PT cometeu erro ao não assinar CPI do Master, diz Edinho Silva

Após uma sequência de derrotas relevantes para o governo, o presidente do PT, Edinho Silva, avaliou como um equívoco a decisão de parlamentares da sigla de não apoiarem o pedido de criação da CPI do Banco Master. Ele afirmou que, diante da gravidade das denúncias, o partido deveria ter participado ativamente da articulação para instalar a comissão de investigação.

O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu – disse Edinho em entrevista ao Estadão.

Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teve papel central em movimentos que resultaram em reveses ao Palácio do Planalto. Entre eles, costurou um acordo com a oposição que acabou barrando o avanço da CPI voltada a apurar irregularidades envolvendo o Banco Master.

Ainda nesse contexto, decisões lideradas por Alcolumbre ampliaram a pressão sobre o governo. Na última quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia seguinte, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um projeto que reduz penas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Um tempo de fôlego para quem nunca para de lutar

Há pessoas que vivem em constante estado de batalha. Lutam pela família, pelo trabalho, pela saúde, pelas contas, pela paz interior, pelo ministério… São homens e mulheres que acordam cansados e dormem preocupados.

Por fora seguem firmes, mas por dentro carregam um peso silencioso. Para quem vive assim, a Palavra de Deus traz uma mensagem necessária: existe um tempo de fôlego preparado pelo Senhor. A vida não foi criada para ser uma corrida sem pausas. Até a alma precisa respirar.

Muitas vezes, quem nunca para de lutar acredita que descansar é sinal de fraqueza. Mas isso não é verdade. O descanso saudável é parte da cura emocional e espiritual.

Jesus nos fez um convite incrível que precisamos usufruir: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mateus 11:28).

Nosso Deus não repreende os cansados; Ele os acolhe. O cansaço não é fracasso. O próprio Cristo precisou parar para descansar. Em muitos casos, aliás, é apenas o sinal de que você carregou peso demais por tempo demais.

Como psicóloga, vejo ainda outro ponto de vista: o corpo e a mente também pedem socorro quando os limites são ignorados. Ansiedade constante, irritação, insônia, desânimo e sensação de esgotamento podem surgir quando alguém vive em modo de sobrevivência por tempo prolongado.

Deus nos criou com limites emocionais. Reconhecer isso não diminui a fé de ninguém. Pelo contrário, mostra sabedoria. A Bíblia declara: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23).

Há momentos em que Deus não nos chama para correr mais rápido, mas para parar e recuperar as forças. Foi assim com o profeta Elias, lembra? Depois de grandes batalhas emocionais precisou descansar, alimentar-se e ouvir a voz suave do Senhor (1 Reis 19). Antes de dar novas missões, Deus cuidou do homem ferido. Isso revela algo precioso: o Senhor não vê apenas o que você produz, Ele vê o que você sente. Deus também trata exaustos.

Talvez esse seja o seu tempo de fôlego. Tempo de reorganizar prioridades, pedir ajuda, silenciar ruídos, diminuir culpas e entender que você não precisa resolver tudo sozinho. O Salmo 46:10 aconselha: “Aquietem-se e saibam que eu sou Deus.” Há vitórias que nascem não do excesso de esforço, mas da confiança renovada. Respirar fundo também é ato de fé.

Existe um novo fôlego para você. Não desista, mas também não se abandone.

O Pai ama você!

 

Darci Lourenção (@pra_darci_lourencao) é psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor”, “Viva sem compulsão” e “Devocional Minha Família no Altar”.

Jovem completa 22 anos e celebra aniversário com tema Bolsonaro

 

A jovem Vitória Rezende de Sena completou 22 anos neste sábado (2) e decidiu celebrar a data especial em tom verde e amarelo, tendo como tema o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Vitória, que é estudante de nutrição, é carioca, do bairro do Flamengo, na Zona Sul da cidade, mas vive com a família em Laranjal, na Zona da Mata mineira, há nove anos.

Além das cores da bandeira do Brasil, o bolo da festa continha diversas referências a Bolsonaro, como o número do partido — que também é a idade de Vitória — e a frase “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Segundo a mãe da jovem, Luciana Santiago, a família é admiradora de Jair desde que ele assumiu a presidência em 2018.

— Desde quando Bolsonaro foi presidente, nós o admiramos demais! Somos patriotas em busca de um Brasil melhor e temos fé que logo estará solto e Flávio será nosso próximo presidente — disse.

