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Após gafanhotos, nuvem de poeira “Godzilla” está a caminho das Américas

Após nuvem de gafanhotos, as Américas também podem enfrentar uma nuvem de poeira que vinda do deserto do Saara e se aproxima. Especialistas costumam chamar o fenômeno de “nuvem de poeira Godzilla”, que ocorre todos os anos, mas imagens de satélite mostram que em 2020 será mais intenso, publicou o Correio Braziliense.

As imagens captadas por satélites já mostram uma mancha opaca cobrindo parte do Oceano Atlântico.

A  Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos estima que a nuvem avançará pelo Caribe e chegará ao norte da América do Sul, à América Central e aos Estados Unidos.

Ainda de acordo com eles, a massa de ar extremamente seco e empoeirado é conhecida como Camada de Ar Saariana e se forma sobre o deserto do Saara. Ela se move pelo Atlântico Norte a cada três a cinco dias durante o fim da primavera do Hemisfério Norte até o início do outono, atingindo o pico no fim de junho até meados de agosto. A camada pode ter 3km de espessura, informou a agência.

Países caribenõs já sentem o efeito da poeira e alertaram os moradores para se manterem em casa e usaram máscara. (Informações do Correio Braziliense)

Vem ai a Conferência Global CLF online 2020

Os preparativos para o Congresso de Líderes Cristãos- CLF ONLINE 2020 se iniciaram com o Pré-CLF – ONLINE  no dia 13 de junho, que contou com a presença  de 250 participantes dos  países que falam o idioma português: Portugal, Angola, Moçambique e Brasil.

 Para acompanharmos o desenvolvimento do evento iniciamos uma série de entrevistas com os responsáveis por cada área. Todo evento se inicia quando fazemos a inscrição então para tirar quaisquer dúvidas o Missionário Paulo Jung, responsável pelas inscrições da CONFERÊNCIA GLOBAL CLF ONLINE 2020, o Missionário Paulo Jung tem 28 anos, veio da Coreia do Sul, está no Brasil desde 2018 e é responsável pela Igreja Boa Notícia de Campinas.

 

  1. O que é exatamente o CLF?

O Christian Leaders Fellowship – Comunhão de Líderes Cristãos, CLF, transcende as denominações, o que nos permite conhecer a verdade genuína e o coração de Deus com base na Bíblia. Os líderes cristãos receberão novo poder espiritual de Deus, por seus corações ao se conectarem com a Palavra, de modo a serem parte da pregação Evangelho em todo o mundo.

2.Como  eu posso fazer a inscrição?

Pela plataforma Google form, todos que querem participar, podem entrar no site do CLF podem preencher o formulário no item inscreva-se. Ou através do link:

https://forms.gle/k3gQqqQwtt59FpRX8

 3 .Qual será  o tema do evento?

O tema do evento é: “você está pronto para a volta?”  em inglês

come back.

  1. Qual é a duração do clf?

O CLF tem a duração de 03 dias, o evento acontecerá nos dias 25 ao dia 27 de junho.

5.O CLF possui alguma taxa?

Não, o CLF ONLINE 2020 é 100% GRATUITO, não possui nenhuma taxa.

6.Qual é a programação?

Oração, louvores, saudações dos representantes de denominação das igrejas, pregação principal e comunhão em grupo, e na programação da tarde estão planejadas 7(sete)  academias com temas diferentes, tais como Tabernáculo, História da Igreja e discipulado onde será possível aprender detalhadamente sobre cada  assunto.

  1. Quem pode participar?

Pastores, Presbíteros, Diáconos e lideranças em geral.

8 .E se eu for somente irmão da igreja, eu posso participar?

Sim, o evento é aberto para Cristão em geral.

9.Como participar do evento? Pela plataforma zoom, que pode ser acessada pelo note book ou pelo celular. Depois e depois de fazer inscrição será enviado a cada participante um link e senha.

10.Qual a expectativa de público para este evento na América Latina?

Esperamos para este evento um público de 10.000 participantes em toda a América Latina.

