Impeachment: Flávio Dino trai Humberto Coutinho em vaga ao Senado

flavio-dino-humberto-coutinho-940x540O governador Flávio Dino (PCdoB) mostrou, ontem 15, que está mesmo disposto a tudo para se alçar ao posto de maior articulador de votos favoráveis a presidente Dilma Rousseff (PT), no processo de impeachment marcado para acontecer neste domingo 17, na Câmara dos Deputados.
Até mesmo trair um acordo com o seu maior padrinho político e co-piloto de seu governo, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho (PDT).
Em tratamento em São Paulo contra um câncer e se recuperando de Chikungunya, Coutinho soube que ogovernador do Maranhão garantiu as duas vagas ao Senado em 2018 pela sua coligação em troca dos votos dos deputados Waldir Maranhão (PP-MA) e José Reinaldo Tavares (PSB-MA), em desacordo com um acerto feito com ele, de que teria uma das duas vagas que ficarão abertas após o fim do mandato dos peemedebistas João Alberto e Edison Lobão.
Com a traição a Humberto Coutinho, o placar da bancada maranhense contrária ao impeachment de Dilma subiu de sete para nove votos, empatando com os que votarão a favor do afastamento da petista.
Além do chefe do Legislativo estadual, embora não tenham recebido a palavra do governador, quem também viu o sonho de ter seu nome cravado na vaga ao Senado pela coligação do comunista foi o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB); o ex-reitor da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Natalino Salgado; e o juiz federal José Carlos Madeira. Todos sonhavam em ter o apoio de Flávio Dino em 2018.
Também está incluído na lista o deputado federal Weverton Rocha (PDT), mas, pela sua aparição em um vídeo, este parece ter abandonado a pretensão como forma de reforçar a garantia das vagas dada por Dino a Waldir Maranhão e José Reinaldo.

Ministro do PMDB vota a favor do impeachment de Dilma

Mauro Lopes (PMDB-MG), ex-ministro da Aviação Civil
Mauro Lopes (PMDB-MG), ex-ministro da Aviação Civil

Exonerado da Secretaria de Aviação Civil para votar contra o impeachment, o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) surpreendeu o Palácio do Planalto neste domingo (17) e votou favoravelmente ao afastamento da presidente Dilma Rousseff.
Já outros dois ministros do PMDB que se desligaram da Esplanada dos Ministérios para apoiar a presidente da República na votação do impeachment – Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) – mantiveram o acerto com a presidente e se posicionaram no plenário da Câmara contra o afastamento.
“Guardarei a gratidão comigo, mas, honrando o nosso PMDB com lealdade, na condição de secretário-geral do PMDB juntamente com o nosso honrado presidente do partido Michel Temer […] quero aqui, senhor presidente, dizer do fundo da minha alma, pensando na minha família, na minha esposa, nos meus filhos, nos meus netos, eu voto sim”, declarou o ex-ministro da Aviação Civil no plenário da Câmara.
Lopes assumiu o comando da Aviação Civil, em 17 de março, à revelia da direção do PMDB, que, cinco dias antes, havia decidido, em sua convenção nacional, que a legenda não assumiria ministérios até definir se romperia ou não com o governo petista.
G1

Veja como votaram os deputados do MA na sessão do impeachment

IMG-20160418-WA0003Os deputados maranhenses participaram neste domingo (17) da votação que decide a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Roussef (PT). Dos 18 parlamentares que representam o Estado, dez votaram a favor e, os outros oito, contra.
Veja abaixo como votou cada deputado maranhense:
Alberto Filho (PMDB) – Sim
Aluísio Mendes (PTN) – Não
André Fufuca (PP) – Sim
Cleber Verde (PRB) – Sim
Eliziane Gama (PPS) – Sim
Hildo Rocha (PMDB) – Sim
José Reinaldo (PSB) – Sim
João Castelo (PSDB) – Sim
João Marcelo Sousa (PMDB) – Não
Juscelino Filho (DEM) – Sim
Júnior Marreca (PEN) – Não
Pedro Fernandes (PTB) – Não
Rubens Júnior (PC do B) – Não
Sarney Filho (PV) – Sim
Victor Mendes (PSD) – Sim
Waldir Maranhão (PP) – Não
Weverton Rocha (PDT) – Não
Zé Carlos (PT) – Não

Orientação do PP no Maranhão, é não da legenda pra nenhum candidato a prefeito apoiado pelo Waldir

downloadO Gérson Camaroti falou, que a orientação do partido no Maranhão, é não da legenda pra nenhum candidato a prefeito apoiado pelo Waldir.