Luciana disse ainda que foi a própria filha quem escolheu o tema do aniversário.

— Ela me pediu o tema em homenagem a ele nos 22 anos e ficou feliz da vida com o resultado — destacou.

Jair Bolsonaro se recupera de uma cirurgia no ombro, em sua residência, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar, inicialmente, até o fim de junho.

Lula desperdiça R$ 260 milhões com demora na compra de vacina

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a demora do Ministério da Saúde na contratação de vacinas contra a Covid-19 contribuiu para o desperdício de pelo menos R$ 260 milhões em doses da Coronavac. Comprados em 2023, no governo Lula (PT), após um processo que levou mais de sete meses, os imunizantes chegaram com validade curta.

Além disso, o momento era de baixa utilização no SUS. Do total de 10 milhões de doses adquiridas, cerca de 8 milhões nem chegaram a ser distribuídas e acabaram descartadas após o vencimento.

O relatório técnico do TCU atribui a principal responsabilidade à lentidão na formalização do contrato, embora ressalte que o cenário exigia cautela, já que havia risco de formação de estoques elevados e sem possibilidade de troca.

O ministério afirma que herdou problemas na gestão de estoques e que seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, além de destacar incertezas sobre a demanda e variantes do vírus. Auditorias, porém, indicam que a própria pasta já previa baixa adesão à vacinação.

O caso segue em análise, com o TCU cobrando explicações de ex-gestores da área de compras. A Corte avalia possíveis falhas na condução do processo, mas, por ora, entende que a perda das vacinas resultou de múltiplos fatores e ainda não determinou ressarcimento.

Flávio diz que buscará redução da maioridade penal, caso seja eleito

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou neste domingo (3) que irá trabalhar pela redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, se eleito ao Planalto em 2026.

Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves! Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o Presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional — escreveu em seu perfil no X.

Flávio apresentou, em 2019, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a maioridade penal para 14 anos para alguns tipos de crimes, como: crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa.

Segundo o senador, a medida irá evitar que “bandidos usem a idade cronológica para cometer crimes bárbaros”.

A Constituição estabelece atualmente que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e sujeitos às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Como a regra está prevista na Constituição, a mudança dependeria da aprovação do Congresso Nacional, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

*AE

Câmara dos Deputados derruba veto de Lula ao PL da Dosimetria

Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria. A matéria ainda precisa passar pelo crivo dos senadores.

A derrubada do veto é analisada em sessão conjunta de deputados e senadores. Se confirmada, será a segunda derrota do governo Lula no Congresso em dois dias consecutivos. Nesta quarta (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a eventual derrubada do veto, passam a valer as novas regras que estabelecem critérios mais objetivos para a fixação de penas no sistema penal brasileiro.

A medida, portanto, restabeleceria integralmente o texto aprovado anteriormente pelo Legislativo e vetado pelo Executivo.

Entenda a proposta

O PL da Dosimetria atua em duas frentes principais para alterar a forma como penas são aplicadas em casos ligados a crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Na primeira, o texto modifica o cálculo das penas em situações em que há mais de um crime cometido no mesmo contexto. Atualmente, condenações por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e por tentativa de golpe de Estado — previstas nos artigos 359-L e 359-M do Código Penal — são somadas, no chamado concurso material.

A proposta altera essa lógica: passaria a valer o concurso formal, no qual se aplica apenas a pena mais grave, acrescida de um percentual, sem a soma integral das condenações. Defensores da mudança argumentam que o modelo atual pode violar o princípio do ne bis in idem, que impede dupla punição pelo mesmo fato.

Na segunda frente, o projeto reduz o tempo mínimo necessário para progressão de regime. Hoje, condenados por crimes contra o Estado Democrático precisam cumprir ao menos 25% da pena em regime fechado para avançar ao semiaberto. Com a proposta, esse percentual cairia para um sexto da pena.

O impacto potencial da medida é amplo. Estima-se que ao menos 179 pessoas presas pelos atos antidemocráticos possam ser beneficiadas, sendo 114 em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva.

A proposta também teria efeitos em condenações de maior repercussão. No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses, o tempo necessário para progressão de regime seria significativamente reduzido. Pelas regras atuais, a mudança para o semiaberto ocorreria apenas em 2033; com o novo modelo, esse prazo cairia praticamente pela metade.

