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EUA têm 6,65 milhões de pedidos de seguro-desemprego em 1 semana

O número de norte-americanos que apresentaram pedidos de auxílio-desemprego na semana passada atingiu um recorde pela segunda semana consecutiva, superando 6 milhões, à medida que mais jurisdições impõem medidas de isolamento em casa para conter a pandemia de coronavírus, que os economistas dizem ter empurrado economia para uma recessão.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 6,65 milhões na última semana, ante 3,3 milhões em dado não revisado ​​na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira (2).

O vírus matou até o momento 5.137 pessoas nos Estados Unidos e infectou 216.722, segundo contagem da Universidade Johns Hopkins.

Entenda os impactos da pandemia de coronavírus nas economias global e brasileira

O coronavírus tem provocado abalos nos mercados globais e paralisado atividades econômicas no mundo todo, com impactos nas cadeias globais de suprimentos e no comércio global, com vários países ampliando medidas restritivas e fechando as fronteiras para tentar frear a propagação da pandemia, o que tem elevado os temores de uma recessão global.

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Para vários economistas e observadores, o choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 e a economia global já entrou em recessão, devendo ser acompanhada por uma disparada do desemprego e sofrer anos até se recuperar das perdas e impactos da pandemia.

Veja a seguir os principais impactos e possíveis consequências do avanço do coronavírus nas economias global e brasileira:

Economia paralisada

A pandemia tem levado governos a determinar o confinamento da população, fechamento de fronteiras e paralisação de todos os serviços considerados não essenciais. Embora o surto tenha começado na China, a Europa e os Estados Unidos se tornaram os novos epicentros do coronavírus.

Para conter a pandemia do novo coronavírus, um terço da população mundial vive hoje sob medidas de isolamento.

Na China, embora parte das atividades estejam sendo retomadas, o coronavírus fechou fábricas e deixou regiões inteiras do país isoladas, com muitos cidadãos trancados em suas casas por medo do contágio, o que reduziu drasticamente o consumo e a produção industrial.

No Brasil, medidas de restrições de circulação de pessoas começaram com a suspensão de aulas e, gradativamente foram sendo ampliadas, com a determinação também de fechamento do comércio e serviços, e com fábricas sendo obrigadas a interromper a produção por falta de insumos ou por medida de prevenção.

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Eventos e negócios programados para os próximos meses também têm sido cancelados no mundo todo. Até mesmo a Olimpíada de Tóquio, que seria realizada entre 24 de julho e 9 de agosto próximos, foi adiada para 2021.

Desaceleração da economia global e da China

Para diversos analistas, a economia global não só irá desacelerar em 2020 como também vários países deverão entrar em recessão. Alguns economistas já falam que esta poderá ser a recessão mais violenta da história moderna, talvez pior que a Grande Depressão da década de 1930.

Para Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, ou clube dos países ricos), o choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001, e a economia global vai sofrer anos até se recuperar do impacto da pandemia de coronavírus. Um crescimento global previsto para este ano de 1,5%, segundo ele, já soa otimista demais.

O Goldman Sachs passou a projetar estagnação nos EUA nos primeiros três meses do ano, contra crescimento de 0,7% esperado antes. Para o 2º trimestre, a estimativa é de contração de uma 0,5%, ante projeção inicial de estabilidade.

Para a China, o Goldman Sachs passou a prever que um crescimento de 3% em 2020, ante projeção anterior de alta de 5,5%. Em 2019, o PIB chinês registrou o menor crescimento em 29 anos, mas mesmo assim teve o expressivo avanço de 6,1%,.

A China é a segunda maior economia do mundo, com uma participação no PIB global da ordem de 18%. E choques da economia chinesa afetam significativamente o Brasil. Vale lembrar que a China é o destino de quase 30% de tudo que o Brasil exporta atualmente.

A dimensão do impacto da pandemia, entretanto, dependerá tanto das medidas tomadas pelos governos, bancos centrais e instituições internacionais como também da duração da crise da saúde.

Cadeias globalmente integradas

O coronavírus traz consequências não só para o comércio global como também provoca impactos nas cadeias globais de suprimentos como um todo, sobretudo para os principais parceiros comerciais chineses.

O fornecimento de bens e serviços é afetado porque as fábricas e escritórios fecham as portas. Como resultado, a produção cai. E, ao mesmo tempo, a demanda também diminui, porque os consumidores ficam em casa e param de gastar.

A China produz atualmente mais de 20% de todos os bens intermediários manufaturados que são consumidos no mundo. O país é um dos principais vendedores de chips, circuitos integrados e outras partes e peças que vão se tornar celulares, máquinas de lavar, televisores e diversos outros eletrônicos em outros países.