Falamos ontem com pré candidato a prfeito de Codó Chiquinho do SAAE, perguntado a ele como ficaria o PP em Codo ele nos respondeu que continuará como esta, pois assim que ele pegou a direção do diretório municipal ele fez a homologação e com isso evita que o mesmo venha perder o diretório .

Todos nós somos sabedores que Chiquinho do SAAE foi indicado por Waldir Maranhão que na ocasião era o presidente estadual do partido .

Um dia decisivo

IMG-20160417-WA0015A Câmara dos Deputados reúne-se hoje para decidir sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. É oportuno reiterar, nesta oportunidade, os termos da nota publicada neste espaço na quinta-feira, 7 de abril, sob o título Impeachment é o melhor caminho: “Este governo, inviabilizado por uma presidente da República inábil e inepta, se deslegitimou de facto por decisão da maioria absoluta dos brasileiros e precisa ser afastado o mais rapidamente possível para permitir que se dê início à reconstrução nacional”. Esta é a dura realidade dos fatos e o País espera que seus representantes não a percam de vista no momento em que, diante dos olhos daqueles aos quais devem seus mandatos, se dirigirem ao microfone do plenário da Câmara para declarar “sim” ou “não” à admissibilidade do processo de impeachment.

A deposição de uma chefe de Estado eleita pelo voto popular é certamente uma medida traumática que, se não fosse conduzida dentro dos limites estritamente constitucionais, constituiria grave ofensa – “golpe”, como preferem os petistas – aos fundamentos institucionais do País. Mas a democracia brasileira, embora jovem e carecendo de aprimoramentos, tem sabido reagir adequadamente às crises surgidas nos últimos trinta e tantos anos. O processo de impeachment de Dilma Rousseff não fugiu à regra.

Existem fundamentos jurídicos em abundância para respaldar o pedido de impeachment. A eles se soma a avassaladora razão de natureza política que se traduz, em resumo, pela traição aos reais interesses do País, patente a partir do momento em que o governo petista escancarou a opção por seu projeto de perpetuação no poder com a prática de um populismo irresponsável que mergulhou o Brasil na mais grave crise moral e econômica do último quarto de século.

Dilma deverá ter seu mandato cassado não apenas pelas “pedaladas” que efetivamente praticou, desrespeitando normas fiscais, ou por ter criminosamente autorizado despesas públicas à revelia do Parlamento. Dilma também será apeada do poder porque a esmagadora maioria dos brasileiros está revoltada com a corrupção endêmica na gestão da coisa pública, estimulada por um ex-presidente que se apresenta como defensor dos fracos e oprimidos enquanto confraterniza com empresários poderosos e corruptos; com as deslavadas mentiras eleitorais de 2014; com a arrogante e desastrada tentativa de impor, na marra, a hegemonia do lulopetismo ao Parlamento logo no início do segundo mandato; com a exacerbação do nefasto toma lá dá cá que transformou a Esplanada dos Ministérios num balcão de compra e venda de diplomas de representação popular.

Dilma deverá ser afastada da Presidência da República porque sua gerência arrogante e inepta resultou na inflação que corrói os rendimentos da população de baixa renda e na recessão que rouba os empregos, igualmente, de chefes de família e de jovens. A perversa combinação de inflação e recessão resultou na absoluta falta de confiança no governo central por parte dos agentes econômicos, sem cujo concurso é simplesmente impossível promover o crescimento econômico e a criação de riquezas que beneficiem o conjunto da sociedade.