  1. Missionário com qual palavra você está preparando as inscrições e se preparando para este evento?

 O Pastor Park  está dizendo ultimamente , “não desista” e sobre ziclague, quando Davi chegou em Ziclague e todos foram  capturados, e a cidade  queimada, mas aos olhos das  pessoas  parecia que não era  bom e que havia acabado a vida do rei Davi, porém  o  rei Davi tinha o mesmo coração com Deus e estava dentro do plano de Deus, então Deus trabalhou para que Davi se tornasse rei, então eu também tenho esse coração:  quem tem muitas dificuldades e problemas, isso não vai acabar como dificuldade e problema, a nossa equipe também verá como Deus vai trabalhar  assim como trabalhou na vida de rei  Davi.

12.Caso eu tenha alguma dúvida, com quem posso falar?

Maiores informações sobre o CLF pelo telefone: (11) 99571-6338

Número whats app dos pastores organizadores do CLF

São Paulo: Pastor Davi: (11) 97055-4160

  

Agenda 

Próximo evento

CONFERÊNCIA GLOBAL CLF ONLINE 2020

Tema: Você está pronto para voltar?

 Acesse o link  de inscrição

https://forms.gle/k3gQqqQwtt59FpRX8

@clfbrasil

@missaoboanoticia

Maiores informações sobre o CLF pelo telefone: (11) 99571-6338

Número whats app dos pastores organizadores do CLF

São Paulo: Pastor Davi: (11) 97055-4160

Zona leste São Paulo: Evangelista Helbert: (11) 97313-8808

São Bernardo do Campo: Pastor Isaque Kwon: (11) 99197-5177

Campinas: Missionário Paulo Jung: (11) 99320–5621

Rio de Janeiro: Pastor Eliseu Choi: (21) 99306–0111

Porto Alegre: Pastor Marcos Kim: (51) 98205-6702

Brasília: Pastor Daniel Jo: (61) 99833-3478

Exterior

Lisboa de Portugal: Pastor André Bae: +351 968 647 014

Maputo de Moçambique: Pastor David Choi: + 258 84 858 2394

Luanda, Angola: Pastor Onésimo Oh: +244 941 99 12 14

Editor do Blog Codó Notícias participa de coletiva internacional com pastor da Coréia do Sul

O jornalista e editor do Blog Codó Notícias, Jeferson Abreu, participou na manhã desta quarta-feira, 10 de junho, as 10 hs nos Bradil e as 22 hs na Coreia, de uma coletiva internacional com o Pastor sul coreano Ock Soo Park, fundador da Missão Boa Notícia.

Com 30 anos de experiência em missões no exterior, juntamente com as tecnologias de transmissão e internet, o ‘Seminário Bíblico com o Pastor Ock Soo Park’ atingiu aproximadamente 1 bilhão de pessoas*. Transmitido em 248 emissoras de TV, rádio, redes sociais entre outros. (*o número de transmissão vem crescendo a cada dia, este número foi atualizado até o dia 25 de maio de 2020).

De acordo com o jornalista Jeferson Abreu, um dos representantes do Brasil na tele conferência, Os métodos de pregação do pastor Park na Missão Boa Notícia da Coreia, os ensinamentos bíblicos e seu espírito para o evangelismo gospel são modelos a serem seguidos.

OMS diz que disseminação do coronavírus por assintomáticos é “muito rara”

A infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou hoje (8) durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus que a propagação de covid-19 a partir de pacientes assintomáticos é “muito rara.”

Segundo a médica, os dados levantados até agora mostram que pessoas que não apresentam os sintomas da doença possuem pouco potencial infectológico para contaminar indivíduos saudáveis. De acordo com a especialista, deve haver esforços dos governos para identificar e isolar pessoas que apresentam sintomas.

“Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara”, afirmou a médica ao ser questionada por jornalistas.