Além disso, o projeto prevê a criação de um redutor de pena, que pode variar de um terço a dois terços, para condenados que tenham participado de crimes em meio a multidões, desde que não tenham exercido papel de liderança ou financiamento. A medida pode alcançar parte dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Manobra atípica

Durante a sessão de análise do veto, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou a votação do veto, algo incomum em vetos integrais, e retirou o trecho que reduzia o tempo para progressão de penas de condenados. Segundo ele, o trecho prejudicaria mudança feita no PL antifacção, que ampliou o tempo para progressão de penas.

O presidente do Senado justificou a retirada dos incisos 4 a 10 do art. 1 do PL, que modifica o art. 112 da Lei de Execução Penal (Lei 7.210 de 1984).

“O eventual reestabelecimento desses dispositivos seria contrário às vontades expressadas pelo Congresso tanto no PL da Dosimetria, que era no sentido de não dispor sobre o mérito de tais normas, quanto no PL Antifacção, que era no sentido de tornar mais rígidos os critérios de progressão do regime de cumprimento de penas para os casos neles contidos”, disse Alcolumbre.

O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), argumentou que o PL da Dosimetria viola a Constituição.

“A democracia brasileira foi atacada por uma organização política e militar que buscou romper a normalidade constitucional, e a redução casuística da resposta penal a estes fatos deixa o Estado Democrático de Direito vulnerável diante de novas tentativas de ruptura”, disse.

Já a deputada Bia Kicis (PL-DF), liderança do PL, defendeu que a decisão de Alcolumbre é necessária para que o PL da Dosimetria não anule o aumento do tempo para progressão de penas. “Evitamos que o PL da dosimetria produza efeitos indesejados jamais foram desejados pelo legislador. Esses efeitos indesejados e incoerentes com o ordenamento que acabamos de consolidar”, disse.

Senado impõe derrota histórica a Lula e rejeita indicação de Jorge Messias ao STF

O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), em uma derrota histórica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Messias recebeu 34 votos favoráveis, 42 contrários e uma abstenção.

Eram necessários no mínimo 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. Desde a criação do STF, há 135 anos, apenas cinco nomes foram barrados pelo Senado, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

Messias é o primeiro indicado a ser rejeitado após a aprovação da Constituição de 1988. Agora, Lula deve escolher outra pessoa ou manter a indicação para a vaga. O novo indicado ou próprio Messias precisarão passar pelo crivo do Senado.

No início da sessão, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação, disse ter sido perguntado se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estaria atuando contra a indicação de Messias.

“Não há de se falar em boicote, pois Vossa Excelência deu total abertura para que o processo andasse, sem nenhum tipo de interferência”, defendeu Weverton.

Alcolumbre, que defendeu a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Supremo, disse que evitaria comentar as alegações para focar em sua atuação institucional no comando da sessão.

Mais cedo, o AGU foi aprovado pela Comissão de Constiuição e Justiça (CCJ) por 16 votos favoráveis e 11 contrários. Na sabatina, Messias foi confrontado pelos senadores da oposição sobre temas como aborto e liberdade de expressão.

Ele fez acenos ao Congresso, defendendo a separação dos poderes e a prerrogativa do Legislativo. Também disse que o STF não pode atuar como uma espécie de “Procon da política”, mas também “não pode ser omisso”.

Rejeição de Messias não interfere na eleição de Lula, diz líder do governo

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a derrota não deve interferir na campanha de reeleição de Lula. Segundo ele, o presidente ainda deve avaliar se manterá Messias ou indicará outro nome.

Randolfe minimizou a possível atuação do presidente do Senado e atribuiu a rejeição ao processo eleitoral. “Essa é a circunstância do Senado diante dessa polarização, sobretudo pressionado pelo processo eleitoral… Não é agradável”, disse.

“Não vamos transformar isso em uma caça às bruxas. Ninguém vai ficar perdendo tempo procurando saber em quem os senadores votaram”, destacou.

Lula tentou driblar resistência de Alcolumbre a Jorge Messias

Lula indicou Jorge Messias para ocupar a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria, em 20 de novembro de 2025. No mesmo dia, a decisão foi formalizada no Diário Oficial da União (DOU).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ao STF. Além de preferir outro candidato, Alcolumbre reclamou de não ter sido avisado da decisão do petista.

“Tomei conhecimento pela imprensa da decisão do governo. Estabeleci um diálogo com os senadores para organizar [a sabatina e a votação], pois temos um período curto”, disse o senador em 1º de dezembro de 2025.

