Papa revela “preocupação” com prisão de bispo pelo governo de esquerda da Nicarágua

O papa Francisco manifestou, neste domingo (21), sua “preocupação” com as crescentes tensões entre a ditadura da Nicarágua e a Igreja Católica. Nesta sexta-feira (19), o bispo de Matagalpa, Rolando Álvarez, que faz críticas ao ditador Daniel Ortega, foi preso pelo regime do país.

Acompanho de perto com preocupação e dor a situação criada na Nicarágua, que envolve pessoas e instituições, disse o pontífice, após a oração do Angelus.

Francisco expressou sua “convicção e esperança de que, por meio de um diálogo aberto e sincero, ainda possam ser encontradas as bases para uma convivência respeitosa e pacífica”.

Rolando Álvarez, crítico do presidente nicaraguense Daniel Ortega, foi detido na madrugada de sexta-feira e transferido para a residência de sua família em Manágua, onde permanece privado de sua liberdade, no mais recente episódio do confronto entre o governo e a Igreja Católica.

A Polícia especificou que tomou a decisão de transferir Álvarez porque ele persistiu em suas atividades “desestabilizadoras e provocativas”.

O bispo denunciou o fechamento pelas autoridades de cinco emissoras católicas e exigiu que o governo de Daniel Ortega respeite a “liberdade” religiosa.

Pilotos dormem em voo e “esquecem” de pousar no destino final

Dois pilotos da Ethiopian Airlines, maior companhia aérea da África, adormeceram e passaram pelo aeroporto onde deveriam ter pousado, em Addis Ababa, capital da Etiópia. O avião havia partido da cidade de Cartum, no Sudão. O Boeing-737-800 voava no piloto automático a 11.000 metros de altitude.

O incidente ocorreu na última segunda-feira (15), mas foi confirmado pela companhia aérea neste sábado (20), após repercussão nas redes sociais e em sites de aviação.

Na ocasião, o controle de tráfego aéreo não conseguiu entrar em contato com a tripulação, apesar de inúmeras tentativas. Os pilotos despertaram após um alarme ser acionado no avião, que acabou aterrissando apenas 25 minutos depois.

– O voo aterrissou com segurança depois que a comunicação foi restabelecida. A tripulação em questão foi removida da operação enquanto aguarda uma investigação mais aprofundada – disse a companhia.

Em nota, a empresa informou que os dois pilotos foram suspensos.

Amigo de Lula, Ortega prende padres e fecha rádios católicas

Amigo de longa data do ex-presidente Lula (PT), Daniel Ortega tem promovido uma forte repressão contra a Igreja Católica na Nicarágua, país governado por ele. Fechamento de estações de rádio católicas, proibição de procissões religiosas, prisão de um padre e até a manutenção de um bispo em prisão domiciliar são alguns dos exemplos do que é vivenciado no país da América Central.

No último domingo (14), o padre católico Oscar Benavidez foi detido após celebrar uma missa. A informação foi divulgada em uma nota emitida pela Diocese de Siuna, no norte da Nicarágua. A representação religiosa disse não saber as causas ou motivos da prisão.

Esperamos que as autoridades nos mantenham informados – disse o comunicado da diocese.

Fontes citadas pelo Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh) dizem que o padre foi retirado de seu veículo e levado por uma patrulha com destino incerto. Já o portal de notícias argentino Infobae declarou que o padre teria sido levado à prisão de El Chipote, em Manágua, denunciada por ativistas de direitos humanos como um centro de tortura.

Além da prisão, o governo fechou estações de rádio católicas e proibiu procissões religiosas. As relações entre a igreja e o governo nicaraguense pioraram desde uma violenta repressão sobre protestos contrários a Ortega realizados em 2018. Nos últimos meses, porém, a situação piorou.

O bispo de Matagalpa, Rolando Alvárez, que é crítico do governo de Ortega, está em prisão domiciliar há mais de 10 dias e é investigado pelo governo por suposta conspiração. Procurados pela agência Reuters, o governo e a polícia do país não responderam a um pedido de comentários sobre as prisões.