A China é a principal fonte de componentes do Brasil. Por aqui, a fábrica da LG e unidades da Samsung e da Motorola tiveram produção suspensas antes mesmo da quarentena determinada pelos governos, por falta de componentes eletrônicos que deveriam vir da China.

Bolsas desabam pelo mundo

A pandemia tem provocada perdas históricas nas bolsas. Nos EUA, as bolsas registraram o pior trimestre desde 1987. No mundo, estima-se aproximadamente US$ 14 trilhões em valor de mercado perdidos, e até ativos seguros, como o ouro, estão sendo vendidos para compensar as perdas.

Entre as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, tecnologia e automóveis, mas com o derretimento dos mercados, todos os setores perderam valor de mercado e passaram a rever as projeções e resultados para o ano.

O temor de uma recessão global tem levado os bancos centrais a reduzirem as taxas de juros e a anunciar medidas bilionárias de estímulo e de socorro. Diversos governos passaram a prometer grandes quantidades de dinheiro para reduzir os impactos econômicos da pandemia de coronavírus, mas o sentimento de pânico ainda prevalece nos mercados, uma vez que ainda é difícil mensurar a duração das medidas de restrição.

Empresas projetam lucros menores

Em meio à tensão global, grades companhias como Apple, Microsoft, AB InBev, United Airlines, IAG, Mastercard, Toyota, Danone e Diageo passaram a alertar seus acionistas que o surto afetará seus resultados.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), por exemplo, estima que o setor de transporte aéreo de passageiros pode sofrer perdas de até US$ 200 bilhões em receita este ano, em meio ao fechamento de fronteiras em vários países e uma vez que pessoas em todo o mundo também têm cancelado viagens.

No Brasil, a Petrobras também já adiantou que o resultado financeiro da companhia no primeiro trimestre deverá ser impactado, principalmente em razão da queda no preço internacional do petróleo, e decidiu reduzir os investimentos previstos para o ano, além de cortar a produção e despesas.

Impacto na economia brasileira

As interrupções na atividade econômica e as incertezas sobre o futuro tem provocado abalos no mercado brasileiro. O dólar superou pela 1 vez na história o patamar de R$ 5,25. Já a Bovespa perdeu o patamar de 70 mil pontos, chegando a acumular queda de mais de 40% em 2020. Só em março, as empresas listadas na bolsa perderam R$ 1,1 trilhão em valor de mercado.

As preocupações em torno dos impactos do coronavírus têm pesado nas revisões para baixo nas projeções para o crescimento da economia brasileira em 2020.

O mercado brasileiro passou a estimar retração de 0,48% do PIB em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, e diversos bancos e consultorias avaliam que o país corre o risco de enfrentar uma nova recessão.

Soja, minério e carne

Do lado da exportação, o principal impacto de curto prazo tem sido nos preços das principais commodities vendidas pelo Brasil. As cotações da soja, do petróleo e do minério de ferro têm recuado diante do temor de uma desaceleração da economia chinesa e de uma recessão global.

A soja representa cerca de 30% de tudo o que o Brasil exporta para a China, seguido de petróleo (24%) e minério de ferro (21%).

As exportações de carne brasileira para a China, que estavam em alta depois de a peste suína africana atingir a oferta de carne do país asiático desde meados de 2018, também devem ser afetadas.

A maior preocupação é de que o surto se estenda por muito tempo ou uma desaceleração ainda mais forte da economia chinesa.

POr G1

CORONAVIRUS:Pedidos de seguro desemprego nos EUA disparam e passam de 3 milhões

O número de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos atingiram um recorde de mais de 3 milhões na semana passada, conforme medidas estritas para conter a pandemia de coronavírus paralisam o país, desencadeando uma onda de demissões que provavelmente puseram fim ao maior ‘boom’ de emprego na história norte-americana, segundo a Reuters.

Os pedidos iniciais de pedido-desemprego subiram para 3,28 milhões na semana passada, ante 282 mil na semana anterior. O volume supera em muito o recorde anterior de pedidos em uma única semana, em outubro de 1982, de 695 mil, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA.

O número de pedidos feitos na semana passada é maior que o total de pessoas que recebiam o benefício na semana encerrada em 7 de março, de 2.006.363.

Fonte: G1

Itália já prevê deixar pacientes de covid-19 com mais de 80 morrerem

A Itália já se prepara para ter que escolher quem vive e quem morre durante a pandemia de covid-19. Um documento obtido pelo jornal inglês The Telegraph preparado por um gabinete de crise em Turim indica que o país terá de negar atendimento em unidades de terapia intesiva para pacientes com mais de 80 anos ou que apresentem más condições de saúde.

O novo coronavírus já fez mais de 2 mil vítimas fatais no país. O número de casos chega a quase 28 mil. A Itália está em quarentena total desde o dia 9 de março.