Ainda segundo Kerkhove, é necessário traçar todos os contatos que pessoas que desenvolveram a doença tiveram com outros indivíduos. A infectologista afirmou ainda que é necessário realizar mais estudos para chegar a uma “resposta verdadeira” sobre todas as formas de transmissão do novo coronavírus.

Lockdown na Índia: como a quarentena matou mais de 300 pessoas que não tinham o coronavírus

No 62º dia do lockdown do coronavírus na Índia, um menino tenta acordar sua mãe, deitada em uma plataforma de trem na estação de Muzaffarpur, no Estado de Bihar, no leste do país.

Os anúncios de chegada e partida de trens continuam soando nos alto-falantes da estação.

Sem entender que sua mãe está morta, o filho caminha até o corpo e puxa o cobertor colocado sobre ela, colocando-o sobre sua própria cabeça.

Dois dias depois deste episódio, essas imagens começaram a se difundir pelas mídias sociais.

A mulher morta foi identificada. Trata-se de Arbina Khatoon, uma trabalhadora de 23 anos na cidade de Ahmedabad. Ela estava viajando com seus dois filhos e alguns parentes em um trem especial para trabalhadores migrantes, em direção a sua cidade natal, Bihar, em uma jornada de 1,8 mil quilômetros.

“Ela morreu de forma repentina no trem”, disse seu cunhado Wazir à BBC Hindi, serviço em língua hindi da BBC.

Eles só tinham comido uma refeição desde o começo de sua jornada, ele conta, e alguns biscoitos e batatinhas.

“A água era quente demais para se beber”, conta Wazir.

De acordo com a imprensa local, ela morreu de fome e desidratação, como muitos trabalhadores migrantes que faleceram durante o lockdown decretado em função do coronavírus. As autoridades locais, no entanto, disseram que ela morreu devido a algum outro problema de saúde pré-existente.

Arbina Khatoon é uma entre mais de 300 trabalhadores migrantes que morreram desde que o lockdown foi decretado na Índia, no dia 25 de março. As estatísticas vão até o dia 26 de maio. A maioria das vítimas estava tentando voltar para suas cidades natais após perderem seus empregos praticamente do dia para noite.

Caminhando sob o sol

A paisagem urbana da Índia está cheia de trabalhadores informais que dependem de salários pagos diariamente para sua sobrevivência. Eles são a base da economia das metrópoles — responsáveis por construir casas, cozinhar, servir e entregar comidas, cortar cabelos, fabricar automóveis, limpar banheiros e entregar jornais.

A maior parte dos 100 milhões de trabalhadores informais está tentando fugir da pobreza extrema. Muitos moram em péssimas condições e sonham com mobilidade social.

Mas milhares deles estão sem empregos ou qualquer outra forma de renda desde o começo do lockdown. Eles passaram a depender de doações de comida por parte do governo ou de instituições de caridade. Alguns agora precisam mendigar. Quem tentava voltar para casa não tinha acesso a trens ou ônibus. Rapidamente eles se transformaram praticamente em refugiados

BBC

Homens, mulheres e crianças começaram suas jornadas a pé. A maioria dizia estar sem dinheiro e com medo de passar fome.

Eles traziam consigo seus parcos pertences em sacos — geralmente comida, água e roupas. Os jovens andavam com mochilas. Quando as crianças ficavam exaustas de caminhar, os pais as carregavam nos ombros.

Eles caminhavam sob o sol e sob as estrelas, enfrentando fome e exaustão, mas motivados por uma espécie de vontade coletiva de chegar em casa. Nas suas cidades natais, eles teriam um mínimo de comida e o conforto da presença de seus familiares.

‘Pelo menos verei meus filhos’

Lallu Ram Yadav, de 55 anos, era um desses refugiados do lockdown. Ele trabalhava como segurança em Mumbai em turnos de 12 horas por dia e seis dias por semana.

Ele costumava se encontrar todo domingo com seu primo, Ajay Kumar, para falar sobre suas memórias da terra natal que havia deixado na década anterior, em busca de uma vida melhor na cidade grande. Ele enviava dinheiro para sua mulher e seus seis filhos.