A vitória do “sim” ao impeachment na votação de hoje na Câmara, sugerida pela debandada dos antigos apoiadores da presidente que se seguiu à aprovação do relatório da Comissão Especial, será apenas mais um passo no processo de afastamento definitivo de Dilma. A partir daí, a responsabilidade será do Senado Federal, onde já se prevê que a votação, por maioria simples, da admissibilidade do impeachment será realizada dentro de pouco mais de um mês. Começará, então, a contar o prazo de até 180 dias, durante o qual Dilma ficará afastada da Presidência, para a decisão final do Senado.

Todo esse rito deverá ser conduzido com serenidade de espírito e rigoroso respeito à Constituição e às leis do País. E o resultado deverá ser acatado por todos os brasileiros, independentemente de simpatias e ideologias. Pois, após passar pelas incertezas dos últimos meses, a Nação precisa se reagrupar para superar a crise. Esse é um dever patriótico ao qual nenhum cidadão poderá faltar.

Maioria do STF nega adiar sessão e alterar votação do impeachment

1610641Com os partidos abandonando a base aliada e a pressão cada vez maior pelo impeachment, o governo decidiu recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar o avanço do processo na Câmara, mas acabou derrotado na tentativa de adiar a sessão e alterar o rito de votação.
Por 8 votos, o STF rejeitou o pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) e de deputados do PT para suspender a votação do processo, marcada para domingo (17).
O governo alegava que a sessão não deveria ser realizada porque o relatório da comissão especial da Câmara que discutiu o afastamento da petista e recomenda o recebimento da denúncia por crime de responsabilidade teria ultrapassada o teor das acusações, citando questões estranhas, como delação da Lava Jato, e, portanto, ferindo o amplo direito de defesa.