O documento foi preparado pelo Departamento de Defesa Civil do Piemonte e estabelece critérios para acesso aos serviços intesivos de saúde. Além dos idosos e dos que apresentem outras condições graves de saúde, também a possibilidade de sobrevivência dos pacientes será avaliada.

“É como seria se estivéssemos em guerra”, disse um médico ouvido pelo jornal inglês.

De acordo com o Telegraph, o documento está pronto e aguarda o parecer de uma junta científica para ser enviado aos hospitais.

Fonte:R7

A crise mundial do coronavírus – consequências e medidas possíveis no âmbito das relações de trabalho

O mundo foi atingido por uma pandemia que, além de ceifar vidas, está alterando as formas de relacionamento pessoal e profissional em razão das medidas não medicamentosas para que a transmissão seja combatida.

Em especial, as relações de trabalho estão recebendo grande impacto, com a decretação de quarentena e isolamento em diversos países. No Brasil, apesar da quarentena ainda não ter sido adotada foi editada a Lei n. 13.979/2020 para regulamentar as medidas de combate à pandemia, dentre elas a quarentena e o isolamento.

No § 3º do art. 3º da referida lei há disposição dirigida às relações do trabalho, tendo o Brasil optado pela adoção da falta justificada. A falta justificada, a rigor, não tem conceito legalmente definido já que o artigo 473 da CLT trata de direito a faltas sem o prejuízo do salário, identificando alguns casos em que isto pode ocorrer, sem prejuízo de legislações esparsas sobre a matéria.

Apesar da mensagem do projeto de lei n. 23/2020 que originou a Lei n. 13.979/2020 não esclarecer o assunto, o conceito de falta justificada ali tratado para fins de evitar um contrassenso na relação dos trabalhadores e empregadores com o Estado.

Isto porque, nos casos de trabalhadores doentes haveria o direito à remuneração nos 15 (quinze) primeiros dias e a cobertura do auxílio doença no tempo restante, equivalendo a dizer que o Estado passaria a dividir com os empregadores o ônus dos afastamentos tal como ocorre em qualquer caso de enfermidade.

Diversamente, nas ausências de trabalhadores que não se encontram doentes, mas atingidos pelas medidas de quarentena e isolamento, o trabalhador seria remunerado pelo empregador, inclusive em período superior aos 15 (quinze) primeiros dias, importando em assunção de encargo muito maior.

Considerando que essas medidas podem adotar o caráter massivo, atingindo uma enorme coletividade e até mesmo toda a população, como ocorreu na Itália, os empregadores certamente entrarão em grave crise financeira e ainda terão que arcar com um ônus de pagamento dos salários superior àquele que arcariam nos casos dos empregados doentes, que seria limitado a 15 (quinze) dias.

É um ônus socialmente justificável embora para alguns possa ser considerado desmedido e que boa parte dos empregadores não teria como suportar.

Por outro lado, deixar os empregados sem a remuneração do período também implica em grave crise social pelo mesmo motivo, ou seja, o caráter massivo que as medidas podem adotar. Aliás, pode gerar também grave crise de consumo pois sem os salários uma grande massa de pessoas reduzirá ainda mais o consumo que, normalmente, já será afetado pela impossibilidade física das compras.

O melhor seria que o Governo dividisse esse encargo com os empregadores, criando modelo semelhante ao do auxílio doença, no qual os empregadores remunerariam por um período e a partir daí entrariam em benefício, podendo, para tanto, utilizar-se da figura, utilizada em outros países, do desemprego parcial, com regras próprias para empregados colocados em situação de quarentena. Assim, o fundo do seguro desemprego poderia ser uma opção, reduzindo o custo das empresas.

Seria uma forma de preservação das empresas, sem prejuízo aos empregados, visando uma colaboração de todos com a sanidade financeira do país.

A par dessas considerações de política legislativa e do conceito de que falta justificada não se confunde com falta remunerada do artigo 473 da CLT, a maior parte da jurisprudência deve se inclinar, em razão da aplicação do princípio protetivo, pela equiparação dos conceitos e estabelecer o direito do empregado à ausência remunerada ao trabalho como decorrência das medidas de quarentena, epidemia e exames obrigatórios.

Porém, somente as faltas decorrentes dessas medidas expressamente determinadas pelo Governo é que estariam ao abrigo do § 3º do art. 3º da Lei n. 13.979/2020. É certo que já existem pacientes em isolamento e a eles o disposto nesse artigo é aplicável.

Mas o que realmente preocupa é a quarentena, pois ela atingirá pessoas de forma indeterminada. Ainda não chegamos a esse ponto e, portanto, ainda não há aplicação do disposto no § 3º do art. 3º da Lei n. 13.979/2020, senão para casos isolados.

