, beneficiando o Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Argentina. O programa também levou de forma gratuita mais de 900 profissionais de saúde para atender às urgências da Covid-19 e mais de 500 pessoas com necessidades médicas diversas, como enfermidades ou cirurgias que requerem atendimento urgente.  o programa entregou 69 toneladas de insumos médicos, cilindros de oxigênio e respiradores.

Brasil abre 401 mil vagas de trabalho formal em fevereiro,foi o melhor para o mês em 30 anos aponta Caged

O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida (contratações menos desligamentos) de 401,6 mil vagas em fevereiro, antes de restrições de atividades terem sido intensificadas em março para conter o avanço da Covid-19. O Ministério da Economia já dá como certo o impacto das ações de isolamento nos dados a serem vistos nas próximas divulgações.

O resultado ficou acima do registrado em janeiro, (abertura de 258,1 mil postos de trabalho, com ajustes nos números para receber dados fora do prazo). Também ficou acima do mesmo período do ano passado (quando o saldo foi de 225,6 mil, também com ajustes).

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Economia e que abrange apenas contratos regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O saldo de fevereiro é resultado de 1,6 milhão de admissões e 1,2 milhão de desligamentos.​ Os números contam com nova metodologia desde janeiro de 2020, o que limita a comparação com anos anteriores.

Houve saldo positivo nos cinco setores, liderados por serviços (abertura de 173,5 mil postos). Em seguida, ficaram indústria (93,6 mil postos), comércio (68,1 mil), construção (43,4 mil) e agropecuária (23,1 mil).

As cinco regiões apresentaram saldo positivo em fevereiro, lideradas pelo Sudeste (criação de 203 mil postos). Em seguida, vieram Sul (105,1 mil), Nordeste (40,8 mil), Centro-Oeste (40,1 mil) e Norte (12,3 mil).

De acordo com o ministério, os números foram impulsionados por uma melhora na economia, por medidas do governo e também por um movimento sazonal em fevereiro -que tradicionalmente mostra melhora em serviços.

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse que o mercado de trabalho formal está se recuperando em altíssima velocidade e que o país está no caminho certo da recuperação da atividade. Ele também voltou a defender a vacinação da população.

“Precisamos vacinar em massa para que o brasileiro informal, os quase 40 milhões de invisíveis, não fiquem nessa escolha cruel entre sair e ser abatido pelo vírus ou ficar em casa se ser abatido pela fome. Precisamos da vacinação em massa”, disse o ministro.
Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores, afirmou que os dados surpreenderam e que o setor de serviços foi beneficiado pelo baixo índice de isolamento social observado no país no primeiro bimestre mesmo em meio ao avanço da Covid.

“Só observamos um aumento expressivo nos indicadores de isolamento social em março, quando autoridades de diversas cidades importantes do país tiveram que adotar medidas mais restritivas de circulação de pessoas para diminuir a curva de contágio e aliviar pressões nos hospitais”, afirmou.

No curto prazo, segundo ele, o saldo de postos formais deve desacelerar. “As medidas adotadas com a finalidade de frear o avanço da Covid-19 possivelmente serão estendidas para o mês de abril e as sondagens de expectativas da FGV [Fundação Getulio Vargas] também apontam para uma desaceleração”, afirmou.

Por outro lado, o economista diz que os números devem ser ajudados pelo setor de agropecuária, que teve seu melhor desempenho na criação de vagas formais em 2020 e deve manter bom desempenho em 2021 na esteira de safras agrícolas recordes.

Para o ano, Imaizumi elevou sua projeção de saldo de postos formais, de 750 mil para cerca de 1 milhão. Ele se baseou nos dados observados até fevereiro, na perspectiva de avanço na vacinação e na nova rodada de auxílio emergencial.

Essa é a mesma estimativa do economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez. Ele afirma que os dados de fevereiro surpreenderam -com destaque para serviços e, especificamente, o segmento de alojamento e alimentação.

A atividade, uma das maios afetadas pela Covid-19 e pelas medidas de restrição, registrou contratações mesmo com o recrudescimento da pandemia -o que não deve se repetir em março, segundo ele.

Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho, afirmou que a nova fase de fechamento de atividades por causa do avanço da pandemia traz preocupações e que será natural ver impacto nos números do mercado de trabalho.

“Pode, sim, ter piora nos dados. É natural que tenha. Houve um fechamento [de atividades] mais expressivo. Isso nos preocupa enquanto gestores e brasileiros”, afirmou Bianco ao ser perguntado sobre o tema. “Certamente, teremos os números caindo e, mais do que tudo, pessoas com possibilidade de perder emprego. Essa é nossa luta, para que possamos evitar isso”, disse.

Para mitigar os impactos da crise nos números, a equipe econômica prepara a recriação do programa de manutenção de emprego. A medida foi lançada em 2020 e permite o corte de salário e jornada ou suspensão de contrato em troca de um benefício do governo ao trabalhador afetado.

A adesão ao programa foi encerrada no ano passado e a medida ainda não foi relançada porque o desenho proposto pelo Ministério da Economia foi barrado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A ideia era cortar recursos do seguro-desemprego para assegurar a permanência do trabalhador na empresa, o que transformaria a medida em uma espécie de “seguro-emprego”. Mas a ala política do governo convenceu Bolsonaro de que a medida poderia gerar críticas da opinião pública.