AMIGO DE ORTEGA, LULA NEGA QUE PERSEGUIRÁ IGREJAS
Ao longo de sua trajetória política, Lula nunca fez questão de esconder que é amigo de longa data de Daniel Ortega, algo que ele chegou a ressaltar inclusive durante um discurso feito na Nicarágua em 2007 enquanto ainda era presidente da República. Recentemente, o petista defendeu o controverso político e causou polêmica ao compará-lo a Angela Merkel, ex-chanceler da Alemanha.

– Temos que defender a autodeterminação dos povos. Sabe, eu não posso ficar torcendo. Por que que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega não? – questionou ele em entrevista concedida ao jornal El País em novembro do ano passado.

No Brasil, ele nega que vá adotar uma postura de perseguição a igrejas, como faz o amigo nicaraguense. Após rumores sobre o assunto serem levantados, o PT divulgou em seus grupos uma arte na qual diz que o petista é “cristão e governa para todos”.

– O bolsonarismo volta a mentir para espalhar o terror entre as pessoas de fé. Lula é cristão. Como presidente, sancionou a liberdade religiosa [em 2003], nunca fechou e nunca fechará igrejas. Ele sabe que um presidente deve respeitar as pessoas – completa a sigla.

Venezuela corre o risco de virar Cuba se não derrubar o governo totalitário de Maduro, alerta especialista

A incessante crise na Venezuela já fez com que milhares de pessoas deixassem o país e fossem em busca de um novo destino para terem melhores condições de vida. Segundo a Agência da ONU para refugiados (Acnur), existem mais de 5,4 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos ao redor do mundo. Esse problema não é novo, é algo que acompanha o país há tempos. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, a embaixadora da Venezuela no Brasil, María Teresa Belandria, afirmou que acontece desde 1999, quando Hugo Chávez chegou ao poder. “A situação do país é muito difícil porque não foi produto de um terremoto, furacão ou tsunami. Foi produto de uma situação política que começou com Chávez”, disse. Ela acrescentou que, quando o esquerdista chegou ao poder, a democracia da Venezuela, “um farol de luz, a maior da América Latina em 1958”, acabou. A embaixadora diz que a crise decorre do controle estatal e divide o cenário caótico do país em duas partes: o governo de Chávez e o de Maduro. “Chávez foi um governante autoritário que começou a virar quase um ditador. Mas a partir de 2012, quando Nicolás Maduro assume, vira uma ditadura”, ilustra Belandria.

O professor do departamento de ciência política da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Villa, que também é venezuelano, diz que entre 2015 a 2021 houve uma forte hiperinflação, desvalorização imensa da moeda nacional e perda do poder aquisitivo, em que profissionais qualificados não ganhavam mais de cinco dólares por mês. O que para Elaini Silva, pesquisadora do Núcleo Direito e Democracia do Cebrap e advogada em São Paulo, fez com aumentasse a imigração devido ao agravamento da situação econômica vivida pelo país. “Houve uma altíssima dependência da economia nacional do petróleo e um bloqueio econômico imposto inicialmente pelos EUA ao país e parte de seus nacionais”, pontua Silva. Villa lembra que nessa época também havia restrição da alimentação porque escasseava os produtos. A advogada complementa dizendo que “com a queda das condições de vida da população mais pobre, que se refletia até no peso das pessoas, muitos passaram a buscar oportunidades em países vizinhos”. Países sul-americanos, centro-americanos e os Estados Unidos começaram a receber dezenas, centenas, milhares de venezuelanos.