Os ministros entenderam, no entanto, que cabe plenário da Câmara analisar a denúncia original e não o relatório da comissão. Portanto, os deputados devem avaliar suspeitas de crime de responsabilidade, relacionados às chamadas pedaladas fiscais e aos decretos que ampliaram os gastos federais em R$ 3 bilhões, sem considerar Lava Jato.
Outro argumento é que o Supremo conferiu maior poder ao Senado, que decidirá se abre ou não o processo e se a presidente será afastada, quando poderá ser feita a ampla defesa de Dilma.
Para os ministros, não houve irregularidade na fase inicial do processo. Votaram para negar a liminar (decisão provisória) para cancelar a sessão: os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Relator do caso, Fachin defendeu que a denúncia original é que vai ser analisada pelo plenário da Câmara e não exatamente o relatório da comissão especial, que é questionado pelo Supremo.
“No que diz respeito a imputações do teor da denúncia como originalmente chegou é o mesmo teor inicial. Não se sustenta inviabilização da defesa inadequada. Tendo como baliza o voto majoritário [na fixação do rito do impeachment em dezembro], não constato vícios alegados e não há que se falar em nulidade do parecer”,
“Para não se transformar alegações de nulidade em fetichismo, que se demonstre o efetivo prejuízo no cerceamento de defesa. Não vi demonstração de prejuízo efeitvo por eventuais inconsistências”, afirmou Teori Zavascki.
Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo, divergiram da maioria. Marco Aurélio propôs a concessão de uma liminar para estabelecer que a Câmara só possa analisar a denúncia original sobre as questões fiscais.
O presidente do STF afirmou que houve claro cerceamento de defesa e votou por uma liminar para retirar do parecer temas estranhos à denúncia original.
ORDEM DA VOTAÇÃO
Numa sessão longa de mais de seis horas e marcada às pressas, o STF também validou uma norma do regimento interno da Câmara utilizada por Cunha que prevê a votação do processo de impeachment de Dilma começando por deputados do Norte para o Sul, de forma intercalada.
Ficou estabelecido ainda que a chamada dos parlamentares será feita pela bancada de cada Estado, alternando uma do Norte e uma do Sul.
A metodologia de votação que foi decidida por Cunha num primeiro momento acabou alterada, após a questão chegar ao Supremo.
A ordem da votação importa porque o placar parcial no domingo pode representar uma pressão de última hora sobre os ainda indecisos.
Para os governistas, o modelo adotado por Cunha tem por objetivo criar uma “onda” favorável ao impeachment durante o início da votação, já que, pelo sistema proposto pelo peemedebista, a maioria dos parlamentares que votarão primeiro tendem a ser contrários ao governo. O governo preferia ordem alfabética ou chamada individual, sendo um do Norte e um do Sul.
AÇÕES
A discussão sobre o impeachment chegou ao STF por ações apresentadas pela AGU e deputados governistas, sendo que a principal delas pede a suspensão do processo de impeachment.
Horas após receber os processos, o Supremo cancelou a sessão da tarde, quando os ministros foram para os gabinetes estudar o caso, e decidiu-se realizar uma sessão extra para analisar cinco recursos.
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, argumenta que a Comissão Especial que aprovou a abertura do processo levou em consideração temas que não têm relação com a denúncia, como delação do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) na Lava Jato.
“A ampliação do objeto (da denúncia) fere de morte esse processo. De quais os fatos está sendo acusada a presidente? Só os da denúncia? Nós defendemos. Se são outros, está se discutindo fatos para os quais não fui chamado a defender”, explicou Cardozo.
A AGU sustenta que o colegiado formado pelos deputados tinha de se debruçar apenas sobre as suspeitas de crime de responsabilidade, relacionados às chamadas pedaladas fiscais e aos decretos que ampliaram os gastos federais em R$ 3 bilhões. Essa questão não havia sido analisada pelo tribunal até a conclusão desta edição.
Entre os auxiliares da presidente Dilma havia uma dúvida se valeria a pena entrar com as ações antes da votação do impeachment já que uma resposta negativa do STF aos pedidos pode ter influência no domingo.
Ao rejeitar dois mandados de segurança e um pedido de liminar que tratavam da votação do impeachment, parte dos ministros atacou a judicialização e a interferência no Legislativo.
“Não vamos agora ditar regras como deve se comportar o parlamentar. Como deve ser a norma regimental. Isso representa antítese à cláusula pétrea dos Poderes”, disse o ministro Luiz Fux.
Para Gilmar Mendes, “a titular do cargo não tem mais condições de ser presidente. (…) Para jogador ruim, até as pernas atrapalham”.
Outros ministros defenderam que, devido à gravidade do caso, o STF tem que interferir. O presidente do Supremo fez um discurso duro sobre o papel da corte no impeachment. Ele frisou que, apesar de não serem eleitos, os integrantes da STF têm legitimidade para “rever” atos dos outros poderes da República.
Ele acrescentou ainda mesmo atos políticos, como um processo de impeachment, pode ser revisado pelo Judiciário.
“Embora não tenham sido eleitos pelo povo, juízes têm legitimidade nacional. Como juiz da Suprema Corte, tenho legitimidade, sim para rever atos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário”, afirmou o presidente do STF.
Ao longo do julgamento, Lewandowski fez várias interferências nos votos dos colegas e também defendeu espaço para que Cardozo pudesse se manifestar na sessão, o que acabou rejeitado pelo plenário.
MUDANÇA
Cunha definiu que a votação do impeachment seguiria a ordem Norte-Sul, alternada por Estados, mas deixou a região Nordeste, onde Dilma Rousseff tem mais apoio, por último.
Pela nova ordem, o primeiro Estado a votar será Roraima, seguido do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Dentro dos Estados, a ordem de votação dos deputados será a alfabética.
Quando se esgotarem os três Estados do Sul, Cunha pretende seguir alternando os Estados do Norte com os do Centro-Oeste, e depois com os do Sudeste. Os Estados do Nordeste entrariam por último.

Maioria dos deputados maranhenses apoiam impeachment de Dilma

df-e1460666441934Faltando pouco para iniciar a votação que definirá a continuidade ou não do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, a maioria dos deputados da bancada maranhense na Câmara Federal estão favoráveis ao impeachment.

A alteração nos números, que até ontem eram diferentes, ocorreu devido à mudança de posição de alguns parlamentares e pela definição de outros.

