Morte de vereador e guarda municipal em Teresina foi crime passional, diz delegado

A Polícia Civil do Piauí realizou, na tarde desta quarta-feira (27), uma coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública para esclarecer a prisão do guarda civil municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro, apontado como principal suspeito do crime que, pela manhã, resultou nas mortes do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz e da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Miranda. O caso ocorreu no centro de Teresina, nas proximidades do Prontomed. Segundo a Polícia Civil, Francisco é investigado por crime passional, já que era ex-marido de Penélope.

De acordo com informações repassadas ao GP1 pelo delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da Secretaria de Segurança, a investigação avançou rapidamente com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas oculares.

“Trata-se de um crime passional. Em poucas horas conseguimos entender a dinâmica, graças as testemunhas oculares desse crime e imagens das câmeras de Circuito Fechado de Televisão, identificar o autor e iniciar a operação. Por se tratar de um guarda civil, sabíamos que ele tinha acesso a armas de fogo e a prisão precisou ser realizada por equipes especializadas, como o coronel Scheiwann falou. Tivemos apoio fundamental da população, que colaborou com informações e denúncias anônimas”, destacou o delegado.

Prisão

Francisco foi localizado no bairro Parque Piauí, zona sul de Teresina, durante uma ação conjunta do DHPP e do BEPI. Ele estava hospedado na casa de familiares, a quem confessou o crime. Os parentes o orientaram a se entregar.

No momento da abordagem, realizada por policiais à paisana em um veículo descaracterizado, o suspeito foi retirado do carro que dirigia. No veículo, foram encontradas três armas de fogo e uma quantia em dinheiro, levantando a suspeita de que ele pretendia fugir.

Segundo o delegado Anchieta Nery, como guarda municipal, o suspeito tinha direito apenas à posse de uma arma, mas mantinha outras em seu poder.

Investigação

O inquérito policial foi instaurado ainda nas primeiras horas após o crime e é conduzido pela delegada Nathália Figueiredo. A expectativa é de que o relatório seja concluído em até 10 dias. Francisco poderá ser indiciado por homicídio qualificado e feminicídio.

CPMI do INSS aprova convocação de ex-ministros; confira lista completa

Neta terça-feira (26), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) aprovou o plano de trabalho do relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

Serão convidados os ex-ministros da Previdência e convocados os ex-presidentes do INSS no período entre 2015 e 2025 – indicados, portanto, pelos governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A CPMI também ouvirá presidentes de 41 entidades que firmaram acordos de cooperação técnica com o INSS para desconto de mensalidades associativas diretamente na folha de pagamento dos benefícios; diretores de Benefícios do INSS e presidentes da Dataprev, empresa estatal responsável pelo processamento da folha; e representantes de órgãos que já investigam os descontos, como a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Esse recorte busca a segurança jurídica, a proporcionalidade e a celeridade, uma vez que investigações sem limite temporal podem gerar incertezas – disse Alfredo Gaspar.

O plano original dele foi ajustado após um acordo entre parlamentares.

A CPMI terá prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos, interrompendo a contagem durante o recesso parlamentar. Segundo Alfredo Gaspar, o relatório deverá ser concluído em março de 2026, a partir de seis eixos de investigação: mapeamento das irregularidades e como ocorreram; identificação e responsabilização dos envolvidos; apuração do total de vítimas e dos impactos no erário; caminho do dinheiro desviado, visando reparação; falhas institucionais ou de mecanismos de controle; e medidas preventivas e alternativas legislativas.

A CPMI do INSS é formada por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes.

Pretendemos realizar um trabalho ao mesmo tempo extenso e ágil – comentou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) foi eleito vice-presidente nesta quarta-feira (27), em votação simbólica.

– Não importa se quem cometeu crimes é da direita ou da esquerda, cabe a nós investigar e garantir a punição – disse o parlamentar.

Entre os depoimentos previstos estão os dos ex-presidentes do INSS relacionados no plano de trabalho: Lindolfo Neto de Oliveira Sales (2012-2015); Elisete Berchiol da Silva Iwai (2015-2016); Leonardo de Melo Gadelha (2016-2017); Francisco Paulo Soares Lopes (2017-2018); Edison Antônio Costa Britto Garcia (2018); Renato Rodrigues Vieira (2019-2020); Leonardo José Rolim Guimarães (2020-2021); Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano (2022); Glauco André Fonseca Wamburg (2023); e Alessandro Antonio Stefanutto (2023-2025).