O coordenador de pós-graduação em relações institucionais e governamentais do Mackenzie, Márcio Coimbra, associa a crise à falta de liberdade política, que acarretou problemas econômicos. Ele explica que ao ter uma “degradação da situação econômica do país”, a imigração se torna uma das únicas soluções. A embaixadora María Teresa Belandria destacou este problema durante a entrevista ao Direto ao Ponto. A situação, segundo ela, começou a piorar em 2002, mas foi em 2007 “o ponto de quebra total”. Naquele ano, o governo fechou a RCTV, uma rede de televisão privada da Venezuela, “levando junto a liberdade de expressão”. Em busca de uma condição melhor, para fugir do país, muitos venezuelanos têm arriscado a vida no Estreito de Darién, um das rotas de fuga mais perigosas do mundo.  De acordo com dados do Departamento de Estatísticas do Governo do Panamá, quase 30 mil venezuelanos passaram de maneira irregular pela região entre janeiro e junho. Número bem acima do que tinha sido registrado em 2021, quando houve registro de 2.819 no ano inteiro.

Rafael Villa afirma que as pessoas que escolhem esse trajeto “são migrantes que não tem documentos completos para mostrar uma potencial residência permanente”. Aqueles que chegam geralmente conseguem entrar porque “a presença da força do Estado, política, exercito, autoridade migratória é menor”, diz o professor. Contudo, os venezuelanos enfrentam outros riscos, como: longos dias de caminhadas, guerrilhas e grupos criminosos. O que faz com que seja necessário realizar o trajeto de forma rápida, para evitar que a água e os alimentos acabem, além de estarem expostos ao perigo. Para ele, muitas pessoas optam por esse caminho pela falta de conhecimento das condições adversas. “Essa rota é conhecida por ser utilizada por migrantes de várias nacionalidades na sua tentativa de chegar por um caminho seco aos EUA, sem ter pela frente os perigos do oceano ou as burocracias dos ares”, acrescenta Eliani.

Apesar da diminuição da hiperinflação e a estabilização da moeda quando comparado ao dólar, muitos venezuelanos continuam deixando o país. Para os especialistas, uma forma de reduzir esse fluxo migratório está associado à mudança na política do país. Márcio Coimbra aponta que é necessário “terminar com um governo autoritário e totalitário”. É urgente, na visão do especialista, derrubar o regime de Maduro antes que o país se torne uma nova Cuba na América Latina. “A Venezuela arrisca virar Cuba se não derrubar o governo autoritário e totalitário”. Para Coimbra, somente a queda do atual presidente pode fazer com que as pessoas fiquem por lá e aquelas que saíram regressem. Villa concorda e diz que, para recuperar o país, existem três pontos centrais. O primeiro? A exportação petroleira, da qual o país é dependente. “É necessária uma recuperação nesta área. A redução das sanções econômicas e que o estrangeiro volte a olhar para lá”, aponta. O segundo tem relação com a “estabilização da economia e queda da inflação”. Ainda que tenha caído, a inflação venezuelana continua sendo a mais alta da América Latina.

Com peronismo, pobreza cresce e Argentina vive caos econômico

O Estadão escreveu sobre o crescimento da esquerda na América Latina, que aborda casos de diferentes países da região em que o grupo assumiu o poder nos últimos anos e discute os riscos que isso poderá representar para o futuro. Uma reportagem sobre a crise na Argentina apontou o preço dos produtos nos supermercados argentinos.

No dia 20 de julho, uma garrafa de água de 1,5 litro custava 119 pesos (R$ 2,38), em um supermercado da Avenida Corrientes, no centro de Buenos Aires. A etiqueta avisava que o preço estava congelado e o estoque do produto já estava no fim. Seis dias depois, a água voltou à prateleira do mesmo supermercado, mas a garrafa tinha passado a custar 125 pesos, com um aumento de quase 5%. Continue reading Com peronismo, pobreza cresce e Argentina vive caos econômico

Mulher simula sua morte e a do filho para evitar Justiça e é presa

Uma mulher no Canadá, identificada como Dawn Marie Walker, de 48 anos, simulou a própria morte e também a do seu filho, de 7 anos, para fugir de uma batalha pela guarda da criança com seu ex-marido na Justiça. O suposta óbito ocorreu em 23 de julho.

Acreditava-se, inicialmente, que Dawn e seu filho tivessem sido arrastados pela correnteza de um rio enquanto pescavam, em Saskatoon. Uma pessoa, que passava pelo local no momento, relatou à polícia sobre um cobertor, a vara de pescar e uma bolsa deixados à beira de um rio.