Mas todo esse trabalho duro foi por água abaixo quando o lockdown começou. A poupança que ele e Ajay tinham logo se esvaiu.

Lallu Ram telefonou para seus familiares e informou que estaria voltando — pelo menos assim, imaginou que poderia voltar a ficar com seus filhos. Seria preciso viajar 1,4 mil quilômetros até o distrito de Allahabad, no Estado de Uttar Pradesh.

Os caminhoneiros cobravam caro demais pela carona. Então os dois resolveram fazer malas pequenas e começar a jornada a pé, na companhia de quatro amigos.

Em 48 horas, eles conseguiram caminhar 400 quilômetros, com a ajuda de algumas caronas. Mas a travessia se provou mais difícil do que haviam previsto.

“Estava quente demais e logo nós ficávamos cansados”, disse Ajay. “Os sapatos de couro que usávamos eram extremamente desconfortáveis.”

Eles ficaram com bolhas nos pés depois de caminhar por um dia inteiro. Mas não tinham mais a opção de desistir.

Uma noite, Lallu Ram começou a ter dificuldades para respirar. Quando chegaram ao Estado de Madhya Pradesh, ainda tinham um longo caminho pela frente, mas decidiram parar para descansar.

Lallu Ram nunca mais acordou. Os amigos que o levaram para o hospital contam que ele morreu de parada cardíaca, provavelmente desencadeada por exaustão.

“O único ganha-pão da família se foi”, disse Ajay. “Ninguém nos ajudou. Meu primo não precisava ter morrido, mas ele teve de escolher entre a fome e uma longa viagem.”

Lallu Ram não conseguiu cumprir sua promessa de passar mais tempo com seus filhos.

“Nós, os pobres, geralmente precisamos escolher a melhor opção, entre várias péssimas”, diz Ajay. “Não deu certo para meu primo dessa vez. Raramente dá certo para pobres como ele.”

Um destino semelhante foi encontrado por 16 trabalhadores exaustos no Estado de Maharashtra. Depois de 36 quilômetros caminhando, eles pegaram no sono em trilhos de trem. Quando o trem passou, atropelou todos.

A imprensa local noticiou que os trabalhadores imaginaram que não haveria trens passando por aqueles trilhos devido ao lockdown. Algumas imagens compartilhadas nas mídias sociais mostrava pedaços de roti, uma espécie de pão indiano, jogados no canto da ferrovia.

‘Queria nunca ter começado esta viagem’

A maioria dos trabalhadores migrantes que morreram esteve envolvida em algum tipo de acidente de trânsito. É o caso de Sanju Yadav.

Ela chegou em Mumbai, a capital financeira da Índia, na década passada, com seu marido Rajan e seus dois filhos, Nitin e Nandini. Eles tinham poucos pertences, mas muitos sonhos. A esperança de Sanju era de que seus filhos prosperassem na cidade.

O trabalho duro dos dois parecia estar compensando. Rajan usou sua poupança e um empréstimo para comprar um tuk-tuk, um veículo triciclo típico da Índia e de outros países asiáticos.

Mas então veio o coronavírus.

OMS anuncia que vai retomar testes com hidroxicloroquina para Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira, 3, que vai retomar os testes com a cloroquina e hidroxicloroquina contra o novo coronavírus.

O anúncio acontece após a entidade ter suspendido, por questão de segurança, um ensaio clínico que usava as drogas. A decisão anterior levou em consideração o maior estudo sobre a cloroquina que ligava a medicação a um risco maior de morte.

A mudança de posicionamento da OMS anunciada hoje tem uma explicação. Acontece que agora a revista científica “The Lancet“, que divulgou o estudo, publicou uma nota de preocupação em que coloca em dúvida algumas questões do trabalho. A publicação afirmou ainda que está sendo feita uma auditoria independente dos dados utilizados na pesquisa.