A sabatina foi marcada para o dia 10 daquele mês. Em retaliação, o chefe do Legislativo colocou em votação uma “pauta-bomba” para o governo.

Diante da resistência, Lula driblou Alcolumbre e decidiu não enviar a mensagem oficial com o nome de Messias ao Senado, passo necessário para dar continuidade ao processo de indicação.

O senador cancelou a sabatina, acusando o governo de “grave omissão”. A mensagem só foi encaminhada à Casa Alta no dia 1º de abril, quatro meses após o anúncio da indicação.

“Ministério da Verdade”

Sob o comando de Messias, a AGU criou a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, o chamado “Ministério da Verdade”, devido à sua atuação na remoção de conteúdos digitais. Juristas ouvidos pela Gazeta do Povo consideram que o órgão é utilizado como um instrumento de censura que ameaça a liberdade de expressão no Brasil.

Eles apontam que a AGU tem ampliado o uso de notificações extrajudiciais para remover conteúdos sem a necessidade de uma ordem judicial pública, o que ocorre sem processo direto contra o autor e sem chance de contraditório.

“Sem transparência, o usuário nem sequer sabe contra quem litigar, a agência foge da accountability política, e a plataforma se camufla atrás da própria moderação. É a forma mais sofisticada de censura no século 21, exatamente aquela que o artigo 19 do Marco Civil da Internet, antes de ser desfigurado pelo STF, existia para impedir”, disse o advogado Leonardo Corrêa, presidente da Lexum.

Evangélico, Messias contou com o apoio de Mendonça no périplo

Em novembro, Messias deu início ao “beija-mão”, a campanha que todos os indicados à Corte fazem junto aos senadores. O ministro André Mendonça foi o primeiro integrante do STF a declarar apoio publicamente ao indicado de Lula.

Os dois são evangélicos e já comandaram a AGU. Mendonça é pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. Já o indicado de Lula é membro da Igreja Batista Cristã de Brasília.

Em uma carta ao Senado, Messias destacou sua origem cristã e afirmou que atuará com “imparcialidade” e “guiado” por valores, como fé, família e trabalho, se fosse aprovado.

Além disso, Mendonça também enfrentou a resistência de Alcolumbre quando teve o nome escolhido. Em 2021, o senador era presidente da CCJ e defendia a escolha do então procurador-geral da República, Augusto Aras, para a Corte. À época, Alcolumbre levou mais de quatro meses para marcar a sabatina.

Quem é Jorge Messias?

Há dez anos, Jorge Messias ficou conhecido nacionalmente como “Bessias” ao ser mencionado em conversa interceptada pela Operação Lava Jato entre a então presidente e Lula. A gravação foi divulgada em março de 2016.

Na ocasião, Dilma pediu a Messias, seu subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, que levasse a Lula, então alvo da Lava Jato, o termo de posse como ministro da Casa Civil para uso “em caso de necessidade”. O episódio foi considerado como uma tentativa de garantir foro privilegiado a Lula.

Messias é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília – UnB (2018) e doutor pela mesma universidade (2023), onde lecionou como professor visitante.

Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ele é casado e tem dois filhos.

Indicados ao STF rejeitados pelo Senado

Messias entra para história do país como o sexto indicado ao STF a ser rejeitado pelo Senado. As cinco rejeições anteriores ocorreram durante um período de instabilidade política, com a Revolta da Armada e a Revolução Federalista, em 1894.

Na ocasião, Floriano Peixoto decidiu mudar a composição da Corte para que os escolhidos fossem alinhados ao governo. Os indicados rejeitados em 1894 foram:

  • Cândido Barata Ribeiro
  • Innocêncio Galvão de Queiroz;
  • Ewerton Quadros;
  • Antônio Sève Navarro;
  • Demosthenes da Silveira Lobo.