Já os ex-ministros da Previdência citados pelo relator Alfredo Gaspar foram: Carlos Eduardo Gabas (2010-2011 e 2015); Carlos Roberto Lupi (2023-2025); e José Carlos Oliveira (2022).

O ex-secretário da Previdência do Ministério da Fazenda na gestão Temer, Marcelo Abi-Ramia Caetano, também foi chamado.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Oposição faz acordo com governo e evita convocar irmão de Lula

Após a direita comemorar a conquista da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ficou com o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e a relatoria do colegiado, nas mãos do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), o cenário, agora, mudou de figura.

É que Carlos Viana, em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira (26), revelou que houve um acerto entre o relator, Alfredo Gaspar, e os parlamentares da oposição junto ao governo federal para que o irmão do presidente Lula, Frei Chico, não seja convocado pela CPMI.

Enquanto não tivermos certeza de que houve participação, não faremos convocações. A CPMI quer ter os pés no chão e seguir as orientações técnicas. Não há previsão de que esse senhor [o Frei Chico] ou outros ligados ao governo anterior sejam convidados sem as devidas provas – disse o senador após a 1ª sessão do colegiado.

O irmão de Lula, Frei Chico, é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades investigadas pela Polícia Federal por recebimento destes recursos desviados das contas dos aposentados e pensionistas.

SINDICATO DE IRMÃO DE LULA TENTOU DESCONTAR ATÉ DO BOLSA FAMÍLIA
O Sindnapi, dirigido pelo irmão do presidente Lula (PT), Frei Chico, atuou no início deste terceiro mandato de Lula na Presidência para flexibilizar as regras a fim de subtrair dos contracheques de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) uma mensalidade, sem que o beneficiário autorizasse.

De acordo com o Metrópoles, em um documento assinado pelo então presidente do Sindnapi, João Batista Inocentini, em 30 de janeiro de 2023, constavam diversas reivindicações ao então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).

Dentre os pedidos, estava o de autorização para descontos mensais dos benefícios do programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que contempla idosos e pessoas com deficiência, e que também é pago pelo INSS. Apesar da tentativa, a demanda não foi deferida, porque os beneficiários desses programas assistenciais não podem sofrer descontos em sua folha de pagamento.

O autor do documento, Inocentini, morreu em 2023. Desde então, o sindicato é comandado por Milton Cavalo. Já o irmão de Lula, Frei Chico, que compõe a direção da entidade, está no órgão desde 2008. Desde o ano passado, o irmão de Lula assumiu a vice-presidência do Sindnapi.

Brasil foi o país que mais distribuiu Bíblias completas em 2024

O Brasil foi o país que mais distribuiu Bíblias completas em 2024. Segundo um relatório divulgado pelas Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), foram 4,2 milhões de exemplares da Palavra entregues.

Além disso, o Brasil também liderou os downloads digitais da Bíblia, com mais de 16 milhões. O número representa 61,7% dos downloads entre os dez países que mais acessaram a Bíblia online.

As visualizações de capítulos da Palavra no Brasil superaram 5 bilhões, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

A Índia foi o segundo país que mais distribuiu exemplares das Escrituras (4,2 milhões), seguido pela China (1,6 milhão), Nigéria (1,2 milhão) e Filipinas (970 mil).

As línguas mais acessadas nas plataformas digitais da Bíblia foram: espanhol, português e inglês. Os idiomas indonésio, francês, tagalo, suaíli, russo, africâner e coreano também estão entre os mais acessados.

No total, 150 milhões de Bíblias impressas foram distribuídas em todo o mundo no ano de 2024.

No digital, 25,9 milhões de downloads da Bíblia foram feitos, houve 28,3 bilhões de visualizações de capítulos bíblicos online e 1,3 bilhão de reproduções da Bíblia em áudio.

Marcos histórico na distribuição

Conforme o relatório da SBU, é a primeira vez que a distribuição global das Escrituras aumentou desde 2014, revertendo a queda que aconteceu durante a pandemia.

De 2015 a 2024, mais de 2,6 bilhões de Bíblias impressas foram distribuídas. O número é um marco histórico para as Sociedade Bíblicas e representa mais de um quarto da população mundial.