O estudo em questão, publicado no dia 22 de maio na revista científica, foi feito 96 mil pacientes hospitalizados e apontava que o medicamento não só não seria benéfico para os doentes com covid-19, como também poderia causar uma piora cardíaca, levando-os a óbito.

Ao anunciar a retomada dos testes, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o grupo coordenado pela entidade decidiu continuar a pesquisa com as drogas, com base nas informações sobre mortalidade apontadas. “Os membros do comitê decidiram que não há motivo para modificar o protocolo do ensaio”, disse.

Essa mudança não significa que a OMS passou a recomendar a cloroquina ou a hidroxicloroquina, apenas que vai continuar testando para chegar a uma conclusão sobre sua eficácia. Vale dizer que ainda não existe nenhum remédio para o coronavírus com comprovação científica.

UNICEF alerta que “LOCKDOWN” pode matar mais que o COVID19

Em uma entrevista concedida ao jornal britânico The Telegraph, o doutor Stefan Peterson, chefe de Saúde da Unicef, afirmou que os bloqueios generalizados, chamados de “lockdown”, aplicados em diversos países, são ineficazes para países em desenvolvimento e podem representar uma ameaça maior que a própria Covid-19 que tentam combater.

– Medidas indiscriminadas de bloqueio não têm um efeito ideal sobre o vírus. Se você está pedindo às famílias que fiquem em casa em um quarto da favela, sem comida ou água, isso não limitará a transmissão do vírus – afirmou.

Peterson ressaltou que algumas medidas de combate à pandemia feitas por países com renda mais baixa foram apenas “copiadas” de países desenvolvidos sem qualquer “contextualização para a situação local”. Ele ainda disse que o objetivo das medidas contra o vírus não é de prender a população.

– Uma mesma medida não serve para todos. O objetivo é retardar o vírus, não prender pessoas. Precisamos levantar os olhos e olhar para o quadro total da saúde pública – destacou.

O médico ainda usou como exemplo o surto de Ebola que aconteceu em 2014 na África, quando mais pessoas morreram por efeitos indiretos do que com a própria doença.

– Isso não é de Covid, Covid não é uma doença infantil. Sim, existem casos raros e os vemos divulgados na mídia. Mas pneumonia, diarréia, sarampo, morte no parto, essas são as razões pelas quais veremos o aumento das mortes – completou.

Fonte: UNICEF

Farmácias italianas distribuem gratuitamente a hidroxicloroquina para pacientes com covid-19 tratados em casa

As farmácias de duas cidades da Itália passaram a distribuir gratuitamente a hidroxicloroquina para todos os pacientes com covid-19 tratados em casa. O medicamento foi prescrito por médicos, em mais de 1.500 farmácias locais de Piemonte, no norte do país e de Ligúria, na região noroeste.

O anúncio feito pela Federfarma e pelo sindicato das farmácias diz que a entrega é sujeita a disponibilidade e realizada de acordo com os procedimentos do Dpc (Distribuição em nome), já aplicado em outras especialidades:

“A Federfarma Piemonte salienta que a distribuição é realizada pelas mesmas farmácias gratuitamente, sem, portanto, aplicar a taxa prevista para o Dpc dos outros medicamentos”.

A cientista italiana, Annalisa Chiusolo, aponta a hidroxicloroquina como eficaz em tornar as pessoas imunes ao coronavírus chinês. Sua teoria mostra que o vírus precisa de porfirinas para sobreviver e atacar as hemoglobinas – proteína que transporta oxigênio no sangue – e reduzir a quantidade de oxigênio no corpo.

Chiusolo afirma que o medicamento pode atuar como profilático, prevenindo ou limitando os sintomas da doença, enquanto aguarda a formulação da vacina que estimula especificamente a resposta de anticorpos do organismo. E que isso pode tornar o paciente imune ao covid-19 ou limitar seus efeitos colaterais.

A Agência Italiana de Medicamentos (AIFA), tem um estudo aprovado de hidroxicloroquina em 2.500 pacientes, que começará no início de julho e se concentrará no método preventivo, afirmou a cientista ao jornal Il Tempo.