Cléber Verde (PRB) era um dos que permaneciam indecisos, mas decidiu optar pela saída de Dilma. O deputado Alberto Filho (PMDB), voltou atrás em sua opinião e agora é favorável a continuidade do processo, assim como Aluísio Mendes, que após decisão do PTN, também apoiará o impeachment.

Até agora são dez deputados federais representantes do Estado a favor, seis contra, um indeciso e um que ainda não manifestou sua opinião publicamente. Veja abaixo a lista detalhada:

A favor
João Castelo (PSDB)
Juscelino Filho (DEM)
Eliziane Gama (PPS)
Waldir Maranhão (PP)
Sarney Filho (PV)
André Fufuca (PP)
Cleber Verde (PRB)
Alberto Filho (PMDB)
Aluísio Mendes (PTN)
Victor Mendes (PSD)

Contra
Zé Carlos (PT)
Rubens Júnior (PCdB)
Weverton Rocha (PDT)
João Marcelo (PMDB)
Pedro Fernandes (PTB)
Júnior Marreca (PEN)

Indecisos
José Reinaldo (PSB)

Sem resposta
Hildo Rocha (PMDB)

Ex-advogado do PT, Toffoli assume presidência do TSE

julgamento-mensalao-brasilia-stf-20120802-19-originalEx-advogado do PT, o ministro José Antonio Dias Toffoli tomou posse nesta terça-feira como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sucessor de Marco Aurélio Mello na Corte, o magistrado será responsável por conduzir a instituição durante as eleições de outubro.
Indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde recebeu críticas pela inexperiência, Toffoli patrocinou no TSE, no apagar das luzes de 2013, uma espécie de “lei da mordaça” para o Ministério Público Eleitoral. A norma estabelece que os promotores e procuradores precisam de autorização prévia do juiz eleitoral para abrir uma investigação, com exceção dos casos de flagrante delito. O tema foi parar no STF, onde está pendente.
O novo presidente do TSE fez carreira na área jurídica do PT e foi assessor da Casa Civil quando a pasta era chefiada por José Dirceu. No julgamento do mensalão, o ministro absolveu o ex-chefe, mas condenou os petistas José Genoino e Delúbio Soares.
Também nesta terça o ministro Gilmar Mendes tomou posse no TSE, desta vez na vaga de vice-presidente do tribunal.
Fonte:Revista veja

PSD do ministro Kassab abandona Dilma e vota a favor do impeachment de Dilma

16104212Um dia depois de a maior parte do PP anunciar adesão ao impeachment, o PSD do ministro Gilberto Kassab (Cidades) também definiu nesta quarta-feira (13), por maioria, orientar no domingo (17) o voto favorável à abertura de processo contra a presidente Dilma Rousseff.

Em reunião na Câmara que contou com a presença de Kassab em seu início, de 28 a 30 dos 38 deputados que devem votar se manifestaram contra a permanência da petista, segundo relatos.

A decisão do PSD fez a oposição já contabilizar 349 votos a favor do impeachment, mas o Palácio do Planalto, mesmo sabendo que o clima piorou e corre sério risco de derrota, ainda acreditava chegar a 180 votos a favor, acima dos 172 necessários para escapar do impeachment.

No final da noite desta quarta, a presidente Dilma convocou uma reunião no Palácio da Alvorada para tentar uma última estratégia para salvar o seu mandato.

Entre interlocutores do ex-presidente Lula, o clima era de desolação e apreensão diante da avaliação de que a debandada de aliados começou muito cedo.

Na reunião do PSD, de acordo com deputados, Kassab mais ouviu do que falou e afirmou que respeitaria a decisão da maioria da bancada. Depois, ele se encontrou com Dilma e falou sobre a decisão do partido. Kassab deve permanecer no cargo até segunda-feira (18).

“A decisão é mudar o encaminhamento de voto liberado para o apoio ao relatório pela admissibilidade [do impeachment]. A bancada, porém, respeitará absolutamente o voto de cada parlamentar que pense diferente”, disse o deputado Rogério Rosso (DF), líder da sigla.