É importante lembrar que, caso sejam remunerados os dias de afastamento e eles sejam superiores a 30 (trinta) dias, haverá a perda do período aquisitivo incompleto de férias, na forma do inciso II do art. 133 da CLT, reiniciando-se novo período depois do retorno do empregado.

Ainda sobre os efeitos de uma possível quarentena sobre o contrato de trabalho, a fim de evitar esse encargo excessivo, é salutar que os empregadores busquem, desde logo, formas alternativas de prestação de serviços ou de interrupção dos mesmos.

A medida mais óbvia e adequada para as atividades intelectuais é o trabalho à distância, denominado de home office. Esta possibilidade não deve ser confundida com a alteração da natureza do contrato de trabalho para teletrabalho que representa uma alteração estrutural no contrato e que apresenta requisitos específicos na lei, como o aditivo contratual, por exemplo.

O controle do coronavírus é uma situação excepcional, de responsabilidade de todos, e que pode autorizar uma ordem de liberalidade do empregador para que os trabalhadores executem suas tarefas durante esse período em suas residências.

Não é muito diferente da determinação para execução de tarefas externas para empregados que, comumente, as executam internamente. Portanto, para a adoção do home office neste momento de crise não há necessidade dos requisitos estritos previstos para o teletrabalho.

Outra possibilidade, mais relacionada àqueles trabalhos que não podem ser realizados fora do ambiente de trabalho, como nas grandes plantas industriais, são as férias, quer seja adiantando-se férias individuais, quer seja pela concessão de férias coletivas.

Neste ponto convém desprezar os requisitos formais decorrentes da comunicação antecipada desses eventos ( 30 (trinta) dias para férias individuais e 15 (quinze) dias para as coletivas), pois a emergência, pública e notória, de âmbito nacional, de saúde pública e com velocidade de propagação não se coaduna com regras de proteção individual stritu senso.

Outro instrumento que também pode ajudar é a adoção do banco de horas, mormente nas precauções que estão sendo tomadas fora do âmbito de quarentena e isolamento, a partir de iniciativas salutares das próprias empresas. Assim, podem as empresas passar a adotar, por exemplo, horários diferenciados de trabalho desde logo, visando melhores condições de transporte e diminuindo o risco de contágio, com a utilização do banco de horas ou, até mesmo, da compensação mensal que pode ser feita por acordo tácito, na forma do § 6º do artigo 59 da CLT.

A adoção do lay off também pode ser uma opção, porém a necessidade de norma coletiva representaria um entrave à sua operacionalização ante a dificuldade da própria negociação decorrente da restrição às reuniões.

Assim, as medidas mais plausíveis são efetivamente o home office, o adiantamento de férias ou o banco de horas, principalmente neste período em que a quarentena não está declarada pelo Governo.

Por Paulo Sergio João e Sandro Vieira de Moraes

Mãe vai à lua de mel da filha, engravida do genro e se casa com ele

Uma mulher no Reino Unido contou uma história de traição digna de telas de cinema. Em entrevista ao jornal britânico Mirror, Lauren Walls revelou que sua mãe a traiu com o seu marido durante a viagem de lua de mel e teve um filho com ele. E como se não bastasse, marido e sogra ainda se casaram.

Segundo Lauren, ela e Paul White estavam juntos há dois anos quando tiveram uma filha. Ela tinha 19 anos e ele 20. Cinco meses depois do nascimento da menina, em agosto de 2004, eles se casaram. Julie, mãe de Lauren, ajudou a pagar o casamento e por isso foi convidada pelo casal para viajar com eles na lua de mel. Cerca de dois meses depois, Paul saiu de casa.

A mulher traída conta que depois da lua de mel, começou a notar um comportamento estranho de Paul, que passava muito tempo longe de casa. A revelação da traição aconteceu depois que a irmã de Lauren viu mensagens suspeitas do cunhado no celular de Julie.

Questionada pela filha, a mãe negou o caso. No entanto, quando foi falar com o marido, Paul reconheceu a traição e se separou de Lauren, deixando-a sozinha com a bebê de 7 meses do casal. Dias depois, o ex-marido foi morar com a sogra.

Semanas após o término, Lauren percebeu que a mãe estava grávida. Julie tentou negar afirmando que se tratava de um cisto. Meses depois, em julho de 2005, o bebê nasceu. “Eu mandei uma mensagem para ela e perguntei: ‘E aí, removeu o cisto?”, conta.

Anos depois, Julie convidou a filha para o casamento dela com o ex-marido. A cerimônia aconteceu exatamente cinco anos depois daquela de Lauren e Paul, em 2009. “Era muito para aguentar, mas fui por causa da minha filha. Fui ver minha mãe se casar com o mesmo homem com que eu me casei cinco anos antes”.