VIVIANE OLIVEIRA

Uso preventivo da cloroquina pode tornar as pessoas imunes ao Covid-19, diz cientista italiana

A corrida para encontrar uma arma para lidar com o coronavírus continua de forma acelerada em várias partes do mundo. E uma das mais promissoras é, segundo a cientista italiana Annalisa Chiusoloa, o uso preventivo da hidroxicloroquina.

Ela diz ter descoberto o principal mecanismo por trás do SARS-CoV-2, e como a hidroxicloroquina pode tornar as pessoas imunes ao novo coronavírus.

Segundo publicação do jornal italiano Il Tempo, o vírus danifica a hemoglobina, prejudicando a capacidade dos glóbulos vermelhos de transportar oxigênio por todo o corpo, comprometendo os pulmões e resultando em Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA).

As células pulmonares se tornam o local da cascata de citocinas, uma enorme resposta imune, responsável pela inflamação pulmonar aguda que caracteriza a pneumonia por COVID-19”, disse Chiusolo.

“O valor da hemoglobina no sangue pode ser um parâmetro importante para avaliar a infecção por SARS-CoV-2: nos homens, o valor normal da hemoglobina (Hb) é maior que nas mulheres”, disse Chiusolo.

Segundo ela, isso explicaria a maior incidência de pneumonia por COVID-19 em homens em comparação com as mulheres, e a menor incidência e melhor prognóstico em crianças e mulheres grávidas, onde os valores de Hb são mais baixos devido à maior necessidade de ferro, o que torna menos disponível essa nutrição para o vírus.

A pneumonia causada pelo coronavírus também é mais proeminente em pacientes idosos ou pacientes de meia-idade com diabetes. Chiusolo disse que isto está ligado ao aumento da hemoglobina glicada.

Annalisa Chiusoloa, cientista italiana. Foto: Divulgação

Ao diário Jerusalem Post, a acadêmica – graduada pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Perugia – explicou que “as células pulmonares se tornam o local da tempestade de citocinas, a forte resposta imunológica responsável pela inflamação pulmonar aguda que caracteriza a pneumonia da COVID-19”.

O portal Science Daily define a tempestade de citocinas como uma “superprodução de células do sistema imunológico e seus compostos ativadores”.

Para Andrea Savarino, pesquisadora do Instituto Superior de Saúde da Itália, e uma das principais especialistas em hidroxicloroquina, internacionalmente conhecida por suas publicações sobre o assunto, “a interpretação de Annalisa Chiusoloa é bastante interessante”.

Uso profilático da hidroxicloroquina

Chiusolo disse que a hidroxicloroquina (HCQ) pode atuar como profilática, prevenindo ou limitando os sintomas da doença, enquanto aguarda a formulação da vacina que estimula especificamente a resposta de anticorpos do organismo.

Ela disse que isso pode tornar o paciente imune ao covid-19 e, quem sabe, limitar seus efeitos colaterais.

Segundo o jornal italiano Il Fatto Quotidiano, a Agência Italiana de Medicamentos (AIFA), a autoridade nacional responsável pela regulamentação de medicamentos na Itália, começa nesta sexta-feira (08) um  estudo com hidroxicloroquina em 2.500 pacientes, e se concentrará no uso do medicamento na profilaxia.

O estudo, para o qual os dados preliminares estariam prontos dentro de 12 a 16 semanas, analisará se a ingestão preventiva do medicamento diminui a probabilidade de contrair covid-19, quando alguém entra em contato direto com um paciente positivo.

A intenção é ter uma estratégia de profilaxia realmente capaz de reduzir a disseminação de infecções e introduzir uma possibilidade terapêutica eficaz.

Estudo semelhante

Atualmente, algumas publicações confirmam o efeito “profilaxia”, como o estudo francês publicado no International Journal of Antimicrobial Agents, órgão oficial da Sociedade Internacional de Quimioterapia Antimicrobiana. Nele, o resultado do medicamento é relatado no uso preventivo em 211 profissionais de saúde e pacientes que tiveram contato com pessoas positivas.