VITÓRIA IMPROVÁVEL

Com isso, integrantes do Palácio do Planalto já veem como improvável uma vitória no domingo, mas mantêm a tentativa de investir nas conversas deputado a deputado como última tentativa de salvação.

Para ser aprovado, o relatório favorável à abertura de processo de impeachment precisa ter pelo menos 342 dos 513 votos.

A oposição afirma já ter 349 votos para a destituição de Dilma, sete a mais do que o mínimo necessário.

No PR (Partido da República), dono da quinta maior bancada na Câmara, há uma disputa de números que expõe o racha na legenda.

Enquanto o bloco de parlamentares favoráveis ao impeachment afirma ter pelo menos 28 votos, contra 12 pró-governo, o comando partidário arrisca um placar mais favorável ao Palácio do Planalto, com 19 votos pró-impedimento, 18 em apoio a Dilma e 3 indecisos.

Oficialmente, o PR diz que apoia o governo, mas não fechou questão em relação ao voto do domingo. O PTB decidiu por 15 votos a 4 orientar o voto favorável ao impeachment no domingo.

Já o líder da bancada do PDT, deputado Weverton Rocha (PDT-MA), anunciou que fechou questão e orienta o voto contra o impedimento.

PLANALTO

Com o revés no PP e no PSD, integrantes do governo dizem que, se houver uma vitória no domingo, ela será apertada e dificultará a retomada da governabilidade na nova fase da gestão petista.
Nas palavras de um auxiliar presidencial, só haverá êxito se o governo produzir algum fato positivo ou uma demonstração de força até sexta-feira (16).

Pelas contas palacianas, contabilizando 18 votos do PMDB e 18 votos do PR, haveria cerca de 180 votos, um pouco acima do limite para barrar o processo de impeachment, que é de 172 votos no plenário.

Nos dois partidos, no entanto, os números são avaliados como “irreais”. No PR, fala-se em no máximo 15 votos e, no PMDB, aposta-se em cerca de 10 votos.

PMDB

Com o respaldo do vice-presidente Michel Temer, o PMDB deve orientarem reunião de sua bancada nesta quinta-feira (14) voto favorável ao impeachment de Dilma, mas com respeito a posições contrárias isoladas.

A decisão foi acordada em reunião entre Temer e o presidente do PMDB no Rio de Janeiro, Jorge Picciani, pai do líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ), que votará contra o impeachment.

(ISABEL FLECK, DÉBORA ÁLVARES, RANIER BRAGON, RUBENS VALENTE, GUSTAVO URIBE E VALDO CRUZ)

João Alberto é a favor do governo e Lobão diz não ter posição

1_montagem_2-261985Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que já há 42 senadores favoráveis à abertura de processo por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff e 17 os que se declararam contrários. Dez parlamentares se disseram indecisos, 8 não quiseram responder e 4 não foram encontrados. Para que o processo seja admitido e aberto no Senado, são necessários 41 votos.
Com a abertura do processo – que será votado se a Câmara aprovar o relatório de Jovair Arantes (PTB-GO) -, Dilma seria afastada até ser julgada pelo Senado e o vice Michel Temer exerceria a Presidência provisoriamente.
Entre os senadores que se declararam indecisos há surpresas como Walter Pinheiro (BA), recém-saído do PT. Há três peemedebistas que disseram não ter posição: o ex-ministro Edison Lobão (MA), que é investigado na Lava Jato, e os paraibanos José Maranhão e Raimundo Lira. Cristóvão Buarque (PPS-DF) e João Capiberibe (PSB-AP) também estão indecisos. Ambos pertencem a partidos pró-impeachment.
Fernando Collor (PTC-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA) não quiseram responder. O peemedebista é pai do ministro Helder Barbalho, que permanece no comando da pasta de Portos. Jader havia se declarado na semana passada contrário ao afastamento.
Delator na Lava Jato e acusado de corrupção, o ex-petista Delcídio Amaral (MS) disse que votará pelo impeachment. Outra ex-petista pró-afastamento é Marta Suplicy (SP). Dois peemedebistas anunciaram voto a favor de Dilma e contra Temer chegar à Presidência: Roberto Requião (PR) e João Alberto (MA).