De acordo com Lauren, ela nunca conseguiu perdoar a mãe de verdade e conta que, até hoje, embora tenha se casado e tido outros filhos, tem problemas para se relacionar por conta do trauma. Já mãe dela disse ao jornal: “Nós somos casados. Não foi um caso”. Paul, hoje com 35 anos, se recusou a comentar a história.

bbc

Soldados dos EUA embarcam para o Oriente Médio: ‘Vamos à guerra’

Para muitos dos soldados, será a primeira missão. Eles empacotaram munição e fuzis, fizeram ligações de última hora para familiares e amigos e entregaram os celulares. Alguns doaram sangue.

Os 600 soldados majoritariamente jovens em Fort Bragg, no Estado norte-americano da Carolina do Norte, estavam a caminho do Oriente Médio e eram parte de um grupo de cerca de 3.500 paraquedistas enviados para a região. O Kuweit é a primeira parada de muitos. Seus destinos finais são confidenciais.

“Estamos indo para a guerra”, comemorou um, fazendo sinal positivo com os polegares. Ele estava entre dezenas de soldados que carregavam caminhões diante de um edifício de concreto que abriga diversos auditórios com mesas e bancos compridos.

Maior destacamento rápido desde o terremoto do Haiti

Dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenar o assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani com um drone, provocando temores de um novo conflito no Oriente Médio, os homens e mulheres da célebre 82ª Divisão Aérea do Exército estão partindo no maior “destacamento rápido” desde o terremoto de 2010 no Haiti.

O general do Exército James Mingus atravessou o mar de homens e mulheres de uniforme camuflado enquanto estes se preparavam para deixar a base próxima de Fayetteville, no domingo. Ele trocou apertos de mãos com as tropas, desejando-lhes sorte.

Um soldado de 27 anos de Ashboro, na Virgínia, disse que não se surpreendeu quando a ordem chegou.

“Estava assistindo o noticiário, vendo como as coisas estão acontecendo por lá”, disse ele, um dos vários soldados que a Reuters teve permissão de entrevistar sob a condição de não identificá-los. “Aí recebi uma mensagem de texto do meu sargento dizendo ‘não vá a lugar nenhum’. E foi isso”.

Soldados rezam e brincam antes do embarque

O perigo parecia distante das mentes dos jovens soldados, mas muitos encheram a capela da base depois do café da manhã.

Um deles pegou uma correia presa a um caminhão de transporte e tentou prendê-la no cinto de um amigo distraído, uma última brincadeira antes de embarcar.

Os soldados mais velhos, na faixa dos 30 a 40 anos, estavam visivelmente mais contidos, tendo a experiência de ver camaradas voltarem para casa com uma perna ou dentro de um caixão.

“Esta é a missão, cara”, disse Brian Knight, veterano aposentado do Exército que participou de cinco operações no Oriente Médio. “Eles estão empolgados para ir. O presidente chamou a 82ª”.

Avião ucraniano com 176 a bordo cai em Teerã após decolar

Um avião Boeing 737 caiu perto do aeroporto de Teerã, capital do Irã, nesta quarta-feira (8), logo após decolar do aeroporto Imam Khomeini, em Shahedshahr, a sudoeste da capital iraniana. A aeronave ucraniana transportava 176 pessoas. Ninguém sobreviveu.

A tragédia aconteceu poucas horas após o Irã ter disparado mísseis contra duas bases aéreas que abrigam tropas dos EUA no Iraque, em resposta à morte do general Qassem Soleimani. No entanto, não há informações sobre relação entre os dois casos.

O voo 752 da Ukraine International Airlines partiu com quase uma hora de atraso, às 6h12, e tinha como destino o Aeroporto Internacional Boryspil, em Kiev, na Ucrânia.

Causas da queda

A rede de televisão CNN informou, citando a emissora estatal iraniana Irib, que as duas caixas-pretas do avião foram encontradas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que uma comissão investiga todas possibilidades.

A embaixada da Ucrânia chegou a divulgar uma nota dizendo que, segundo informações preliminares, a queda do avião teria sido provocada por problemas técnicos no motor e descartando qualquer relação do incidente com terrorismo ou com os disparos de foguetes.

Mais tarde, uma nova nota destacou que as causas estão sendo esclarecidas.

“As informações sobre as causas da queda do avião estão sendo esclarecidas pela comissão. As declarações anteriores relativas às causas do acidente à decisão da referida comissão não são oficiais”.

Boeing diz coletar informações

O site da emissora do Catar Al-Jazeera, citando a imprensa iraniana, diz que a queda aconteceu perto de Parand, um subúrbio de Teerã.

Em seu perfil no Twitter, a Boeing escreveu que está ciente das notícias sobre o acontecido no Irã e que está coletando mais informações.

Passageiros

Reza Jafarzadeh, porta-voz da Organização de Aviação Civil do Irã, disse à televisão estatal que a aeronave transportava 167 passageiros e 9 tripulantes.