“As Escrituras estão sendo lidas, ouvidas, assistidas, compartilhadas e discutidas como nunca antes. Este relatório mostra um movimento global em andamento, um movimento centrado em Deus e no coração de milhões de pessoas ao redor do mundo”, comemorou o reverendo Dirk Gevers, Secretário-Geral da SBU.

“Cada Escritura distribuída — impressa ou digital — é uma oportunidade para alguém ouvir a voz de Deus. Nossa missão é continuar garantindo que ninguém esteja fora do alcance da Palavra”, acrescentou.

O poder da Palavra

Em todo mundo, muitos testemunhos sobre o poder da Palavra de Deus foram registrados através da distribuição da Bíblia.

Na Tanzânia, um projeto de leitura bíblica para refugiados, apoiado pela SBU, está oferecendo consolo e cura de traumas. Annette*, uma das refugiadas, contou como a Palavra está ajudando a lidar com sua situação difícil.

“Eu tinha medo de dormir. Mas depois de estudar a Palavra de Deus, agora durmo profundamente à noite. Meu coração está em paz”, testemunhou ela.

No Laos, uma mulher viajou 50 quilômetros de barco e depois caminhou mais 10 quilômetros para conseguir seu primeiro exemplar da Bíblia.

“Esperei anos por esse momento. Quando finalmente a recebi, não consegui conter as lágrimas. Agora posso ler a Palavra de Deus com meus próprios olhos”, afirmou.

A SBU é formada por 156 Sociedades Bíblicas de mais de 240 países e territórios, e é responsável por mais de 70% das traduções completas da Bíblia no mundo. Sua missão é tornar a Bíblia acessível a todos, em todas as línguas e formatos.

*Nome alterado por razões de privacidade.

Diretor da PF terá de explicar por que não investigam irmão de Lula

O senador Marcos Rogério (PL-RO) protocolou um pedido de convocação do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para que ele deponha na CPMI do INSS.

A medida busca averiguar a suspeita de participação no esquema de fraudes em benefícios por parte do irmão do presidente Lula (PT), José Ferreira da Silva, o Frei Chico. Marcos Rogério quer saber por que o irmão do petista e o sindicato ao qual é vice-presidente não estão sendo investigados.

O diretor-geral da PF declarou, em abril, que nem o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), nem Frei Chico, estavam inseridos nas investigações.

As declarações repercutiram nacionalmente e suscitaram controvérsia sobre o escopo das investigações, os critérios técnicos adotados para seleção de alvos, a motivação para determinadas medidas cautelares e a governança de dados compartilhados com INSS, Dataprev e CGU – afirma o senador no requerimento de convocação.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não vê como prioridade a convocação do irmão de Lula ao colegiado. Ele prefere aguardar para lançar luz sobre a participação de Frei Chico na fraude. As informações são de Igor Gadelha, do site Metrópoles.

Bancos rejeitam pedido do STF para agir contra sanções dos EUA

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tentaram, nos últimos dias, convencer grandes bancos brasileiros a interceder junto ao governo dos Estados Unidos contra a aplicação da Lei Magnitsky. A proposta foi recusada pelas instituições financeiras, segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

A lei americana foi usada pelo governo de Donald Trump, em julho de 2025, para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, acusado de violações de direitos humanos. Moraes teve cartões de crédito bloqueados e ficou proibido de realizar operações financeiras com empresas ligadas ao sistema americano.

No Brasil, o ministro Flávio Dino decidiu que leis estrangeiras não têm validade automática no país, o que foi interpretado como uma tentativa de blindar Moraes. Mesmo assim, bancos nacionais enfrentam risco de punições internacionais caso ignorem as sanções impostas pelos EUA.

O Banco do Brasil chegou a cancelar o cartão internacional de Moraes e oferecer um Elo, bandeira 100% brasileira. Mas regulamentos da própria Elo, que mantém parceria com instituições estrangeiras, também proíbem a emissão de cartões para clientes alvo de sanções aplicadas por Washington.

Diante do impasse, bancos como Itaú, Bradesco, Santander e BTG não se manifestaram, enquanto o Nubank disse estar avaliando a situação. Já a Febraban segue sem posição oficial sobre o caso.

A pressão financeira já impactou o mercado: após a decisão de Dino, o Ibovespa recuou 2,1% e os bancos perderam cerca de R$ 40 bilhões em valor de mercado. O Banco do Brasil foi o mais afetado, registrando queda de 6% em um único pregão.