A família chegou a anunciar uma recompensa de 10 mil dólares (R$ 50.952) por qualquer informação que ajudasse os policiais na investigação. Afinal, segundo reportagem do Canadian Press, foi encontrada a picape de Dawn Marie próximo ao local onde praticavam a pescaria.

Na última sexta-feira (5), no entanto, investigadores descobriram que a canadense, na verdade, não havia morrido, mas atravessado a fronteira para os Estados Unidos com o seu filho. Para não ser encontrada, a suspeita ainda teria cometido o crime de falsidade ideológica, visto que usou a identidade de uma amiga durante o período em que se “hospedou” no estado norte-americano de Oregon.

Mãe e filho foram localizados pela polícia de Oregon perto da divisa com o estado de Washington, na última sexta-feira. De acordo com o site Oregon Live, os detetives rastrearam o carro que Dawn Marie estava dirigindo e chegaram até um imóvel alugado via Airbnb.

A canadense foi presa. Ela declarou a policiais que o seu filho “não queria ficar com o pai”. Segundo a Promotoria, o único motivo da fuga de Dawn Marie era se manter escondida da Justiça.

Ministro da Economia da Argentina toma posse e anuncia aumento de tarifas de energia

O novo ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, tomou posse no cargo nesta quarta-feira, 3, e anunciou aumento nas tarifas de energia elétrica e gás, “especialmente para quem consome mais”. Massa prometeu trocar funcionários do alto escalão de sua pasta, que agrega mais três ministérios.

“Não sou nenhum salvador”, escreveu Massa, no Twitter. “A política não precisa de salvadores, mas de servidores.” Antes de ir para o governo, Massa era presidente da Câmara dos Deputados e famoso por sua boa articulação política nos bastidores. Com a crise no Executivo, os peronistas recorreram a ele, que está de olho nas eleições presidenciais de 2023 para representar a esquerda.

Antes da cerimônia, o presidente Alberto Fernández fez um discurso de pacificação. “É hora de todos nós, com muita esperança, unirmos forças para seguir em frente”, declarou. “Não falo apenas com meus colegas da Frente de Todos, mas também com todos os argentinos.”

A inflação na Argentina alcançou quase 65% ao ano. Consultorias preveem, contudo, que os preços devem chegar a 10% até o fim do ano. Entre as principais medidas de Fernández para combater a inflação estão: controlar preços nos supermercados, limitar a quantidade de dólares em circulação e cobrar impostos sobre as exportações de produtos agrícolas.

Chefe da ONU alerta que países se preparam com armas nucleares ‘apocalípticas’

O chefe das Nações Unidas alertou nesta segunda-feira (1) que “a humanidade está a apenas um mal-entendido, um erro de cálculo da aniquilação nuclear”, citando a guerra na Ucrânia e as ameaças nucleares na Ásia e no Oriente Médio.

O alerta foi feito na sede da ONU, em Nova York, pelo secretário-geral António Guterres, na abertura de uma conferência que revisa o tratado histórico de 50 anos para a disseminação de armas nucleares.

Guterres destacou que o mundo tem um arsenal de quase 13.000 armas nucleares, que “estão atingindo novos patamares”. Ele disse ainda que países estão gastando centenas de bilhões de dólares em “armas apocalípticas”.

Falando a ministros e diplomatas na 10ª Conferência de Revisão das Partes do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, Guterres disse que a reunião acontece “em um momento de perigo nuclear não visto desde o auge da Guerra Fria”.

O risco de uma catástrofe nuclear também foi pontuado pelos Estados Unidos, Japão e Alemanha.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, analisou o quadro geral: a Coreia do Norte está se preparando para realizar seu 7° teste nuclear, o Irã “não está disposto” a aceitar os termos para retornar ao acordo nuclear e a Rússia está em “imprudentes e perigosas demonstrações de força nucleares” na Ucrânia.