Após 10 dias, ninguém apresentou resultado positivo para o coronavírus.

Além disso, Chiusolo disse que a Sociedade Italiana de Reumatologia entrevistou cerca de 1200 reumatologistas em toda a Itália para coletar estatísticas sobre contágios. Na base de 65 mil pacientes com lúpus crônico e artrite reumatoide que tomam sistematicamente hidroxicloroquina, apenas 20 pacientes tiveram resultado positivo para o coronavírus.

Um dos jornais de maior circulação da Itália, o La Repubblica, também repercutiu o uso preventivo da cloroquina.

“O debate entre os especialistas ainda está aberto, e uma importante contribuição para a discussão vem da Itália: uma carta publicada no Anais das Doenças Reumáticas por uma equipe de reumatologistas de Sapienza, que analisa os prós e contras do uso profilático da cloroquina contra o vírus Sars-Cov-2 à luz do conhecimento acumulado na reumatologia, disciplina na qual o medicamento é usado rotineiramente para o tratamento de várias patologias. Com uma ressalva: a prioridade deve ser garantir o suprimento para os pacientes atualmente em terapia”, publicou.

O mundo já possui quase 1,5 milhão de recuperados da covid-19. Entenda como é a luta para vencer a doença

Desde que surgiu, no fim de dezembro de 2019 em Wuhan, na China, a covid-19 fez muitas vítimas (aproximadamente 290 mil no mundo todo). Mas um número muito maior de pessoas se recuperou do quadro. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, que desde o começo contabiliza os casos, dos 4,2 milhões de contaminados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), quase 1,5 milhão de pessoas já se “curaram”.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 80% dos casos da doença são leves e, entre os 20% graves, nota-se um acometimento de vários órgãos do corpo com sequelas que devem durar por meses após a alta hospitalar.

Na verdade, ainda não sabemos tanto sobre a vida pós-covid-19, pois, como muitos especialistas têm dito: “estamos construindo e pilotando um avião ao mesmo tempo”. A reportagem de VivaBem foi entender o que já se sabe sobre a recuperação pós-covid-19 e mostra para você o número de curados em alguns países, os principais tratamentos usados e como são os cuidados com os órgãos mais afetados pelo vírus.

Curados x recuperados

O que se sabe sobre o Sars-CoV-2 ainda é pouco, principalmente para falar em cura. O potencial de transmissão após o desaparecimento dos sintomas, assim como a imunidade ao vírus são incógnitas para a ciência. É por isso a própria OMS prefere usar outro termo para se referir aos que já não apresentam os sinais da covid-19: os recuperados.

Como não há testes suficientes para mostrar se os pacientes estão mesmo livres da doença, não apresentar mais os sintomas tem sido o critério para definir a recuperação. “É claro que a gente olha os exames de sangue, os marcadores de inflamação, se estão melhores, mas o que importa mesmo é a melhora clínica”, diz João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Segundo o médico, conta-se 14 dias após o início dos sintomas.

Depois desse tempo, para dizer que a pessoa está recuperada, basta os sintomas terem melhorado.

As estimativas atuais do período de incubação do vírus (tempo entre a infecção do ser humano pelo vírus e o início dos sintomas da doença) variam de 1 a 14 dias, mais frequentemente ao redor de cinco dias.

A falta de certezas quanto a uma cura também impacta nos dados. A Universidade Johns Hopkins, por exemplo, que rastreia a contagem de casos e o número de mortos relatados por regiões de todo o mundo, diz que os dados sobre recuperações são menos precisos.

Douglas Donovan, porta-voz da universidade, disse à CNN que muitos municípios, estados, territórios e regiões não informam quantos de seus residentes se recuperaram. Muitas vezes até pela falta de testes moleculares —como é o caso do Brasil. “Os casos recuperados são estimativas em nível nacional com base em reportagens da mídia local e podem ser substancialmente inferiores ao número real”.

Quanto tempo leva para a cura?