Brasil pode sofrer ‘apagão fiscal’ em 2027 se não houver ajustes de gastos

Segundo dados do IFI, mais de 90% do orçamento público do Brasil já está destinado a despesas obrigatórias, como aposentadorias, salários do funcionalismo, Bolsa Família, saúde e educação. Sem ajustes, a partir de 2027 o país poderá sofrer um “apagão fiscal”, quando  todos os recursos disponíveis poderão ser consumidos por gastos fixos, limitando investimentos em infraestrutura, saneamento e manutenção de serviços essenciais.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) lançou nesta semana a plataforma Gasto Brasil, que permite acompanhar, em tempo real, como os recursos públicos são aplicados pelo governo federal, estados e municípios. A iniciativa visa ampliar a transparência e o controle social, especialmente diante de projeções do Instituto Fiscal Independente (IFI) sobre o aumento das despesas obrigatórias.

O diretor do IFI, Alexandre Andrade, explica que o crescimento das despesas ocorre há anos, enquanto a capacidade de ampliar receitas não acompanha o ritmo.

“Decisões de transição de governo, como valorização do salário mínimo e reajuste de pisos constitucionais, intensificaram a pressão sobre as contas públicas”, afirma.

A composição do orçamento mostra desequilíbrio: despesas obrigatórias crescem acima das discricionárias, comprimindo recursos para custeio e investimentos essenciais ao funcionamento do Estado.

Transparência em tempo real

Para ampliar o controle social, a CACB desenvolveu a plataforma Gasto Brasil. A ferramenta já é utilizada por associações comerciais em várias regiões do país.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), Fábio Túlio Felippe, afirma que o sistema permite acompanhar com dados oficiais como os recursos estão sendo aplicados.

“Isso fornece subsídios para dialogar com governos e apoiar políticas públicas mais eficientes”, afirma.

Felippe destaca ainda a importância do engajamento social: quando a comunidade tem acesso a informações claras, pode cobrar resultados e participar de debates sobre desenvolvimento econômico e social.

Projeções preocupantes para as contas públicas

O IFI alerta para cenários críticos se medidas não forem adotadas:

  • Até 2027, não haverá margem para custeio de serviços básicos como estradas, portos e saneamento.
  • A arrecadação federal, atualmente em 18,3% do PIB, pode cair para 17,7% até 2035.
  • As despesas, por outro lado, podem subir de 18,9% para 20,4% do PIB no mesmo período.

Esse desequilíbrio afetará gastos operacionais de órgãos públicos, incluindo despesas com combustível, energia e telefonia. Andrade enfatiza que, sem ajustes, a relação dívida/PIB seguirá em trajetória crescente, elevando juros e comprometendo o futuro da economia.

Reforma das despesas obrigatórias

Especialistas indicam que, a partir de 2027, será necessária uma revisão profunda das despesas obrigatórias. Andrade sugere a criação de mecanismos de revisão periódica de gastos e ajuste de políticas de vinculação, conforme modelos adotados por países da OCDE.

Enquanto reformas estruturais não são implementadas, ferramentas como o Gasto Brasil permitem aproximar a sociedade das decisões fiscais, oferecendo visibilidade sobre a aplicação dos recursos públicos.

Participação cidadã e controle social

O Gasto Brasil busca fortalecer a participação de cidadãos, empresários e gestores, oferecendo dados confiáveis para análise e debate. A plataforma facilita o acompanhamento detalhado dos gastos e permite que a sociedade cobre maior eficiência na gestão pública.

“Transparência é o primeiro passo para cobrar resultados. O Gasto Brasil coloca nas mãos da sociedade a oportunidade de participar ativamente do debate sobre finanças públicas”, conclui Túlio Felippe.

A iniciativa da CACB com a plataforma Gasto Brasil surge em um momento crítico das contas públicas, oferecendo ferramenta de acompanhamento que combina dados oficiais, monitoramento em tempo real e suporte à participação social. A medida fortalece o controle fiscal, amplia a transparência e contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos.

Com informações Brasil 61

Aluno crava lápis na cabeça de colega durante briga em escola

Um estudante fincou um lápis na cabeça de um colega durante uma briga dentro da sala de aula de uma escola municipal da Praia Grande, no litoral de São Paulo, na terça-feira (19). O aluno ferido foi socorrido imediatamente.

A Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Educação do Estado, disse que tomou conhecimento dos fatos pela gestão da unidade de ensino que, por sua vez, prestou o socorro imediato ao aluno.

Ainda em relação à situação, a equipe gestora esclarece que não havia um histórico formal de agressões ou episódios de bullying entre os envolvidos no caso – afirmou o município.

Os responsáveis legais dos envolvidos já foram devidamente atendidos, e, as providências relativas às sanções disciplinares já estão sendo adotadas, diante da gravidade dos fatos, de acordo com a gestão municipal.

– A Secretaria de Educação e a equipe gestora da unidade escolar colocam-se à disposição da família. Para evitar que tais casos ocorram dentro das escolas municipais, a Seduc conta com a atuação das pedagogas comunitárias que realizam os círculos restaurativos com o objetivo de promover a Cultura da Paz dentro das unidades de ensino – disse.

A gestão municipal afirmou ainda que repudia qualquer tipo de atitude violenta entre estudantes. Como ação preventiva, a pasta municipal conta ainda com a atuação dos psicólogos educacionais que fazem palestras com os estudantes voltadas para as questões socioemocionais.

*AE

Mastercard bloqueia cartão de crédito de Moraes; BB oferece Elo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve um cartão de crédito bloqueado pela Mastercard depois de ser incluído pelo governo dos Estados Unidos na lista de sanções da Lei Global Magnitsky. A solução encontrada pelo Banco do Brasil, onde o magistrado mantém conta, foi oferecer um cartão com a bandeira Elo, de emissão nacional.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (21) pela Coluna do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, após apuração com pessoas a par do assunto no setor financeiro e no Judiciário. De acordo com o veículo, a alternativa só resolveria o problema de Moraes parcialmente, já que no exterior a transação da Elo também depende da Discover, que é sua parceira internacional. A empresa, porém, é americana.

Oficialmente, o Banco do Brasil e o gabinete de Moraes não se pronunciaram sobre o assunto, mas, nesta quarta (20), durante um evento sobre governança, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que a instituição cumpre a legislação nacional e as regras de mais de 20 países onde possui operações.

Nos últimos dias, porém, surgiu um impasse sobre como lidar com as punições impostas pelo governo dos Estados Unidos a Moraes após uma decisão do ministro Flávio Dino, que na prática permite que o magistrado recorra ao próprio STF contra as sanções.

Na decisão, Dino suspendeu a eficácia de decisões judiciais, leis, decretos, ordens executivas de Estados estrangeiros no Brasil quando elas não tiverem sido incorporadas ou obtido a concordância dos órgãos de soberania previstos pela Constituição Federal e pelas leis brasileiras. Com isso, as sanções aplicadas pelo governo americano via Lei Global Magnitsky poderiam ser afetadas.

‘A roubalheira do PT tá acabando’, comemora oposição na CPMI

Sob os gritos de “a roubalheira do PT tá acabando”, a oposição comemorou a escolha do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele derrotou Omar Aziz (PSD-AM), indicado de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e alinhado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Congresso finalizou no período da tarde desta quarta-feira (20) a sessão de instalação do colegiado para apurar descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Omar Aziz atribuiu a derrota ao fato de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ter encerrado a votação antes de todos terem registrado suas posições. Tereza afirmou que respeitou o regimento e que a maioria dos senadores já havia votado.

O governo sofreu uma segunda derrota com a decisão de Viana de escolher o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator do colegiado. A escolha difere da indicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia anunciado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para o posto.

– Foi algo não imaginado: uma união de todos da oposição que lutaram para que esse momento fosse possível e assertivo. A CPMI não pode começar com vícios e já estava iniciada viciada na fala do outrora presidente e relator que já vinham dando indícios de como conduziriam os trabalhos – afirmou Zé Trovão (PL-SC).

O colegiado é formado por 32 titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados. Entre os integrantes estão os líderes de algumas das maiores bancadas, como os líderes no Senado do PT, Rogério Carvalho; do MDB, Eduardo Braga; do PP, Tereza Cristina, além de Aziz, que comanda o PSD – além de nomes influentes, como Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT-RS).

Internamente, parlamentares consideram que o reforço da composição reflete a preocupação com a repercussão e a exploração política dos trabalhos da comissão.