Ele citou o aviso do presidente russo, Vladimir Putin, após sua invasão em 24 de fevereiro, de que qualquer interferência levaria a “consequências nunca vistas antes”, enfatizando que a Rússia é “uma das maiores potências nucleares”.

O que diz a Rússia?

Em uma carta à conferência, publicada em seu site, Vladimir Putin afirmou que “não pode haver vencedores em uma guerra nuclear”, em um tom mais ameno.

“Acreditamos que uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada, e defendemos uma segurança igual e indivisível para todos os membros da comunidade mundial”, disse o presidente russo.

Em discurso recente, Blinken disse que a Rússia apreendeu a maior usina nuclear da Europa em Zaporizhzhya, na Ucrânia, e a está usando como base militar para disparar contra ucranianos.

“[Os russos] que eles não podem e não vão atirar de volta, porque podem acidentalmente atingir um reator nuclear ou resíduos radioativos que estão armazenados”, observou, notando que há um “escudo humano”.

Na segunda, a delegação da Rússia emitiu um comunicado negando as afirmações de Blinken, explicando que um número limitado de militares está em Zaporizhzhya “para garantir a segurança na usina”.

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, disse que a situação na usina nuclear de Zaporizhzhya “está se tornando mais perigosa a cada dia” e pediu ajuda a todos os países para enviarem especialistas em segurança ao local.

Sobre o tratado em pauta na ONU

Em vigor desde 1970, o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, conhecido como TNP, tem 191 países membros, sendo a maior adesão de qualquer acordo de controle de armas.

De acordo com suas premissas, as cinco potências nucleares originais — Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha e França — concordaram em negociar para eliminar seus arsenais e nações sem armas nucleares prometeram não adquiri-las.

A Índia e o Paquistão, que não aderiram ao TNP, prosseguiram para obter a bomba. O mesmo aconteceu com a Coreia do Norte, que ratificou o pacto, mas depois anunciou que estava se retirando.

Acredita-se que Israel (que não é membro do tratado) tenha um arsenal nuclear, mas o país não confirma e nem nega.

A reunião, que termina em 26 de agosto, visa gerar um consenso sobre os próximos passos, mas as expectativas são baixas para um acordo significativo.

Kim Jong-un ameaça usar armas nucleares contra EUA e Seul

Kim Jong-un, ditador da Coréia do Norte, ameaçou usar armas nucleares contra os EUA e Coréia do Sul, em discurso nesta quarta-feira (27).

A ameaça foi feita porque segundo ele, os rivais estão levando a península coreana à “beira da guerra”.

“Nossas forças armadas estão completamente preparadas para responder a qualquer crise, e o dissuasor de guerra nuclear de nosso país também está pronto para mobilizar seu poder absoluto com obediência, precisão e rapidez de acordo com sua missão”, disse Kim.

Kim falou sobre a nova estratégia da Coréia do Sul intitulada de “Kill Chain”, que será usada para organizar ataques preventivos, caso haja necessidade.

O líder norte-coreano, afirmou que se os ataques forem feitos, os militares do presidente sul-coreano seriam destruídos.

Segundo informações, a nova política da Coréia do Sul se baseia em estreitar laços com os EUA e investir em defesa contra os norte-coreanos.

Kim declarou que o governo do sul é ligado com “maníacos por guerra” e atacou os EUA por “demonizar” a Coréia do Norte.

“Falar sobre ação militar contra nossa nação, que possui as armas absolutas que eles mais temem, é absurdo e é uma ação suicida muito perigosa. Uma tentativa tão perigosa será imediatamente punida por nossa força poderosa e o governo Yoon Suk-yeol e seus militares serão aniquilados,” disse ele.

Especialistas consideraram o discurso de Kim muito rigoroso e estratégico para ter apoio da população. Ainda mais no contexto econômico complicado que a Coréia do Norte vive após pandemia, além da má gestão e sucessivas sanções dos EUA.

De acordo com as autoridades americanas, a Coréia do Norte está preparando seu sétimo teste nuclear. Vale ressaltar, que o último aconteceu no ano de 2017.