Por isso, o programa deve ser relançado por meio de crédito extraordinário -que fica fora do teto de gastos. Mas há insegurança jurídica na equipe econômica sobre a possibilidade de lançar o instrumento (que ficaria em torno de R$ 10 bilhões) antes de estarem concluídos os trâmites do Orçamento de 2021, que por sua vez está diante de um impasse jurídico para a sanção.

“Está demorando um pouco porque temos uma questão. Temos vários pontos fiscais a serem avaliados”, afirmou Bianco.

“Ainda que lancemos mão de crédito extraordinário, existe a preocupação de que não teremos a segurança necessária. Porque você poderia ter o espaço para fazer dentro do Orçamento e o crédito, constitucionalmente falando, está fora do Orçamento. E se não temos o Orçamento, isso cria uma insegurança para tudo isso”, disse o secretário.

Roberto Rocha busca acesso das vacinas dos EUA para o Brasil

Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Estados Unidos, o senador Roberto Rocha esteve em audiência, nesta terça-feira (30), com o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e com o embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman, para tratar dos esforços para o envio de vacinas americanas para atender a população brasileira.

Roberto Rocha lembrou das boas relações bilaterais entre os dois países e reforçou que os laços históricos entre os governos facilitam a busca de meios para viabilizar os imunizantes para o Governo do Brasil.

“Os Estados Unidos estão à frente na questão da covid, uma vez que tem várias empresas do ramo produzindo as vacinas, enquanto somente agora o Brasil está começando a produção em uma escala mais acelerada. Logo, quando os imunizantes norte-americanos chegarem, a vacinação no Brasil será mais rápida”, afirmou o senador Roberto Rocha.

Em sua fala, Todd Chapman lembrou que o Brasil terá acesso a 138 milhões de vacinas, sendo 100 milhões da Pfizer e o restante da Johnson & Johnson. Porém, ele alertou que boa parte dessa remessa deixou de ser exportada para o Brasil em tempo, em razão de entraves na legislação brasileira que já foram superados.

“Embora houvesse atraso, as doses para o Brasil estão asseguradas e, muito em breve, serão exportadas para vacinação em massa”, garantiu Chapman.

O embaixador lembrou que os Estados Unidos investiram mais de US$ 12 bilhões para produção de vacinas americanas de ponta, com tecnologia de última geração e eficácia de até 90%. Ele disse que os Estados Unidos devem concluir até maio a vacinação em massa. Logo em seguida, vão compartilhar com o restante do mundo a produção e distribuição dos seus imunizantes, garantindo a vacinação para outras nações.

Para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, os Estados Unidos estão em constante cooperação com o Brasil e que continuará discutindo com o governo norte-americano as ações que possam combater a pandemia no Brasil.

Pacheco tem trabalhado com o senador Roberto Rocha no sentido de buscar meios para o Brasil ter acesso a mais vacinas. Em 19 de março, foi enviada uma carta para a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris para discutir a compra dos imunizantes norte-americanos.

“O embaixador informou que os Estados Unidos avançaram significativamente na vacinação e que, em breve, discutirão a possibilidade de fornecer aos brasileiros o excedente de vacinas, além de insumos e equipamentos hospitalares”, disse o presidente Pacheco.

video:Caminhão desgovernado bate em praça de pedágio e deixa quatro mortos na BR-050

Foto: PRF-GO

Um grave acidente envolvendo quatro veículos deixou quatro mortos na manhã deste domingo (28) em uma praça de pedágio localizada na BR-050 em Campo Alegre de Goiás, no sudeste do estado.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 10h o motorista de um caminhão-baú carregado com desodorantes que seguia no sentido Brasília-Catalão perdeu o controle da direção ao se aproximar da praça de pedágio no km 226 da BR-050, e colidiu contra a defensa metálica.

Em seguida, o mesmo caminhão colidiu contra um carro de passeio ocupado por uma família, sendo 2 adultos e 1 criança; e outro automóvel com 3 pessoas, que ficaram ilesas. Essas colisões em série provocaram um incêndio que atingiu um caminhão graneleiro que estava parado no pedágio, mas o motorista conseguiu desembarcar antes que o fogo atingisse a cabine e saiu ileso.

Uma criança e três adultos morreram. Uma das vítimas fatais é o motorista do caminhão-baú. Oito funcionários da concessionária que trabalhavam na praça de pedágio onde o acidente aconteceu tiveram ferimentos e foram socorridos.

Os oito funcionários da ECO 050, concessionária responsável por administrar a rodovia, foram atingidos por estilhaços de vidros e fogo. Eles foram socorridos e encaminhados à unidade de saúde de Catalão.

Com o acidente a rodovia ficou totalmente interditada em ambos os sentidos, e um desvio foi providenciado por dentro de propriedades rurais da região, no esquema “pare e siga”, fluindo, portanto, nas duas direções.

Agentes da PRF, IML, Bombeiros e Concessionária estão no local controlando o tráfego, realizando o atendimento do acidente, perícia e limpeza do local, e socorro às vítimas.