O ministro ucraniano de Relações Exteriores, Vadym Prystaiko, afirmou que no voo havia passageiros de 7 nacionalidades: 82 do Irã, 63 do Canadá, 11 da Ucrânia (9 tripulantes), 10 da Suécia, 4 do Afeganistão, 3 do Reino Unido, e outros 3 da Alemanha.

Funeral de general iraniano reúne milhares em sua cidade natal; tumulto deixa 35 mortos

Milhares de pessoas participam nesta terça-feira (7) do cortejo que segue o corpo do general iraniano Qassem Soleimani, em Kerman, sua cidade natal. Um tumulto durante a despedida do comandante, que foi vítima de um ataque americano no Iraque, deixou dezenas de mortos e feridos.

O balanço de vítimas ainda é incerto. A TV estatal afirma que 35 pessoas morreram, mas a agência Fars diz que esse número é de, no mínimo, 50. O número de feridos chegaria a 200, segundo a Fars.

A elevada quantidade de participantes do cortejo fúnebre provocou um atraso no sepultamento, que acontecerá no Cemitério dos Mártires, após quatro dias de homenagens. A alteração no horário foi divulgada depois da confusão.

A cerimônia do enterrou começou às 18h30 (13h de Brasília).

Imagens da TV estatal mostram os iranianos nas ruas de Kerman carregando bandeiras do Irã e imagens do general, enquanto hinos de luto soam de alto-faltantes. Durante o cortejo, autoridades discusaram, entre elas o ministro de Relações Exteriores, Mahammad Zarif.

As homenagens a Soleimani, que era considerado um herói nacional, começaram no sábado (4), no Iraque, e passaram por várias cidades, como Bagdá, Karbala e Najaf, consideradas sagradas pelos muçulmanos xiitas.

No domingo (5), o corpo seguiu para o Irã. O cortejo começou pela cidade de Ahvaz, no sudoeste do país, passou por Mashhad, na região nordeste, e seguiu para Teerã. Na capital iraniana, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chegou a chorar durante uma homenagem a Soleimani.

Vítima de tumulto recebe massagem cardíaca durante funeral de general iraniano em Kerman, no Irã, nesta terça-feira (7) — Foto: Associated Press

A mobilização popular lembrou as massas que se reuniram em 1989 para o funeral do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, segundo Reuters.

Forças americanas ‘terroristas’

Caixões do general Qassem Soleimani e outras vítimas de ataque no Iraque são transportados por caminhão cercado por multidão em Kerman, no Irã, nesta terça-feira (7) — Foto: Erfan Kouchari / Agência de Notícias Tasnim via AP

O Parlamento do Irã aprovou por unanimidade nesta terça uma moção que declara todas as forças americanas e o Pentágono como “terroristas”. Após a votação, os delegados cantaram “Morte à América”, de acordo com a agência de notícias estatal iraniana Irna.

Na mesma sessão, o parlamento também aprovou um orçamento ampliado para a Força Quds, que Soleimani chefiou.

Khamenei pede ataque direto

O líder supremo do Irã, o Ali Khamenei, participou de um encontro no Conselho de Segurança Nacional para estabelecer os parâmetros da reação do seu país ao ataque americano que matou o general. Ele orientou que a retaliação seja um ataque direto e proporcional aos interesses americanos, abertamente realizado pelas próprias forças iranianas, de acordo com relatos de fontes do jornal americano “The New York Times”.

Iranianos barrados

Um grupo de mais de 100 americanos com ascendência iraniana foram barrados na fronteira dos EUA, em Washington, quando voltavam de férias do Canadá. De acordo com o jornal “The New York Times”, eles foram questionados pelos agentes de segurança sobre a crise entre os Estados Unidos e o Irã. Um engenheiro de software da Microsoft foi questionado sobre o serviço militar que prestou no passado. O governador Jay Inslee declarou que a “detenção” de pessoas foi inapropriada.

Soldados no Iraque

O governo alemão retirou um pequeno número de soldados do Iraque por questões de segurança. Eles foram enviados para Jordânia e Kuwait. Até então, a Alemanha mantinha 120 militares no país com a função de treinar as forças iraquianas.

A Eslováquia também anunciou que vai realocar temporariamente seus sete soldados que estavam no país para uma missão de treinamento da Otan.

Ataque e a escalada da tensão

Multidão acompanha nesta terça-feira (7) o cortejo com os corpos do general Qassem Soleimani e de vítimas de ataque americano — Foto: Mehdi Bolourian / Fars Agência de Notícias / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via Reuters

O general Qassem Soleimani e sua comitiva foram alvos de um ataque com drones perto do aeroporto de Bagdá, no Iraque, na quinta-feira (2).