A recuperação do coronavírus depende de diversas variáveis: idade, sexo e outras comorbidades que podem agravar o quadro (asma, diabetes, obesidade, hipertensão, por exemplo). Quanto mais grave a doença, mais demorada é a recuperação.

“Geralmente são necessárias seis semanas para se recuperar, mas quem sofre de quadros muito graves pode levar meses”, disse Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, em entrevista em março.

De acordo com André Ribas, médico epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic e do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Campinas (SP), são notadas melhoras em pessoas de todas as idades, mas a taxa de mortalidade depende muito da faixa etária.

Em pacientes mais jovens, a proporção dos que melhoram fica entre 93% e 95%. Em adultos é de 98%; em idosos, chega a 80%.

A maioria das pessoas com Sars-CoV-2 desenvolve quadros leves da doença. Uma análise da OMS diz que casos leves demoram, em média, duas semanas para passar. “Nesses casos, as pessoas se recuperam muito rapidamente, em dois, três dias. A maioria nem vai procurar um hospital”. Já em quadros mais moderados, em que há falta de ar, o médico afirma que a internação pode durar de quatro a oito dias.

A OMS estima que uma pessoa em cada 20 necessitará de tratamento intensivo, o que pode incluir sedação e oxigenação. E recuperar-se do tempo em uma UTI (unidade de terapia intensiva), demora. “Esse tempo varia, dependendo da resposta inflamatória. Muitas vezes as complicações podem ser tanto pulmonares quanto cardiovasculares, então depende de quais complicações o paciente teve”, diz Ribas.

Prats conta que o paciente fica um tempo na UTI, se recupera do coronavírus, mas continua hospitalizado por mais um tempo para se recuperar das potenciais sequelas. “Quem teve uma doença muito grave pelo coronavírus e fica na UTI, precisa ser intubado, necessita de ventilação mecânica por bastante tempo, de diálise, de vários medicamentos sedativos e até de drogas para manter a pressão. Isso traz consequências para o corpo”, diz. Um sintoma que é específico do coronavírus e que pode durar por um mês após a saída do hospital é a falta de ar ao fazer esforço.

Os tratamentos mais usados até aqui

  • Hidroxicloroquina

    O principal papel da droga no organismo é controlar a infecção impedindo que o vírus se reproduza. Além disso, o remédio modifica o pH de vesículas que estão no interior das células. Isso prejudica a produção de partículas que um vírus precisa para se multiplicar. Assim, ele acaba não se reproduzindo e a infecção é controlada.

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  • Anticoagulantes

    Especialistas já identificaram que o coronavírus provoca um aumento da coagulação em pacientes com quadros mais graves. Um estudo preliminar do Hospital Sírio-Libanês (SP) apontou que o medicamento heparina ajuda a desfazer os coágulos que são formados na microcirculação do pulmão e em outros locais do corpo.

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  • Plasma

    Pesquisadores apontam que o plasma –parte líquida do sangue– de quem se recuperou tem anticorpos chamados de “neutralizantes”, que podem ser úteis para compensar a incapacidade do sistema imunológico do indivíduo doente e antecipar sua melhora. A técnica existe há mais de 100 anos e foi usada durante as epidemias de Sars e Mars, doenças respiratórias causadas por outros coronavírus.

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  • Corticoides

    Seu uso ainda é controverso e não há estudos específicos com pacientes com covid-19. Análises sugerem que o tratamento com corticosteroides alivia a fibrose pulmonar e impede a deterioração patológica progressiva em casos de síndrome respiratória aguda grave. No entanto, estudos apontam que essas drogas aumentam a carga viral, o tempo de internação e o risco de infecção secundária.

Os órgãos mais afetados pelo coronavírus

Confusas com a infecção, células de defesa do nosso organismo podem entrar em atividade exaltada, combatendo tanto o inimigo quanto outras células saudáveis. Assim, o sistema imunológico prejudica órgãos do corpo todo com reações inflamatórias:

Fonte: UOL