Quem são os ministros do STF, quem os indicou e quando eles devem se aposentar

A idade limite para exercer a função de ministro do STF é 75 anos, quando ocorre a aposentadoria compulsória. Contudo, os integrantes da Corte podem antecipar a aposentadoria, como aconteceu com Barroso. Veja abaixo a idade atual dos ministros, o ano da posse e quando eles devem se aposentar:

  • Luiz Fux (73 anos): Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Tomou posse em 2011. Deve se aposentar em 2028;
  • Cármen Lúcia (72 anos): Indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).  Tomou posse em 2006. Deve se aposentar em 2029;
  • Gilmar Mendes (70 anos): Indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Tomou posse em 2002. Deve se aposentar em 2030;
  • Edson Fachin (68 anos): Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Tomou posse em 2015. Deve se aposentar em 2033;
  • Dias Toffoli (58 anos): Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tomou posse em 2009. Deve se aposentar em 2042;
  • Alexandre de Moraes (57 anos): Indicado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Tomou posse em 2017. Deve se aposentar em 2043;
  • Flávio Dino (57 anos): Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tomou posse em 2024. Deve se aposentar em 2043;
  • Nunes Marques (53 anos): Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tomou posse em 2020. Deve se aposentar em 2047;
  • André Mendonça (53 anos): Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tomou posse em 2021. Deve se aposentar em 2047;
  • Cristiano Zanin (50 anos): Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tomou posse em 2023. Deve se aposentar em 2050.

Janja viajou mais que Lula desde o início do mandato em 2023

A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, passou mais dias fora do país do que seu marido e chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde o início do mandato, em 2023, ela soma 177 dias em solo estrangeiro, 23 dias a mais que Lula.

Apenas em 2026, Janja soma 20 dias de ausência do Brasil, distribuídos em quatro viagens diferentes. O número de dias da primeira-dama no estrangeiro é maior que os 16 dias acumulados pelo presidente petista em compromissos internacionais no mesmo período.

Neste ano, Janja acompanhou o presidente em agendas na Ásia e na Europa, mas também realizou missões individuais. Em março, por exemplo, a primeira-dama cumpriu uma agenda própria de cinco dias nos Estados Unidos para um evento da ONU.

Além das viagens conjuntas, Janja participou de debates sobre ecofeminismo e visitou sistemas de apoio a vítimas de violência de gênero na Espanha. Em algumas ocasiões, ela antecipou a chegada aos destinos para realizar compromissos paralelos. O levantamento foi feito pelo portal Poder360.

Governo Lula desembolsou R$ 233 milhões com viagens em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e uma grande comitiva retornam nesta quarta-feira (22) de uma viagem que passou por Espanha, Alemanha e Portugal.

Desde o início do ano, o governo desembolsou R$ 233 milhões com viagens. Durante o tempo em que estiveram na Alemanha, houve um gasto superior a R$ 812 mil apenas com hospedagem em um hotel de luxo para a comitiva. As informações foram coletadas pelo jornalista Claudio Dantas.

As despesas do governo federal apresentaram um crescimento acelerado em março. Em um intervalo de apenas 18 dias, os custos saltaram de R$ 126 milhões para o montante atual. Este ano, até agora, foram 16 dias em que o presidente esteve fora do país.

Do total investido no período, R$ 127 milhões foram destinados ao pagamento de diárias e R$ 105 milhões foram utilizados para a compra de passagens. O Ministério da Justiça foi identificado como a pasta que mais gerou custos com deslocamentos até o momento.

O levantamento indica que o governo federal atingiu, pelo terceiro ano consecutivo, o recorde histórico de gastos com viagens, chegando a R$ 2,44 bilhões. A maior parte desses deslocamentos foi realizada por servidores que ocupam cargos de confiança na administração pública.

As informações sobre as despesas são disponibilizadas por lei no Portal da Transparência, permitindo o acompanhamento do uso do dinheiro público; no entanto, há demora na atualização dos dados divulgados.

Zema dispara criticas ao STF e diz que a Corte “está podre”

Nesta quarta-feira (22), o ex-governador de Minas Gerais (MG), Romeu Zema (Novo), voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que a Corte “está podre”. A fala ocorreu após pedido do ministro Gilmar Mendes para que Zema fosse investigado no inquérito das fake news.

A polêmica teve início quando Zema publicou um vídeo mostrando um fantoche do ministro Dias Toffoli pedindo ao de Gilmar que suspendesse a quebra de seus sigilos que havia sido ordenada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O boneco do decano acata a solicitação e, em troca, pede uma “cortesia” no resort Tayayá, do qual Toffoli era sócio.

Em conversa com jornalistas, o ex-governador de Minas apontou que está sendo censurado.

– Não pode mais fazer caricatura. Não pode ser mais irônico. Daqui a pouco vocês estão todos calados e censurados. Estou sendo tolhido da minha liberdade de expressão – afirmou.

Zema também chamou a medida de “atentado à democracia”.