Soleimani, de 62 anos, comandava a Força Quds, uma unidade de elite da Guarda Revolucionária Iraniana com atuação no exterior e era considerado o segundo homem mais poderoso do Irã, abaixo apenas do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Os Estados Unidos, que classificam Quds como uma força terrorista, acusaram Soleimani de estar “ativamente desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”.

O general era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país.

Irã prometeu se vingar da morte de Souleimani e, em resposta, Trump disse que atacará 52 alvos iranianos caso os norte-americanos sejam alvo de alguma ação iraniana.

O Irã anunciou que seu trabalho de enriquecimento de urânio não respeitará mais o acordo nuclear de 2015, que limitava o nível de enriquecimento a 3,6%, e que sua produção não terá mais restrições.

Fonte: G1

Iêmen: a guerra que já matou 85 mil crianças de fome, mas ninguém comenta

Combatentes do Iêmen com a coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita Imagem: Tyler Hicks/The New York Times… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2018/12/06/iemen-a-guerra-que-ja-matou-85-mil-criancas-de-fome-mas-ninguem-comenta.htm?fbclid=IwAR3s3dqp5Joft1UFsUAyu779LkYrUG0GR18Xkfhaa-wezc5B8wCw9p5jbGM&cmpid=copiaecola

O Iêmen, país mais pobre da Península Arábica, vive um conflito sangrento desde que, em 2014, os rebeldes huthis xiitas, apoiados pelo Irã, tomaram a capital, Sanaa. A guerra deixou até agora 10 mil mortos e mais de 56 mil feridos desde 2015, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, acredita-se que o balanço real seja muito maior. O conflito está provocando a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU, que estima em 14 milhões o número de pessoas em situação de pré-fome. Cerca de 85 mil crianças morreram de fome ou de doenças entre abril de 2015 e outubro de 2018, de acordo com estimativas da ONG Save The Children. Em 26 de março de 2015, nove países comandados pela Arábia Saudita lançaram uma operação aérea para conter o avanço dos rebeldes huthis para o sul do Iêmen. Entenda:

A revolta em Sanaa

Em julho de 2014, os huthis, que se opõem ao poder central há uma década, lançaram uma ofensiva de seu reduto em Sada (norte). Contam com o apoio do Irã, que desmente, no entanto, qualquer ajuda militar. Em 21 de setembro, os rebeldes, aliados às unidades leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, entram em Sanaa. Após intensos combates, tomam o controle da sede do governo e da rádio estatal. Em 14 de outubro, apoderam-se do porto de Hodeida (oeste), no Mar Vermelho, e depois avançam para o centro. Em 20 de janeiro de 2015, após novos combates, os huthis se apoderam do Palácio Presidencial em Sanaa e cercam a residência do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, que foge para Áden (sul).

Intervenção da coalizão árabe

Em 26 de março de 2015, uma coalizão de vários países árabes, liderada pela Arábia Saudita, vizinha do Iêmen, lança uma operação aérea para combater o avanço dos rebeldes para o sul. Hadi e refugia em Riad. Em julho de 2015, o governo anuncia a “libertação” da província de Áden, primeira vitória das forças leais, apoiadas pela coalizão. Áden se torna capital provisória do país.

As forças leais completam até meados de agosto a retomada de cinco províncias do sul, mas têm dificuldades em assegurá-las ante a presença de jihadistas, como a rede Al Qaeda e o grupo extremista Estado Islâmico (EI). Em outubro, recuperam o estreito de Bab al Mandeb, por onde transita boa parte do tráfego marítimo mundial.

A coalizão foi integrada por Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Kuait, Egito, Jordânia, Senegal, Marrocos, Sudão e Qatar – este último até 2017, quando eclodiu uma crise diplomática entre o país e outras nações árabes, lideradas novamente pelos sauditas.

Fissuras

Em 23 de agosto de 2017, a direção dos huthis qualifica de “traidor” o ex-presidente Saleh, que os tinha tratado de “milicianos”. A crise degenera em Sanaa, com combates violentos entre aliados. Saleh é assassinado no começo de dezembro de 2017 pelos rebeldes, que aproveitam, assim, para reforçar seu controle da capital. O campo leal também sofre divisões e os separatistas sulistas se voltam contra o campo presidencial em Áden.

Mísseis contra a Arábia Saudita

Os insurgentes intensificaram desde novembro de 2017 o lançamento de mísseis contra a Arábia Saudita, que acusa o Irã de proporcionar-lhes este tipo de armamento. Os iranianos negam.

Fracasso das discussões de paz

Em 8 de setembro de 2018, as discussões patrocinadas pela ONU, as primeiras em mais de dois anos, fracassam em Genebra mesmo antes de começar, já que os rebeldes decidem não ir. No dia seguinte, os combates ao redor da cidade portuária de Hodeida deixam mais de 80 mortos.

Ofensiva em Hodeida

Em 18 de setembro, as forças pró-governamentais e a coalizão árabe anuncia a retomada da ofensiva para expulsar os rebeldes de Hoideida, ponto de entrada essencial para a ajuda humanitária ao país. A ofensiva começa em julho, mas a coalizão interrompe suas operações durante o verão no hemisfério norte.

Em novembro, 12 dias de bombardeios e combates entre rebeldes e leais terminaram com quase 600 mortos nos dois lados.

Chamados a pôr fim à guerra

Em 30 de outubro, os Estados Unidos pediram que se ponha um fim à guerra e em particular aos ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita. Em 21 de novembro, o enviado da ONU, Martin Griffiths, começa consultas para manter diálogos de paz. Ele se reúne com líderes rebeldes em Sanaa e depois com líderes iemenitas exilados em Riad.

Fonte: UOL

Polícia encontra 39 corpos em caminhão no Reino Unido

A polícia britânica informou que encontrou 39 corpos no baú de um caminhão em uma propriedade industrial de Waterglade, em Grays, na região de Essex (leste de Londres), nesta quarta-feira (23).

O motorista do veículo, um norte-irlandês de 25 anos, foi preso por suspeita de assassinato.

Segundo a polícia, os corpos são de 38 adultos e um adolescente. Até o momento, não há informações sobre a nacionalidade das vítimas nem se são migrantes. A identificação das vítimas é uma prioridade, mas autoridades dizem que esse processo pode demorar para ser concluído.

As circunstâncias e causa das mortes ainda são investigadas.

Percurso do caminhão

Os agentes suspeitam que o caminhão veio da Bulgária (país da União Europeia) e entrou no Reino Unido via Holyhead, cidade portuária do País de Gales, no sábado (19). Um serviço regular de balsas funciona entre Holyhead e a capital da Irlanda, Dublin. A travessia do Mar da Irlanda nesse trecho dura cerca de 3 horas.

De Holyhead, que é parte do Reino Unido, o caminhão teria seguido por estradas até o condado de Essex, que fica ao leste de Londres. Esse percurso tem cerca de 500 km. A cidade de Grays, onde o caminhão foi encontrado, fica a cerca de 30 km de Londres.

O veículo foi encontrado pela polícia na madrugada desta quarta-feira após um alerta dos serviços de ambulância. Não foram encontrados sobreviventes no interior do veículo.

O Ministério das Relações Exteriores da Bulgária informou que o caminhão está registrado no país em nome de uma empresa cuja proprietária possui cidadania irlandesa.

Os búlgaros têm direito a trabalhar no Reino Unido. A Bulgária faz fronteira, no entanto, com a Turquia e é comumente usado como parte da rota de imigração ilegal e transporte de refugiados de regiões como a Ásia, África e Oriente Médio.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, disse ter ficado “horrorizado com este trágico incidente”. “O ministério do Interior trabalhará em estreita colaboração com a polícia de Essex para estabelecermos exatamente o que aconteceu”, afirmou.

O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, afirmou ao parlamento irlandês que há relatos de que o caminhão teria passado em seu país. “É uma real e terrível tragédia humana. Abriremos as investigações necessárias se for confirmado que o caminhão de fato passou pela Irlanda”.

Rota incomum

Nos últimos anos, muitos migrantes tentaram entrar no Reino Unido escondidos em caminhões ou em embarcações que atravessam o Canal da Mancha, que liga Calais (norte da França) a Dove (sul da Inglaterra ).

Diante do reforço das operações de controle da polícia na costa do estreito, a Irlanda se tornou uma opção nas rotas dos traficantes de pessoas por sua fronteira aberta com o Reino Unido.

Seamus Leheny, responsável pela Associação de Transporte por Fretes da Irlanda do Norte, disse que se o caminhão tiver vindo da Bulgária entrado na Inglaterra via Holyhead ele utilizou essa “rota não-ortodoxa”.

Segundo ele, pode ter sido mais fácil deixar o território francês por Cherbourg ou Roscoff. Eles podem ter entrado na Irlanda pela cidade de Rosslare e seguido pela estrada até Dublin. “É um longo caminho e aumenta um dia extra à jornada”.

Outros casos

Em junho de 2000, 58 imigrantes chineses foram encontrados sufocados em um caminhão em Dover. Entre eles, foram encontrados dois sobreviventes, de acordo com a BBC. Um motorista holandês foi preso no ano seguinte por homicídio culposo.

Em agosto de 2015, no auge da crise migratória, um caminhão frigorífico com 71 corpos de imigrantes foi encontrado abandonado no leste da Áustria. O veículo havia deixado a Hungria, que era rota dos dezenas de milhares de refugiados que fugiam do Oriente Médio e na África.

Fonte: G1